quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Quando devo procurar tratamento médico para alergias

Você provavelmente conhece o tipo "heróico", indivíduo que não se queixa e agüenta com resignação sintomas sazonais ou crônicos de alergia. Esses sofredores alérgicos têm uma imensa coleção de lenços ou carregam lenços de papel nos bolsos, resmungando que "é só um resfriado" quando alguém pergunta por que estão fungando e espirrando.

Este artigo ajudará essas e outras pessoas a decidirem quando buscar tratamento médico para suas alergias. Nas próximas seções discutiremos várias áreas: como selecionar um médico, como escolher um medicamento para alergia e muito mais. Começaremos nossa discussão analisando como decidir o momento apropriado de procurar um médico.

Você sabia?
A sinusite é uma complicação das alergias mal tratadas. Pessoas que sofrem de uma infecção nos seios faciais perdem em média quatro dias de trabalho a cada ano. Há mais de 18 milhões de visitas anuais aos consultórios de clínicos gerais cujo diagnóstico final é o de sinusite. Outras complicações das alergias não tratadas corretamente incluem secreção na orelha e problemas ortodônticos.

Saber reconhecer o momento certo

Se você tem alergias, mesmo que leves, tossir pode trazer conseqüências para sua saúde. Antes de mais nada, as alergias afetam sua qualidade de vida. Alergias que não são corretamente tratadas podem levar a problemas de sono, dificuldade de concentração, diminuição da habilidade de aprender, halitose e problemas ortodônticos. Quem sofre de alergia, com freqüência perde dias de trabalho ou estudo. E tem mais: alergias constantes fazem você se sentir cansado e esgotado. Não se pode funcionar de modo ideal se sentindo indisposto; a concentração reduzida pode provocar um acidente ou lesão.

Em segundo lugar, as alergias que não são corretamente tratadas podem levar a problemas de saúde sérios. É comum que pessoas alérgicas desenvolvam infecções nos seios da face (sinusite), na garganta e na orelha. As tonsilas e adenóides podem ficar alargadas e doentes. Pode haver o desenvolvimento de pólipos, que são crescimentos gelatinosos translúcidos dentro das passagens nasais, devido à irritação nasal contínua e edema que acompanham as alergias. Os pólipos não são tão sérios, mas predispõem o indivíduo a futuras infecções nos seios da face e podem causar obstrução nasal.

As alergias podem também predispor você ao desenvolvimento de apnéia do sono, um distúrbio que pode ser fatal e faz a pessoa parar de respirar durante o sono. Alergias que não são bem tratadas podem ainda resultar em outros problemas respiratórios crônicos, como a asma, ou em problemas de pele, como eczema e urticária. Alergias alimentares, alergias a medicamentos e alergias a picadas de insetos podem até causar choque anafilático, outra condição potencialmente fatal.

Danos às crianças na fumicultura e a doença da mão verde

A imensa maioria dos fumicultores não tem verba para contratar mão-de-obra, pois a rentabilidade da plantação do fumo é pequena e visando o aumento da renda familiar, normalmente o fumicultor utiliza a participação ativa das crianças e dos adolescentes no processo de plantio e na separação das folhas de fumo. São freqüentes os casos de alterações genéticas e intoxicações.


As férias no calendário escolar são adaptadas à necessidade dos períodos de maior demanda por trabalho na fumicultura. Segundo dados da Conferência Mundial sobre Tabaco e Relatórios de Saúde, em 2002, cerca de 520 mil crianças menores de 18 anos trabalham na plantação de fumo, sendo que 32% têm menos de 14 anos de idade. Essa faixa etária infelizmente é penalizada, sendo privada do seu pleno desenvolvimento bio-psico-sócio-cultural.


"Doença da mão verde"

Em comparação a outras plantações, lidar com o fumo pode ser muito tóxico para as crianças e para o agricultor. Desde 1763 a folha do fumo, que tem como princípio ativo a nicotina, vem sendo utilizada como pesticida e inseticida. O manuseio da folha verde e úmida do fumo leva à absorção da nicotina através da pele, desencadeando um quadro de intoxicação com os seguintes sintomas: náuseas, vômitos, fraqueza, dores de cabeça, tontura, dores abdominais, dificuldade respiratória e alterações nos níveis de pressão arterial.

A intoxicação específica pela nicotina na fumicultura é conhecida como "Doença da mão verde", sendo considerada de natureza ocupacional

Danos à saúde dos fumicultores e sintomas de intoxicação

Para garantir uma safra de qualidade, a folha de tabaco requer o uso intensivo de agrotóxicos. O amplo uso dessas substâncias ocasiona o adoecimento de inúmeros plantadores de fumo. Para agravar a situação, 55% dos fumicultores não utilizam equipamentos de proteção como máscaras, luvas e botas. A justificativa para tal inadvertência é o alto custo dos equipamentos e por serem quentes, não adaptados ao clima tropical.

As conseqüências do contato excessivo com agrotóxicos podem ser náuseas, tonturas, dores de cabeça, alergias, lesões renais e no fígado, cânceres, alterações genéticas, incapacidade para o trabalho e até a morte.



A nicotina vem das folhas do tabaco

Os fumicultores são orientados pela indústria de tabaco a fazerem 16 diferentes tipos de aplicações de pesticidas nas sementeiras, durante 3 meses antes da sua transferência para o campo. Nessas operações, não raramente ocorrem mortes por envenenamento.


Essas substâncias estão classificadas como toxicológicas I (extremamente tóxico) e II (altamente tóxico) por causarem sérios danos à saúde. Pertencem a três grupos: organofosforados, carbamatos e piretróides. Os dois primeiros são absorvidos pela pele, por inalação ou ingestão e têm uma grande capacidade de inibir a colinesterase, enzima fundamental na transmissão dos impulsos nervosos. Nos casos de intoxicações graves, os níveis dessa substância já estão muito baixos.


Os piretróides raramente causam intoxicações agudas. Causam vários tipos de reações alérgicas: nos olhos, pele, respiração (asma e crises de rinite), bem como sensação de formigamento nas pálpebras e ao redor da boca. A intoxicação aguda ou a exposição crônica aos organofosforados levam a três tipos de seqüelas neurológicas no fumicultor:

1 - Polineuropatia retardada que se manifesta com o quadro de fraqueza progressiva com perda da coordenação nas pernas, podendo evoluir até à paralisia;

2 - A síndrome intermediária que tem como sintomas a intensa diarréia, paralisia dos músculos do pescoço, pernas e da respiração. Quando se manifesta de forma aguda, caso não haja socorro imediato, pode levar ao óbito por insuficiência respiratória aguda, ou seja, o fumicultor morre sufocado, pois os músculos envolvidos nos movimentos respiratórios ficam paralisados;

3 - Efeitos comportamentais, dentre eles citamos as alterações do sono como insônia e sono agitado, dificuldade de concentração, além de várias seqüelas psiquiátricas como apatia, irritação, depressão e até esquizofrenia.

O cotidiano dos fumicultores é de intenso sofrimento, podendo justificar os altos índices nessa população de depressão, ansiedade e de doenças psiquiátricas. Considerando o total de suicídios, na cidade de Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul, município com maior produção de folha de fumo, 80% dos casos ocorrem entre os agricultores.

O manganês é um metal encontrado em fungicidas usado nas lavouras. Um estudo realizado com os fumicultores detectou altos índices desse metal. A intoxicação aguda e crônica pelo manganês manifesta-se por sintomas neurológicos como tremores e quadros semelhantes ao Mal de Parkinson.

Sintomas de intoxicação nos fumicultores:

- fraqueza com sensação de mal-estar, tremores e dores no corpo, principalmente nos braços, pernas e peito;
- dores de cabeça, tonturas, alterações e irritações visuais;
- salivação e transpiração aumentadas;
- náuseas, vômitos, cólicas abdominais;
- respiração difícil e falta de ar, irritação nasal e na garganta;
- queimaduras e alergias na pele;
- alteração na quantidade e cor da urina;
- irritabilidade, ansiedade e angústia;
- crise de convulsões (ataque epilético);
- frases desconexas e sem sentido;
- desmaios, perda de consciência até o coma e morte.

Tabaco e riscos à saúde dos produtores

O tabagismo vai além das conseqüências negativas para o seu consumidor, para o tabagista passivo e para o ecossistema. Observamos nos últimos anos uma mudança na postura do fumicultor, na medida em que aumenta a sua percepção sobre os riscos à sua saúde e de seus familiares, gerando um crescente desejo de mudança de atividade.


Nesse artigo relataremos um pouco sobre as condições de vida do plantador de folha de fumo, denominado fumicultor. Também abordaremos um tema triste e delicado que é o envolvimento de crianças no trabalho da fumicultura.

Charuto, cachimbo e narguillé Charuto

O charuto é feito somente com o tabaco, sem papel nem outras substâncias químicas. Os fumantes de charuto acreditam que estão protegendo a sua saúde, pois a fumaça não é tragada. No entanto, isso não é verdade, pois na folha do tabaco contém nicotina, responsável pela dependência química, infartos, enfisema pulmonar e câncer. Um charuto equivale ao consumo de 5 a 10 cigarros comuns.


A fumaça do charuto, mesmo não sendo tragada, é absorvida pela mucosa da boca, favorecendo o aparecimento de câncer de boca, orofaringe, esôfago e pâncreas.

Cachimbo

O ritual de fumar um cachimbo está relacionado à sofisticação e nobreza. Existem várias misturas de tabaco que são utilizadas no cachimbo, com aromas e sabores diferentes. Em muitos casos são misturadas duas espécies de folha de tabaco, como a nicotina rústica e a tabacum.

O fumante de cachimbo também acredita estar minimizando os malefícios à sua saúde, pois também não traga a fumaça. Da mesma maneira que o charuto, o cachimbo expõe o usuário à nicotina através da saliva, favorecendo o aparecimento de cânceres, principalmente de cavidade oral.






Narguilé

Utensílio de decoração originário da Índia, foi levado para o Irã e Turquia. Nesses países existe uma grande cultura do uso dessa substância em rodas de conversas e encontros sociais.

Também chamado de hookah, cachimbo d’àgua, narguile, goza, narkeela, hubble bubble, shisha, nargile e arghile, está se disseminando pelos países das Américas, principalmente entre os jovens que, na sua grande maioria, fazem uso dos cachimbos d’água sem ter noção dos riscos aos quais estão se expondo.

Contém monóxido de carbono, nicotina e o alcatrão que, ao ser queimado, libera metais pesados, como arsênico, chumbo, cobalto e cromo - uma boa rodada de um único narguilé equivale ao consumo de 1 maço de cigarro.


Sua utilização começa com o tabaco adoçado com uma espécie de cola tipo melaço, com sabores de diversas frutas sendo colocado em um reservatório e depois queimado com um carvão especial. Na garrafa do narguilé coloca-se água que resfria a fumaça, dando início à liberação do aroma característico do tabaco que foi escolhido. Essa fumaça é aspirada através de uma mangueira e cachimbada pelos vários integrantes da roda.


Alguns adolescentes acreditam, equivocadamente, que a fumaça do tabaco, ao passar pela água, se torna inócua para o organismo.

Outro grande risco associado ao consumo do narguilé é que as piteiras conectadas às mangueiras por onde a fumaça é aspirada, passam de boca em boca, facilitando a transmissão de doenças infecto-contagiosas como o herpes labial, a hepatite e a tuberculose. Os riscos não são diminuídos mesmo quando os estabelecimentos oferecem piteiras descartáveis, pois a mangueira não passou por um processo de esterilização.


O uso de filtros absorventes de nicotina também não diminui os riscos da inalação dos gases tóxicos e dos metais pesados. Em função desses fatos, a Organização Mundial de Saúde vem sinalizando a inclusão do narguilé na lista de produtos derivados do tabaco que necessitam de controle.

Cigarrilha, cigarros de palha e cigarros de cravo Cigarrilha

Cigarrilha, cigarros de palha e cigarros de cravo
Cigarrilha

Um tipo de charuto fino, meio termo entre os cigarros e os charutos. Esses "charutos em miniatura" são descendentes do cheroot, um charuto pequeno, muito popular na Era Vitoriana.


As cigarrilhas, de acordo com os fabricantes, são produtos feitos a partir do fumo natural ou homogeneizado (mistura de pó de fumo, papel e aglomerante), e com tamanho semelhante ao de um cigarro, tanto no comprimento quanto na espessura.


Estão sendo consumidas pelos tabagistas que acreditam que ela não faz mal à saúde, por não serem tragadas como os demais cigarros. Isso é um engano, pois possui os mesmos componentes tóxicos dos cigarros convencionais, além de maior concentração de nicotina.

Cigarros de Palha

São vistos pelos jovens como opções naturais, portanto, associados como não perigosos. É feito com fumo de corda picado com canivete que depois é enrolado em palha de milho. A palha, por não permitir a passagem de ar, tornam as tragadas mais intensas e concentradas, levando a um aproveitamento de quase 100% desse tipo de cigarro.


Não possuem filtros levando a uma maior absorção de substâncias cancerígenas, bem como os mais altos níveis de dependência.





Cigarros de Cravo

Conhecidos mundialmente como Kreteks ou Gudan Garam, são originários da Indonésia. São considerados os mais nocivos à saúde por conterem 1/3 de cravos picados e 2/3 de tabaco comum. As concentrações de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono são 3 vezes maiores em relação a dos cigarros comuns.

Um estudo do Centro de Controle de Doenças (1999) identificou concentrações de alcatrão que chegam até 60 mg por cigarro. Uma outra substância chamada Eugenol, nome do óleo de cravo que confere seu aroma característico, é adicionada a esses cigarros fazendo com que a tragada fique mais suave.

O Eugenol possui propriedade anestésica, desencadeando tontura e existem relatos de indivíduos sensíveis a essa substância que tiveram paralisia respiratória.


Os adolescentes e adultos jovens logo enjoam do seu gosto; porém, a dependência já instalada os leva ao alto consumo dos cigarros industrializados.

Bidis

São importados da Índia e a marca mais conhecida é o Bàli Hài. São comercializados em diversos sabores agradáveis e atrativos para o adolescente e o adulto jovem, com o objetivo de camuflar o gosto e odor não agradável e característico do tabaco. Entre os sabores podemos citar: chocolate, baunilha, uva, morango, menta, canela e cereja. O tabaco é enrolado em folhas secas de tendu (planta indiana) dando a aparência de natural.


Não possui filtro, expondo o fumante a uma maior quantidade de substâncias que agridem seu organismo. Um único Bàli Hài possui 3 vezes mais monóxido de carbono e cinco vezes mais alcatrão (composto de substâncias cancerígenas) que um cigarro comum.

Formas de consumo do tabaco

São de conhecimento da maioria da população os malefícios que os cigarros causam à saúde. O que muitos ainda não sabem é que o consumo de outros derivados do tabaco também é prejudicial à saúde do fumante e do tabagista passivo, pois possuem teores mais elevados de nicotina.

Por possuírem teores mais elevados de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono podem causar câncer de pulmão, doenças cardiovasculares, enfisema pulmonar, bronquite, entre outras doenças.


Querendo parar de fumar e não conseguindo, alguns tabagistas passam a usar esses outros derivados do tabaco, que por terem maiores teores de nicotina são consumidos em menor quantidade, dando a falsa ilusão para os tabagistas que estão protegendo a sua saúde.


Portanto, não há nenhuma forma de consumo do tabaco que não seja prejudicial. Nesse artigo veremos as formas mais comuns e os danos causados à saúde.

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