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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Genética e diabete

Cerca de 20% dos americanos entre 40 e 75 anos de idade têm diabetes e aproximadamente metade nem sabe disso.

Além disso, o predomínio da diabetes nos Estados Unidos está aumentando devido ao envelhecimento populacional, às mudanças decorrentes da miscigenação com uma porcentagem maior de pessoas suscetíveis, aumento da obesidade e redução da atividade física. A diabetes tipo 2 é herdada como um traço dominante. No Brasil, o aumento progressivo da obesidade e o envelhecimento populacional nas últimas décadas também aumentaram o risco de diabetes

Se você tem diabetes tipo 2, cada um de seus filhos tem aproximadamente uma chance em 3 - pouco mais de 30% - de desenvolvê-la também. Pessoas portadoras do tipo 2 normalmente têm algum parente que também tem a doença.


Como você viu nesse artigo, a diabetes é uma doença complexa. No entanto, pode ser tratada se você tiver as informações corretas.


Além disso, o predomínio da diabetes nos Estados Unidos está aumentando devido ao envelhecimento populacional, às mudanças decorrentes da miscigenação com uma porcentagem maior de pessoas suscetíveis, aumento da obesidade e redução da atividade física. A diabetes tipo 2 é herdada como um traço dominante. No Brasil, o aumento progressivo da obesidade e o envelhecimento populacional nas últimas décadas também aumentaram o risco de diabetes

Se você tem diabetes tipo 2, cada um de seus filhos tem aproximadamente uma chance em 3 - pouco mais de 30% - de desenvolvê-la também. Pessoas portadoras do tipo 2 normalmente têm algum parente que também tem a doença.

Os diferentes tipos de diabete

Uma vez diagnosticada a diabetes, a próxima tarefa é determinar que tipo você tem. Cada tipo requer uma abordagem diferente de tratamento.

Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 afeta cerca de 5% das pessoas que tem diabetes. É às vezes referido como a diabetes juvenil porque há uma alta taxa de diagnósticos em crianças entre 10 e 14 anos de idade, mas pessoas de qualquer idade podem desenvolver este tipo de diabetes. Também pode ser chamada diabetes insulino-dependente, porque as pílulas para a diabetes são ineficientes em tratar os altos níveis de glicose no sangue; esses indivíduos precisam de injeções de insulina para controlar sua glicose sanguínea. Como você aprendeu recentemente, um pequeno número de pessoas com o tipo 1, que estão nos estágios bem iniciais da doença, podem não necessitar ainda da insulina; mas, eventualmente, sim.


A diabetes tipo 1 é uma doença de glóbulos brancos "confusos". Normalmente, essas células são responsáveis por reconhecer substâncias ou células estranhas em nosso sangue e atacá-los com anticorpos. Na diabetes tipo 1, as células brancas acreditam que as células beta do pâncreas não pertencem ao nosso corpo. Ocorre uma inflamação e os anticorpos atacam as células beta. Essa destruição pode acontecer tanto rapidamente, quanto por um longo período de tempo. Quando muitas células beta forem perdidas, desenvolve-se a deficiência de insulina e os níveis de glicose sanguínea começam a subir.


Ocasionalmente uma infecção viral pode ser identificada como o gatilho para o início da doença, mas geralmente nem é identificada. Para complicar ainda mais as coisas, nem sempre é possível identificar a presença de anticorpos (o sinal de uma reação auto-imune) no sangue.

Na diabetes tipo 1, há uma chance de desenvolver cetoacidose devido à extrema falta de insulina. A falta de insulina torna difícil ao organismo utilizar glicose para obtenção de energia. Se o corpo não pode obter glicose do sangue, ocorre quebra de gordura para suprir energia das células. Um dos produtos dessa quebra são as cetonas, compostos mais ácidos que os tecidos normais do corpo; tais compostos então se acumulam no sangue. Normalmente as cetonas são removidas do sangue pelos rins e saem do corpo pela urina. Quando são produzidas mais cetonas que os rins conseguem remover, elas se acumulam no sangue. Se não tratado, isso pode levar à cetoacidose, uma condição extremamente séria e que exige tratamento rápido. Essa situação pode levar ao coma e à morte.


A diabetes é do tipo 1 quando surge antes dos 35 anos, em uma pessoa magra, sem histórico familiar de diabetes e se necessita de injeções de insulina. Testes adicionais podem ser feitos para confirmar o diagnóstico. Esses testes incluem medição dos anticorpos anticélulas beta (os anticorpos direcionados para destruir as células beta), o nível de peptídeo-C (uma medida da quantidade de insulina que está sendo produzida pelo corpo) e cetonas na urina. Um resultado positivo para teste de anticorpos anticélulas beta, um baixo nível de peptídeo-C ou a presença de cetonas na urina sugerem um diagnóstico de diabetes tipo 1. Se você tem esse tipo de diabetes, provavelmente necessitará de insulina para controlar sua glicose sanguínea (glicemia).


No entanto, ocasionalmente uma pessoa nos estágios iniciais da diabetes tipo 1 ainda pode ter algumas células-beta nas ilhotas que secretam insulina suficiente para que as injeções não sejam necessárias. Remédios ou mudanças na dieta, atividade física e mudanças no estilo de vida podem ser suficientes para controlar os níveis de glicose sanguínea (glicemia). Como os glóbulos brancos da pessoa que tem diabetes tipo 1 continuarão atacando, as células beta restantes produtoras de insulina serão destruídas. Por isso, com o tempo as injeções de insulina se tornarão necessárias para tratar a doença.

Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é a forma mais comum de diabetes. Estima-se que mais de 90% das pessoas que têm diabetes têm o tipo 2. A causa parece ser resistência à ação da insulina e/ou deficiência na secreção de insulina. Mas como separá-la da diabetes tipo 1? A diabetes tipo 2 quase nunca causa cetoacidose e não mostra evidências de auto-imunidade (em outras palavras, não existem sinais de anticorpos atacando as células betas nas ilhotas). Pessoas com diabetes tipo 2 normalmente têm mais de 35 anos, estão acima do peso e têm um histórico familiar de diabetes tratada com remédios ou dieta. Separar o tipo 1 do tipo 2 pode ser muito difícil. Na verdade, descobriu-se que quase 5% dos adultos que foram diagnosticados como tendo o tipo 2 têm na verdade o tipo 1. Além disso, a incidência da diabetes tipo 2 na infância está aumentando rapidamente, o que torna o diagnóstico automático da diabetes tipo 1 em crianças menos confiável.

A diabetes tipo 2 começa décadas antes do diagnóstico, com um aumento da resistência à insulina. Esse aumento da resistência é o resultado da genética, ganho de peso (especialmente gordura abdominal), diminuição da atividade física e envelhecimento. O principal local de resistência à insulina é o tecido muscular, que normalmente utiliza mais de 80% da glicose fornecida ao organismo. Devido a essa resistência, os níveis de insulina começam a subir. Para suprir a falta ou a redução da eficácia da insulina, o corpo começa a produzir mais insulina. Por razões não totalmente claras, em pessoas com tendência a ter diabetes, as células beta falham em manter a demanda aumentada de insulina. A produção de insulina torna-se enfarto insuficiente. No início, os níveis de glicose plasmática começam a subir acima do normal após as refeições; eventualmente, os níveis de glicose em jejum começam a ficar acima do normal também. Quando a glicemia fica alta o suficiente para produzir sintomas ou quando uma complicação, como um enfarte, faz com que o paciente vá ao hospital, o diagnóstico da diabetes tipo 2 é feito.

Diabetes gestacional

A diabetes gestacional é aquela diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez e ocorre em cerca de 3% das gestações. Ela é diagnosticada através da realização de um teste de tolerância à glicose de três horas. Se duas leituras de glicemia durante o teste excederem os limites normais, o diagnóstico é feito. Raramente os níveis de glicose são altos o suficiente para prejudicar a mãe. O problema é que a glicose sanguínea da mãe flui para o sangue do feto. O feto então libera insulina de seu pâncreas para baixar seus níveis de glicose. Isso força a glicose para os tecidos do feto, tornando-o grande para sua idade gestacional e resultando num parto difícil.

Durante a gravidez até o parto, a resistência da mãe à insulina e os níveis de glicose aumentam. Com a liberação do feto e da placenta, no entanto, os níveis de glicose da mãe prontamente retornam ao normal em 97% dos casos. Muitas mulheres com diabetes gestacional podem controlar seus níveis de glicose durante a gravidez através de dietas e exercícios. Algumas, no entanto, necessitam de injeções de insulina para manter os níveis de glicose dentro de uma faixa saudável para o bebê.


O tratamento de diabetes gestacional é feito com insulina. Mulheres que tiveram diabetes gestacional têm uma chance significativamente maior de desenvolver diabetes no futuro, numa taxa de cerca de 3% por ano. Alguns estudos demonstram que controle de peso e aumento da atividade física podem diminuir o risco de um futuro diabetes em até 50%. Existem também estudos em andamento para avaliar a habilidade de alguns dos novos medicamentos para diabetes em prevenir a doença em mulheres com diabetes gestacional.

O foco da nossa seção final é de interesse especial dos pais. Aqui, falamos sobre como a genética afeta a probabilidade de se ter diabetes.

Detecção da diabete

Em uma pessoa normal, o corpo mantém os níveis de glicose no plasma entre as refeições na faixa de 70 a 100 miligramas por decilitro (mg/dl). Após comer, os níveis de glicose sobem, dependendo da quantidade e conteúdo da refeição, mas não excede 140 mg/dl.


Esses níveis também retornam rapidamente à faixa de jejum, ou entre refeições. Em uma pessoa com diabetes, os níveis de glicose sanguínea sobem anormalmente após as refeições, levam muito mais tempo para baixar e não voltam à faixa normal, mesmo durante longos períodos sem comer. Portanto, para determinar se você tem diabetes, um médico deve testar seus níveis de glicose sanguínea. Existem 3 diferentes testes disponíveis para determinar se você tem diabetes.


O teste mais usado é um exame de sangue no qual a glicose plasmática é medida. Uma glicemia deve ser feita após jejum de 8 horas. Quando sua glicemia plasmática de jejum é maior que 125 mg/dl em 2 ocasiões consecutivas a diabetes é diagnosticada. Outro método é dosar a glicose sanguínea sem jejum prévio. Se sua glicemia ao acaso for de 200 mg/dl ou mais e você tem sintomas de diabetes, urina freqüentemente, perda de peso ou fadiga, é feito o diagnóstico da diabetes. O terceiro exame é um teste oral de tolerância à glicose. Esse teste é realizado quando a glicemia mostra um nível próximo ao normal, mas há suspeita de diabete (devido, por exemplo, à presença dos sintomas acima mencionados).

Após uma noite de jejum, você chega ao laboratório para um teste de 2 horas. Seu sangue é coletado para medir seu nível de glicose plasmático em jejum. Você é então convidado a beber um líquido com alta concentração de glicose em um período de 15 minutos. Após duas horas colhe-se uma nova glicemia. É importante manter-se sentado e avisar se você se sentir mal durante o teste. A diabetes é diagnosticada se o sangue coletado na marca da segunda hora indicar que seu nível de glicose sanguínea é maior que 200 mg/dl.

Você deve ter notado que há uma lacuna entre o nível de glicose considerado normal e aquele que indica a diabetes. Um nível normal de glicose em jejum, por exemplo, é menor que 100 mg/dl, mas somente quando o nível de glicose em jejum vai além de 125 mg/dl o diagnóstico de diabetes é feito. Da mesma forma, no final de um teste de 2 horas de tolerância à glicose, para o nível de glicose ser considerado normal, deve ser menor que 140 mg/dl. Ainda assim, um diagnóstico de diabetes só é feito se o nível de glicose após aquelas 2 horas for de 200 mg/dl ou mais.


E a lacuna entre eles? Níveis de glicose de 100 a 125 mg/dl no jejum e níveis de glicose de 2 horas de 140 a 199 mg/dl não são consideradas diabetes, mas também não são normais. Pessoas com esses níveis são diagnosticadas como tendo glicemia alterada e tolerância à glicose diminuída, respectivamente. Embora ainda não sejam consideradas como diabéticas, essas pessoas têm uma chance de 11% de desenvolver diabetes a cada ano subseqüente e também têm uma incidência maior de doenças do coração.

Existem 3 tipos principais de diabetes: diabete tipo 1, diabete tipo 2 e diabete gestacional. Vamos examinar cada um deles na próxima seção.


O que é plasma?

O termo plasma refere-se simplesmente à parte líquida do sangue que sobra após as células sanguíneas terem sido removidas. É a porção do sangue que é testada durante os exames de glicose em laboratório ou no consultório médico. A diferença entre glicose sanguínea e glicose plasmática é importante quando da escolha e leitura dos medidores pessoais de glicose (glicosímetros - aparelhos que medem a glicemia a partir de uma gota de sangue do paciente).

Fatores que aumentam o risco de ter diabete

Se você recentemente descobriu que tem diabetes ou se há anos luta contra altos níveis de glicose no sangue, sabe o quanto é difícil e confuso entender esta doença, por isso, quanto mais você conhecer sobre ela, mais preparado estará para dar os passos necessários para mantê-la sob controle e prevenir seus efeitos devastadores.

Nesse artigo, você aprenderá exatamente o que é a diabetes, por que ela é uma preocupação para milhões de pessoas e qual a melhor forma de tratar essa doença. A próxima seção enfoca a glicose e seu metabolismo, que é uma parte fundamental dessa doença.


Fatores que aumentam o risco de ter diabete
Existem vários fatores que podem torná-lo mais vulnerável a desenvolver diabetes, como:

se você está acima do peso;.
sedentarismo;
se você tem 45 anos de idade ou mais;
se você deu a luz a uma criança pesando mais que 4 kg;
se você tem irmãos ou pais que têm diabetes.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Experimentar uma dieta para diabetes

Para entender detalhadamente como você pode usar suas escolhas de comida para controlar seus níveis de açúcar no sangue, preste atenção em como os alimentos individuais agem no corpo. Você precisa se aprofundar nisso, coletando dados sobre a glicose no sangue e os tipos e quantidades de alimentos e tirando conclusões que se baseiam nesses dados.

O primeiro passo é que você coma normalmente. Comer o que quiser, quando quiser, na quantidade que desejar. Verifique os rótulos dos alimentos para determinar quais comidas contêm carboidratos e, então, mantenha um registro contínuo da quantidade total de gramas de carboidratos que você ingere durante todo o dia. Faça anotações reais e detalhadas.

Além dessas anotações, você precisa testar seus níveis de glicose no sangue. O teste permitirá que você veja como seu nível de insulina (seja aquela que você injetou ou a que seu corpo produziu) corresponde a sua ingestão de carboidratos. Não importa sua fonte, a insulina funciona com o alimento que você come. Esse equilíbrio é o ponto principal do controle da diabete. Se você come muito para a quantidade de insulina disponível, seu nível de glicose será muito alto; se come pouco, seu nível de glicose será muito baixo.

Faça o teste antes de comer e uma, duas, três e quatro horas após a refeição. Como norma geral, determine que sua meta de glicose antes da refeição seja de 90-130mg/dia; uma hora depois da refeição seja inferior a 180mg/dia; duas horas depois, inferior a 160mg/dia; três horas depois, inferior a 140; e quatro horas depois, ou antes da sua próxima refeição, tenha voltado a 90-130mg/dia. Como você já sabe a quantidade de quilômetros por litro (km/l) de combustível que você pode viajar em seu carro, você começará gradualmente a calcular os carboidratos por refeição para o seu corpo - a "distância" que seu corpo pode percorrer toda vez que você come uma certa quantidade de carboidratos.

Você pode achar que a ingestão de alimentos que contenham somente carboidratos faz sua glicose no sangue subir rapidamente ou ficar muito alta após a refeição. Os carboidratos, em combinação com quantidades variáveis de gordura e/ou proteínas, afetarão sua glicose no sangue de maneira diferente. Além disso, você pode descobrir que os alimentos ricos em gordura também elevam seus níveis de glicose no sangue.

É importante saber que qualquer alimento consegue aumentar os níveis de açúcar no sangue, mas tipos diferentes de comida, assim como quantidades diferentes, resultarão em níveis diferentes de açúcar no sangue no seu corpo. Pode ser que você descubra que se empanturrar (comer quando não está com fome) faz com que os níveis de açúcar no sangue aumentem rapidamente e permaneçam elevados. Comer em excesso pode fazer com que a insulina não trabalhe corretamente. Se você ouvir o seu corpo e respeitar a sensação de saciedade, descobrirá que sua glicose no sangue aumentará mais lentamente e irá de um ponto máximo a um nível mais baixo. A insulina, por sua vez, será capaz de fazer seu trabalho corretamente e manter os açúcares no sangue a um nível saudável. Esse tipo de alimentação balanceada ajuda a controlar a diabetes e ajuda você a se sentir melhor.

À medida que experimentar e testar sua glicose no sangue, tente uma variedade maior de alimentos. Saboreie os diferentes tipos de carboidratos, de massas a batatas, de biscoitos a vagens, de pães a morangos. Coma uma variedade de proteínas, de ovos a queijos, de peru à costela. Experimente vários tipos de gorduras, de manteiga à margarina, de coalhada à maionese. Procure exemplos de como diversos alimentos e combinações de alimentos afetam sua glicose.

A ingestão de uma grande variedade de alimentos também ajudará a garantir que você receba os nutrientes de que precisa - não apenas carboidratos, proteínas e gordura, mas também as vitaminas e os minerais essenciais a uma boa saúde. Além disso, a grande quantidade de sabores, texturas e cores continuará aumentando seu prazer de comer e ajudará a evitar as sensações de privação que podem levar ao exagero.

Carboidratos e a dieta para diabete

Para ter sucesso com o controle de sua diabete, você precisa fazer escolhas pessoais de alimentos que sejam compatíveis com suas metas de glicose no sangue e com seu paladar. Uma vez que os carboidratos tenham, evidentemente, o maior efeito direto nos níveis de glicose, a determinação da quantidade de carboidratos que seu corpo consegue controlar é a base do controle de sua glicose.

Realmente é bastante simples. Mas antes de começar, analise suas percepções, preconceitos e hábitos com relação à comida; eles podem tornar sua alimentação mais complicada do que precisaria ser. A superação desses problemas permite que você desfrute da liberdade que a simplicidade lhe traz - e possibilita que você sinta prazer em comer, controlando sua diabetes.

Não estereotipe seus carboidratos

De acordo com vários estudos, a quantidade de carboidratos digeríveis no que você come é mais importante que seu tipo (açúcar ou amido), em termos de glicose no sangue. Em outras palavras, um carboidrato é um carboidrato. Enquanto um lanche com um biscoito de chocolate recheado possa parecer "ruim" e um lanche com três biscoitos pequenos sem açúcar possa parecer "bom", seu corpo não consegue diferenciá-los se os dois lanches tiverem a mesma quantidade de carboidratos digeríveis. Ambos aumentarão seu nível de glicose na mesma quantidade.


Você pode estar pensando, "De jeito nenhum." Pode ser que seus preconceitos estejam lhe dizendo que comer um biscoito recheado ou uma barra de chocolate vai aumentar seus níveis de glicose, mais do que comer uma batata cozida ou mesmo alguns biscoitos sem açúcar. Talvez sua experiência o ajude. O culpado nessa discrepância aparente, entretanto, não é o tipo de carboidrato. Seus preconceitos - e a quantidade total de carboidratos que você consome - são provavelmente os responsáveis.






Considere isso: geralmente, quando, o que e por que você come tem muito mais a ver com hábito ou desejo do que com fome. Dessa forma, enquanto pode comer apenas uma batata cozida, você também pode ser levado a comer uma barra inteira de chocolate, não porque ainda esteja com fome depois de ter comido a metade, mas sim porque seu sabor seja bom e talvez porque fazia muito tempo que você não comia um chocolate. Você ainda pode pensar que, por fazer muito tempo que não comia, tem o direito de comer duas barras. Então, você come mais doce - e mais carboidrato total.


É essa grande quantidade de carboidratos, e não sua fonte, que aumenta sua glicose. O tipo de privação que pode levá-lo a comer uma segunda barra de chocolate pode mudar sua alimentação. Não há nada que possa aumentar mais seu desejo por uma comida do que dizer que você não pode comê-la. Então, você toma um bom lanche, come um biscoito sem açúcar e depois três biscoitos de chocolate recheados. Você acha que comeu o que deveria comer, é justo que você coma o que realmente deseja.

Você, então, culpa os biscoitos recheados pelos seus níveis elevados de glicose. Apesar de serem colaboradores, eles não são o problema. Se terminou seu lanche com um dos três biscoitos recheados, primeiramente, em vez de um biscoito sem açúcar, "espera-se" que seu nível de glicose tenha sido mais baixo no final. Foi seu impulso de comer o que queria e a privação inicial imposta por você mesmo que fizeram seu divertimento acabar.


É esse tipo de pensamento limitado que pode fazer com que alguns alimentos pareçam proibidos ou mais perigosos, em termos de controle de glicose. Além disso, é esse pensamento que pode fazê-lo se sentir privado, levando, por sua vez, a comportamentos alimentares doentios que acabam frustrando suas melhores intenções. A privação também pode levá-lo ao desespero; e momentos de desespero levam a atitudes desesperadas.


Por exemplo, talvez você sempre seja o último na sua casa a deitar-se, ficando acordado até tarde apenas porque "ainda não está cansado". Ou talvez você recuse convites para jantar ou sair porque esteja "muito cansado"; mande as pessoas embora da sua casa porque queira ficar sozinho. Agora, completamente sozinho, você pode comer em paz, sem que ninguém faça nenhum comentário ou veja você comendo. Você se sente um criminoso fugitivo, tentando escapar da lei antes que seja capturado novamente e seja jogado de volta à prisão da privação. Esses tipos de preconceitos e hábitos alimentares anormais também podem interferir no controle da sua dieta para diabetes.


Hábitos e padrões alimentares são desenvolvidos ao longo dos anos e geralmente estão enraizados desde a infância. Você faz alguma coisa de um jeito simplesmente porque é dessa maneira que é sempre feita. Você limpa o prato porque não deve desperdiçar comida. Você come até o último grão porque pagou pela comida ou porque é de graça. Você come porque o rótulo do seu remédio diz que você deve tomá-lo com a comida. Você come porque o relógio diz que está na hora. Esses hábitos relacionados à comida não têm muito a ver com fome ou com seus níveis de glicose, mas eles tornaram-se a regra que rege sua alimentação.


Para finalizar esse ciclo de privação e de alimentação anormal e poder usar suas escolhas de comida para ajudar a controlar sua diabetes, você precisa igualar todos os alimentos e não proibir nenhum. Você precisa se convencer de uma vez por todas que não existe esse negócio de comida boa e ruim. Existem apenas comidas que afetam sua glicose no sangue de diferentes maneiras. Isso acabará com seu sentimento de privação. Se você sabe que pode comer um doce sempre que quiser, o impulso para comê-lo, como tinha antes, desaparecerá. Você será capaz de comer porque deseja um determinado alimento, e não porque nunca mais poderá comê-lo.


Em vez de comer porque deseja ou porque deveria, pergunte a si mesmo se está com fome. Você tem bom senso para saber quando precisa se alimentar e quando precisa parar. Embora esse sistema tenha muitos ativadores, um deles é seu nível de glicose no sangue. Quando sua glicose no sangue está baixa, você sente fome; quando está alta, perde o apetite. Se achar que tem que comer quando não está com fome só porque precisa tomar seu remédio com a comida, discuta essa questão com sua equipe de tratamento da diabete.


Acabar com a privação e analisar seus hábitos alimentares farão com que você perceba que é o equilíbrio de carboidratos que manterá suas metas de glicose. Isso o ajudará a mudar para melhor sua relação com a comida e a melhorar seu controle da diabetes.

Os adoçantes e a dieta para diabetes

Existem dois tipos de adoçantes no mercado, hoje em dia, os que têm calorias, chamados de adoçantes nutritivos, e aqueles que não têm calorias, conhecidos como adoçantes artificiais, ou não nutritivos. Somente os adoçantes nutritivos afetam diretamente a glicose no sangue, mas você ainda precisa observar os demais ingredientes dos alimentos que utilizam adoçantes artificiais.

Adoçantes nutritivos

Nessa categoria, se encontra o açúcar feito a partir da cana e a frutose encontrada nas frutas. Os carboidratos simples de sacarose (açúcar) e frutose são os adoçantes nutritivos mais comuns utilizados; ambos contribuem com calorias e influenciam seus níveis de glicose no sangue.

Os álcoois de açúcar, também chamados de polióis, contêm calorias e carboidratos e geralmente são usados como substitutos dos adoçantes, especialmente em doces. Enquanto o nome implica duas palavras aparentemente proibidas, açúcar e álcool, os álcoois de açúcar não são açúcares nem substâncias alcoólicas, no sentido comum do termo. (A definição científica de álcool é simplesmente "um líquido processado"). Os álcoois de açúcar são os líquidos produzidos comercialmente e processados a partir da sacarose, glicose e amidos (polissacarídeos). Também ocorrem naturalmente em plantas, como frutas e sementes. Os álcoois de açúcar comum incluem sorbitol, manitol, maltitol e xilitol.

Outro álcool de açúcar, chamado de hidrolisado de amido hidrogenado, é feito da quebra parcial do milho, trigo ou amido da batata e do acréscimo de hidrogênios, a uma alta temperatura e sob pressão, à mistura parcialmente quebrada. Como resultado, ele contém quantidades mais elevadas de polissacarídeos hidrogenados, assim como sorbitol, manitol, maltitol e xilitol. É uma espécie de "carboidrato complexo" do álcool de açúcar, usado em uma série de produtos, especialmente em doces sem açúcar, pois ele não cristaliza. Ele também se mistura com os sabores e pode ser usado com adoçantes de baixa caloria.

Como um grupo, os álcoois de açúcar não são completamente absorvidos nem usados pelo seu corpo, de modo que contribuem com menos calorias e carboidratos que a mesma quantidade de outros adoçantes nutritivos, como a sacarose. Por essa razão, são chamados de adoçantes de baixa energia ou de energia reduzida. Mas em virtude de não serem totalmente absorvidos, podem causar efeitos colaterais desagradáveis, como diarréia, inchaço e gases, quando consumidos em excesso.

Adoçantes artificiais

Os adoçantes artificiais são produtos sintéticos fortemente doces, usados com mais freqüência em alimentos e bebidas de poucas calorias. São chamados de adoçantes não-nutritivos porque acrescentam poucas calorias e carboidratos, talvez nenhum, aos alimentos. Já que é necessário uma pequena quantidade desses adoçantes para produzir um sabor "adocicado" nos alimentos, eles também são conhecidos como adoçantes de alta intensidade.

Doces "sem açúcar"

Como é que um fabricante pode colocar uma etiqueta bem grande "sem açúcar" na frente de uma pacote de biscoitos mesmo se o produto contiver açúcar? As respostas: "muito simples" e "totalmente legal." A expressão "sem açúcar" significa que o produto contém menos de 5g de açúcar em uma porção - e "açúcar" nesse contexto é definido como sacarose. É isso aí. "Sem açúcar" significa simplesmente que o produto não possui açúcar de mesa nem açúcar de cana. O fabricante pode acrescentar frutose e qualquer outro adoçante nutritivo e ainda considerá-lo "sem açúcar".

Como resultado, é comum um produto sem açúcar realmente ter mais carboidratos totais que a versão normal do mesmo produto. Para o diabético, isso significa que o produto sem açúcar aumentará mais a glicose no sangue que a versão normal do alimento. O mesmo se aplica a muitos alimentos sem gordura. Eles têm menos de 5g de gordura por porção, mas quando a gordura é retirada, os carboidratos simples podem ser colocados em seu lugar. Dessa forma, alguns produtos sem gordura e produtos sem gordura/sem açúcar realmente têm mais carboidratos elevam a glicose no sangue a níveis mais altos que o produto normal faria.

Entenda também que um alimento sem açúcar nem sempre é livre de calorias, ou pobre de calorias ou de carboidratos simples. Alguns alimentos podem até ter o açúcar descrito no rótulo, mesmo que se encaixem na definição legal de "sem açúcar". O leite é um bom exemplo. No rótulo do leite, você descobrirá que uma porção contém 13g de açúcar. O leite não possui sacarose nem açúcar de mesa. Entretanto, contém o carboidrato simples que ocorre naturalmente (açúcar) chamado de lactose. A questão é que não é porque um produto é rotulado de "sem açúcar", que você pode ignorar seu potencial efeito nos níveis de glicose no sangue.

Verifique o rótulo

É importante observar atentamente as informações nutricionais de um alimento para saber as quantidades reais de calorias e carboidratos. Como pode ver em qualquer produto, a parte do meio dessa indicação nutricional contém informações sobre carboidratos, gorduras, proteínas e outros nutrientes.

Em todos os rótulos, os carboidratos são medidos em gramas. Como você já deve saber, grama por grama, todos os carboidratos têm o mesmo efeito nos níveis de açúcar no sangue. Então, use os rótulos dos alimentos para compará-los, em termos de sua quantidade total de carboidratos, assim como de seu conteúdo de fibras.

Certifique-se de que os tamanhos das porções que está comparando sejam semelhantes. Então, escolha o produto que melhor se encaixa nas suas metas de carboidratos (que você aprenderá em breve). Além disso, o monitoramento de seu açúcar no sangue antes e depois de comer ou beber ajudará você a enxergar o efeito de um alimento nele.

Na próxima seção, investigaremos detalhadamente os carboidratos e falaremos mais especificamente sobre sua relação com a diabetes.

Quebrar os adoçantes
Existe todo tipo de adoçante. Aqui vai uma análise de cada tipo:

Adoçantes nutritivos (que contêm calorias)

Sacarose (açúcar branco): bastante versátil em termos de uso, facilmente disponível e barato.

Glicose: uso limitado porque seu sabor é suave e utilizado principalmente em doces para permitir maciez a altas temperaturas.

frutose: mais doce que a sacarose em líquidos frios, mas em líquidos quentes e alimentos sólidos, é tão doce quanto a sacarose. Ela acentua os sabores das frutas.

Mel: nutricionalmente semelhante à sacarose e quimicamente formado do néctar pelas abelhas. Possui um sabor bastante característico e um teor de água bem alto.

Lactose: açúcar encontrado no leite, é um dissacarídeo feito de glicose e galactose juntas. É bastante suave, limitando seu uso, mas é geralmente utilizada junto como um "aditivo". A intolerância à lactose é comum e ocorre em pessoas que têm carência de lactase, uma enzima digestiva que separa as unidades de glicose e galactose.

Sorbitol, manitol: são álcoois de açúcar e têm cerca da metade do açúcar da sacarose, o que limita seu uso. Não são absorvidos completamente pelo seu corpo, de modo que acrescentam menos calorias e carboidratos ao alimento a ser ingerido. Devido à digestão incompleta, podem causar diarréia, gases e inchaço quando usados em grande quantidade. São mais caros que a sacarose.

Xilitol, maltitol: são álcoois de açúcar. São tão doces quanto a sacarose e mais utilizados, especialmente em doces e alimentos assados. Não são absorvidos completamente, de modo que têm menos calorias e carboidratos. O consumo de grandes quantidades pode causar diarréia, gases e sensação de plenitude abdominal (a pessoa se sente estufada).

Hidrolisado de amido hidrogenado: o "carboidrato complexo" dos álcoois de açúcar. Constituído de grandes cadeias de polissacarídeos mais hidrogênio, colocados juntos sob calor e pressão para formar os álcools de açúcar bastante estáveis e complexos. Amplamente usado em doces e com adoçantes não-nutritivos de baixa caloria.

Adoçantes não-nutritivos (sem calorias)

Sacarina: é de 200 a 700 vezes mais doce que a sacarose, mas tem um sabor final amargo, como metal.

Aspartame: constituído de dois aminoácidos ligados, esses se separam quando aquecidos, e o sabor adocicado se deteriora, de modo que somente pode ser usado em alimentos e bebidas frias. É de 160 a 220 vezes mais doce que a sacarose e não pode ser utilizado por pessoas com fenilcetonúria.

Acesulfame K: sal orgânico que consiste de átomos de carbono, nitrogênio, oxigênio, hidrogênio, enxofre e potássio. É 200 vezes mais doce que a sacarose e estável ao calor.

Sucralose: o único adoçante não-nutritivo feito de açúcar. Por meio de um método especial, três grupos de hidrogênio-oxigênio na molécula de açúcar são substituídos por três átomos de cloro. Usada como substituto do açúcar e como um aditivo em várias sobremesas, confeitos e bebidas não-alcoólicas. É 600 vezes mais doce que a sacarose. Seu sabor adocicado não diminui com o calor.

No Brasil estão disponíveis ainda:

Stevia - o esteviosídeo é um adoçante natural extraído da folha da stévia rebaudiana, muito utilizado no Japão. É 300 vezes mais doce do que o açúcar e pode ser consumido a vontade, pois não é calórico. Costuma ser misturado com sacarina nos produtos.

Ciclamato de sódio - adoçante 35 vezes mais doce que o açúcar com o valor calórico zero. Pode ser usado em altas temperaturas sendo mais estável que o aspartame e a sacarina. Deixa um gosto amargo na boca. Foi proibido nos Estados Unidos porque se acreditava que o efeito cumulativo da ingestão de ciclamato poderia provocar câncer. Como esses dados não foram comprovados, seu uso foi liberado em vários países do mundo.

O álcool e a dieta para diabetes

O álcool não é um carboidrato, proteína ou gordura. O corpo o enxerga mais como uma toxina do que como uma fonte de energia. Para seu corpo, o álcool é um veneno que precisa ser quebrado, desintoxicado e removido de seu sangue o mais rápido possível para evitar que ele acumule e destrua as células e os órgãos.

O álcool passa rapidamente do seu estômago e intestinos para o sangue sem ser quebrado. As enzimas do seu fígado fazem o trabalho de quebrar o álcool, mas esse processo é demorado. Seu fígado pode apenas metabolizar o álcool a uma taxa estabelecida, independentemente de quanto você bebeu. Se beber álcool mais rápido do que possa ser quebrado, ele percorre sua corrente sangüínea para outras partes do corpo até que possa ser metabolizado. As células do seu cérebro são afetadas por esse excesso, prejudicando as funções cerebrais e causando intoxicação.

Se você comeu ou não, e o que comeu, são dois fatores que influenciam a velocidade com que o álcool é absorvido no sangue. Uma vez que o álcool somente pode ser processado pelo fígado a uma determinada taxa, a diminuição do tempo de absorção (a rapidez com que o álcool aparece no seu sangue) pode ser benéfica. A rapidez com que seu estômago se esvazia para os intestinos é o principal controle da velocidade de absorção do álcool. Quanto maior o conteúdo gorduroso de uma refeição, mais lento será o esvaziamento e mais demorado o processo de absorção. Um estudo descobriu que a absorção do álcool nas pessoas que beberam após uma refeição que incluía gordura, proteína e carboidrato foi três vezes mais lenta que a absorção de quando beberam a mesma quantidade com o estômago vazio.

Com exceção da intoxicação que o álcool pode causar, seu processo de quebra passa na frente de outros processos no fígado. Normalmente, se seu nível de glicose no sangue começa a cair, seu fígado responde liberando glicose para o sangue. Essa glicose ajuda você a evitar uma hipoglicemia (baixos níveis de glicose no sangue). Entretanto, uma vez que seu corpo enxerga o álcool como um veneno, ele quer limpá-lo do seu sangue o mais rápido possível. Na verdade, ele fica tão ocupado processando o álcool, que não produzirá nem liberará nenhuma glicose até que o álcool seja eliminado do seu sistema.

A incapacidade de produzir glicose pode colocá-lo em risco por uma série de problemas diferentes, incluindo uma reação hipoglicêmica grave (da baixa glicose no sangue). Além disso, se você consumiu álcool, seu raciocínio pode ser prejudicado, diminuindo, ou até mesmo suprimindo, sua capacidade de perceber ou reconhecer os sintomas da hipoglicemia. Para completar, devido aos sintomas da intoxicação que imita a hipoglicemia, uma reação de hipoglicemia no sangue pode ser facilmente confundida com a embriaguez, possivelmente retardando ainda mais o tratamento de emergência, até você ficar inconsciente.

Dessa forma, você precisa abster-se do álcool para controlar a glicose no sangue? Você pode tomar uma garrafa de cerveja com a pizza ou uma taça de vinho com o espaguete? Não existe uma resposta correta. Você deve discuti-la com seus médicos. Seu histórico de consumo de álcool precisa ser revisto, os medicamentos que você toma precisam ser analisados para potenciais interações com o álcool e seu controle de diabetes precisa ser avaliado. Lembre-se de que você deve conversar com o seu médico sobre isso.

Beba somente se sua diabete estiver controlada. O álcool pode piorar alguns problemas da diabete. O álcool pode acumular-se nas células nervosas, intensificando os danos dos altos níveis de glicose e piorando a neuropatia. Ele também aumenta os triglicerídeos, a pressão arterial e o risco de catarata. Se você tem hipoglicemia freqüentemente ou um histórico anterior de hipoglicemia grave, o álcool pode ser um grande risco a você.

Beba com moderação. A metabolização do álcool pelo seu fígado é um processo lento, então, a quantidade de álcool que você bebe precisa ser controlada para evitar intoxicação. Moderação geralmente significa beber não mais que dois drinques por dia para homens e não mais que um drinque por dia para mulheres. Define-se um simples drinque como sendo 340ml de cerveja, 140ml de vinho ou 33ml de bebida destilada. Lembre-se de que o álcool não possui nutrientes, somente calorias, que seu corpo armazena como gordura.

Não deixe de comer, nem diminua sua ingestão de alimentos quando beber. Beba junto com a refeição ou logo em seguida. Nunca beba com o estômago vazio, não deixe de se alimentar, nem substitua por álcool sua refeição ou lanche habitual.

Sempre carregue um documento de identificação, preferencialmente um que indique que você tem diabetes. Isso faz com que as pessoas saibam que seu comportamento estranho ou perda de consciência não é por causa da intoxicação, mas de uma hipoglicemia grave.

Jamais beba sozinho. Avise às pessoas ao seu redor que você tem diabetes e diga a elas quais são os sinais e sintomas da hipoglicemia. Com isso, elas não confundirão esses sintomas de hipoglicemia com intoxicação alcoólica e ajudarão você em uma possível reação hipoglicêmica.

Fique sóbrio. Já que o álcool tem um efeito relaxante, ele pode prejudicar seu raciocínio. Você precisa comer, tomar seus medicamentos e testar seu açúcar no sangue no horário.

Faça o teste de glicose no sangue freqüentemente. Veja como o álcool o afeta fazendo o teste antes e depois de beber e no dia seguinte. Certifique-se de sempre testar sua glicose no sangue antes de dormir. Nunca tome insulina a mais nem pílulas adicionais para diabete para tratar o alto nível de glicose no sangue pouco antes de deitar-se. É perigoso você ficar hipoglicêmico quando estiver dormindo e não perceber.

Como os alimentos afetam a glicose no sangue

Seu corpo precisa de quantidades adequadas de seis nutrientes essenciais para funcionar normalmente. Três deles - água, vitaminas e minerais - não dão energia e não afetam os níveis de glicose no sangue. Os outros três - carboidrato, proteína e gordura - dão a seu corpo a energia necessária para funcionar. A energia é medida em calorias. Qualquer alimento que contenha calorias aumentará seus níveis de glicose no sangue. Para que seu corpo use corretamente essas calorias, ele precisa de insulina. Sempre que você comer, a comida será digerida e quebrada em glicose, a principal fonte de energia do seu corpo. Enquanto todos os nutrientes são quebrados em glicose, os carboidratos têm um efeito mais direto nos níveis de glicose no sangue. A proteína e a gordura têm um efeito mais lento e indireto nesses níveis. Se entender isso, você poderá saber como o alimento afetará seus níveis de glicose.

Carboidratos

Conhecidos como açúcares e amidos, os carboidratos são a principal, e preferida, fonte de energia do seu corpo. Eles entram na corrente sangüínea rapidamente, são previsíveis quanto à forma como afetam a glicose e são quebrados por completo em aproximadamente duas horas. Existem três tipos: carboidratos simples, ou açúcares (como açúcar de mesa e mel), carboidratos complexos digeríveis, ou amidos (em pão, massa e batata); e carboidratos complexos não-digeríveis, ou fibra. Aproximadamente 100% dos açúcares e amidos que você ingere quebram-se em glicose; fazem isso praticamente com a mesma velocidade, independentemente de sua fonte.

Existem dois tipos de carboidratos simples, os monossacarídeos e os dissacarídeos. Os monossacarídeos, como a glicose e a frutose, são unidades simples de açúcar. Os dissacarídeos consistem em duas unidades de açúcar; por exemplo, a sacarose, ou açúcar de mesa, é feita de um açúcar de glicose unido a um açúcar de frutose.

Os carboidratos complexos digeríveis, ou amidos, são polissacarídeos; eles consistem em muitas cadeias longas de unidades de glicose unidas juntas. Os amidos são encontrados nos grãos, nos legumes e nas batatas. Quando os amidos são digeridos pelo corpo, são quebrados em glicose, a forma mais simples de energia usada pelo corpo e pelo cérebro. Por essa razão, o amido em uma batata e o açúcar do seu açucareiro são a mesma coisa, no que diz respeito a seu corpo. O corpo quebra e utiliza a glicose de cada um em formas idênticas e não consegue saber se a energia originou-se de um carboidrato simples ou complexo.

Entretanto, os diabéticos geralmente acham que não podem ou não devem ingerir nenhum carboidrato simples, ou açúcar, em sua dieta. O açúcar é tradicionalmente visto como um alimento perigoso ou proibido para as pessoas com diabete. Afinal, o "açúcar" no sangue é alto, então, por que complicar as coisas? Médicos e nutricionistas sempre adotaram que, uma vez que o açúcar é um carboidrato simples, ele deve ser digerido e absorvido com mais rapidez no sangue que os amidos mais complexos, como os encontrados em batatas e pães. Adotaram também que os açúcares simples seriam os mais prováveis de causarem um aumento maior dos níveis de glicose no sangue.

Bem, os médicos, os nutricionistas e quaisquer outros especialistas estavam errados. Vários estudos mostraram que todos os alimentos aumentam o açúcar no sangue e que os carboidratos simples não elevam seus níveis de glicose, nem em maior quantidade ou velocidade, que os amidos sozinhos. Em 1994, esses estudos conclusivos permitiram que a Associação Americana de Diabete mudasse suas recomendações nutricionais. As recomendações agora dizem "os indícios científicos mostraram que o uso da sacarose como parte das refeições não prejudica o controle de glicose no sangue em pessoas com diabete tipo 1 e tipo 2". Agora, geralmente, admite-se que a quantidade total de carboidratos na dieta, não sua fonte, é o que influencia significativamente seus níveis de glicose no sangue.

A fibra é composta principalmente por carboidratos complexos - tão complexos, na verdade, que não podem ser quebrados pelas enzimas em seu corpo. Existem dois tipos de fibra, solúvel e insolúvel. A fibra solúvel permanece suspensa na água, enquanto a fibra insolúvel, não. A fibra solúvel, encontrada em aveia, cevada, cereais, maçãs e frutas cítricas, retarda a absorção da glicose e reduz o colesterol e a velocidade em que o alimento se move nos intestinos. A fibra insolúvel, encontrada em todas as frutas, verduras, legumes e sementes, também retarda a absorção da glicose e reduz a quebra do amido, mas aumenta a velocidade em que o alimento se move nos intestinos.

Proteína

O segundo maior nutriente necessário ao corpo é a proteína. A proteína dos alimentos que você ingere (carnes, aves, peixes, feijão, laticínios e ovos) é quebrada em aminoácidos pelo seu corpo; somente 50% dela, aproximadamente, são finalmente substituídos por glicose. Contudo, esse é um processo longo: leva cerca de três a cinco horas, após uma refeição, para a proteína que você ingeriu ter qualquer impacto na glicose do sangue.





Gordura


O terceiro nutriente necessário ao corpo é a gordura.Ela é usada para manter a pele e os cabelos saudáveis, armazenar as vitaminas solúveis em gordura pelo corpo e é a maior fonte de energia, quando você ingere menos calorias do que seu corpo precisa. As gorduras são transformadas pelo seu corpo em ácidos gordurosos, uma importante fonte de energia para os músculos e o coração. Geralmente, leva em média de seis a oito horas para a gordura do alimento ser digerida, e seus componentes são liberados lentamente no sangue. No final, somente cerca de 5 a 10% da gordura que você come são convertidos para glicose, então, ela tem pouco impacto direto nos seus níveis de glicose no sangue.

Indiretamente, entretanto, a gordura exerce um papel importante no aumento da glicose no sangue, pois bloqueia a ação da insulina (os ácidos gordurosos elevam a resistência à insulina) e aumenta o tempo para o alimento percorrer os intestinos. Por exemplo, se no jantar você comer frango frito, purê de batata, molho de carne e biscoitos, pode ser que não haja muita alteração da sua glicose antes de deitar-se. Durante a noite, entretanto, quando essa refeição gordurosa, de movimento lento, finalmente chegar ao sangue e a gordura não permitir que sua insulina funcione muito bem, seu nível de glicose no sangue aumentará. Pela manhã, você acorda com o nível de glicose no sangue lá em cima.

Como manter uma dieta para diabetes mellitus

Quando soube que tinha diabetes, você pode ter achado que teria que fazer uma dieta especial, restritiva. Talvez você tenha ouvido falar de pessoas com diabetes que tiveram que deixar de comer o que gostavam ou de ir a certos eventos ou restaurantes, pois não havia nada que eles pudessem comer nesses lugares. Bem, anime-se. Você não precisa mais seguir uma "dieta para diabetes".

Uma dieta implica que você coma pouco ou de acordo com regras rigorosamente prescritas. As dietas também têm o péssimo hábito de proibir alimentos apetitosos, ricos em calorias. A pesquisa mostra que as pessoas relatam que sentem um desejo incontrolável pelas comidas que não poderiam comer em uma dieta e que geralmente cedem a esses desejos. Quando cedem, acabam passando da conta.

Esse ciclo de dieta/desforra é bastante comum naqueles que geralmente fazem dietas de perda de peso. Ele leva não somente a tentativas frustradas de perda de peso, como também à recuperação do peso, ao efeito ioiô, a sentimentos de culpa e a desejos constantes por comida. A dieta tradicional para diabete não é diferente das dietas tradicionais de perda de peso; na verdade, ela prescreve restrições maiores de alimentos e determina bem mais os alimentos que são permitidos e proibidos. Do mesmo modo, estudos mostraram que aqueles que seguem uma dieta tradicional para diabetes não são diferentes dos que seguem outra dieta - eles também cedem eventualmente aos desejos e abusam dos "alimentos proibidos".

Para o diabético, o abandono da dieta tradicional para diabetes leva não apenas à recuperação do peso, à culpa e a desejos constantes, mas a algo potencialmente mais perigoso - o controle deficiente da diabete. O problema real com as dietas em geral - e com a origem do ciclo contínuo dieta/forra e dos desejos constantes por comida - é que a dieta baseia-se em quatro pressupostos falhos.

O primeiro é que a alimentação é sempre feita em um estado contínuo de consciência. Para algumas pessoas, entretanto, a alimentação está quase no mesmo nível de consciência que a respiração. Você já percebeu que acabou com uma caixa inteira de biscoitos ou de qualquer outro petisco e nem ao menos se lembrou de ter dado a primeira mordida? De qualquer maneira, a alimentação, assim como a respiração, acontece simplesmente sem querer. Isso não quer dizer que em alguns momentos uma pessoa não consiga fazer uma dieta, seguindo regras e detalhes. É exatamente isso, o encanto será quebrado e a pessoa voltará a comer como nos velhos tempos.


Uma dieta significa que devemos nos alimentar apenas para dar energia a nosso corpo. Mas muitas pessoas ficam na expectativa de poder ingerir alguns alimentos em determinadas ocasiões e lugares. As dietas raramente levam em consideração festas de aniversário ou feriados, cheios de comidas tradicionais e associações culturais. Também não levam em conta aquele lanche reforçado do papai, clássico de domingo, ou aquele pote cheio de biscoitos amanteigados caseiros feitos pela vovó. Somente certos alimentos e combinações de alimentos serão considerados nessas ocasiões.


As dietas funcionam, acreditando que todas as suas necessidades emocionais foram atendidas. Os desejos por comida e a necessidade de comer podem ser reações ao estresse da sua vida que precisa ser tratado. Uma dieta não considera a necessidade de alimentos agradáveis que acalmem e que sejam ingeridos na tentativa de amenizar os problemas e as confusões da vida. Esses alimentos têm sabores e texturas agradáveis e são usados como recompensa ou consolo, uma prática bastante comum que começa na infância e continua pelo resto da vida.


As dietas giram em torno da idéia de que a necessidade deve ser igual ao suprimento. Em outras palavras, quando uma dieta restringe determinados alimentos, seu desejo ou necessidade por eles não deve aumentar. Contudo, costuma acontecer o contrário. A privação da dieta faz com que você deseje os alimentos que não pode ou não deve comer, que pense ou planeje seus dias com base neles. Torna-se um caso simples de você querer o que não pode ter.
É besteira e, no fim, frustrante negar as ligações que temos com a comida e os sentimentos que certos alimentos despertam. A tentativa de ignorar essas influências, que é o que tentamos fazer sempre que "começamos uma dieta", leva-nos a comportamentos alimentares desordenados, como comer em excesso. Ao tentar evitar totalmente alguns alimentos, as pessoas, ao contrário, tendem a devorá-los em algumas ocasiões. Para você, que tem diabetes, isso pode acarretar outros problemas. Você pode fugir do teste de glicose ou não guardar os resultados - pode até cancelar sua consulta médica - porque acha que "saiu" da dieta e que o teste de açúcar no sangue apenas o lembraria que fracassou.

Em vez de uma dieta restritiva, você precisa de conhecimento e informação. Precisa entender como a comida abastece e afeta seu corpo, especialmente seus níveis de glicose e, então, utiliza essa informação, além do monitoramento da glicose, para escolher uma variedade de alimentos - incluindo aqueles que você mais aprecia.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Como controlar a diabetes com exercícios

Orientações de exercícios
As seguintes orientações podem ajudar você a aumentar seu nível de atividade física com segurança. Certifique-se também de trabalhar nisso junto com seu médico.

Triagem

Primeiro, seja examinado pelo seu médico para detectar quaisquer possíveis problemas antes de começar qualquer tipo de atividade física. Esse exame deve incluir um teste em esteira de corrida (teste ergométrico), um exame oftalmológico para verificar a presença de retinopatia proliferativa, um exame de urina para verificar a presença de proteína e uma avaliação médica dos pés.

Tipo de atividade

Uma vez autorizado pelo seu médico a praticar atividades físicas, você precisa escolher as atividades que se adequam a sua condição física, ao seu estilo de vida e ao seu gosto. Muitos diabéticos, principalmente aqueles que tiveram um estilo de vida sedentário por algum tempo, acham que atividades fáceis e de baixo impacto, como caminhadas e natação, são perfeitas.

Independentemente daquilo que você escolher, certifique-se de que as atividades agradam você e leve em conta suas capacidades e condições físicas. As atividades nem precisam ser "exercícios" no sentido tradicional, desde que mantenham você em movimento. Dança de salão, passeio com os cachorros, bicicleta, jardinagem e, até mesmo, caminhadas, são atividades válidas.

Faça uma combinação delas para que você não perca o estímulo. Escolha algumas que possam ser feitas com outras pessoas e outras que possam ser feitas individualmente; algumas para serem feitas em locais fechados e outras ao ar livre; algumas a serem realizadas quando seu tempo disponível é grande e outras quando a falta de tempo é um problema. Apenas, encaixe-as em sua programação.


Um médico pode ajudar você a criar um programa de exercícios


Tempo, intensidade e duração

Comece cada sessão de exercícios com um período de cinco a dez minutos fazendo uma atividades de aquecimento e alongamento. O aquecimento irá preparar o coração para um aumento na atividade física. O alongamento ajudará a evitar problemas nos tendões e músculos (o que é muito comum em pessoas cujos tendões se tornaram sensíveis após anos de altos níveis de açúcar no sangue).

Depois do aquecimento e do alongamento, pode-se começar a parte aeróbica da atividade. Uma atividade aeróbica é aquela que trabalha os músculos grandes - aqueles nas pernas e no bumbum ou braços e ombros - continuamente por um grande período. Isso aumenta a exigência do corpo por oxigênio, forçando para que tanto a respiração quanto a freqüência cardíaca aumentem a velocidade. Uma forma de determinar a intensidade na qual o corpo deve trabalhar durante a atividade física é calcular variação de freqüência cardíaca a ser alcançada.

Para ajudar a estabelecer essa freqüência, é preciso determinar primeiramente a freqüência cardíaca máxima. Para calcular esse número, deve-se subtrair sua idade de 220. Os resultados alto e baixo de sua variação da sua freqüência cardíaca pretendida serão as porcentagens desse número. Por exemplo, você pode buscar uma variação de intensidade moderada (entre 55% e 70%) da sua freqüência cardíaca máxima. Portanto você deve calcular 55% e 70% do número que você obteve subtraindo o valor da sua idade de 220. Porém, é importante conversar com seu médico para determinar a intensidade da variação mais apropriada para você, além de definir com qual freqüência e por quanto tempo você deve se exercitar.



Durante o exercício, para determinar se você está trabalhando em sua variação pretendida, você precisará verificar a freqüência cardíaca ocasionalmente. Para isso, conte o número de batidas cardíacas (sentindo o pulso na parte interna de seu pulso) por seis segundos e adicione um zero ao final desse número. Esse é o número de vezes que seu coração está batendo por minuto. Esse então é o número que deve ser mantido em sua variação pretendida durante a atividade aeróbica.

É sempre bom aumentar a atividade física de forma gradual. Se você achar desconfortável se exercitar próximo valor mais alto de freqüência cardíaca que você pode alcançar, fale com seu médico. Ele, provavelmente, irá sugerir que você tente uma intensidade menor, porém de maior duração. Com o passar do tempo, você conseguirá manter um nível mais alto de atividade por períodos mais longos.

Independentemente da atividade que você escolher, você pode terminar cada período de exercício com dez minutos de relaxamento e um pouco mais de alongamento. Você deve considerar diminuir o ritmo de sua atividade por alguns minutos ao invés de parar de forma repentina. Você também pode aproveitar que seus músculos estão aquecidos e fazer um pouco mais de alongamento. Se você tentar fazer uma atividade a mais, dia sim, dia não, você ficará surpreso com a diferença em seu controle de glicose. Movimente-se diariamente e os benefícios serão ainda maiores.

Remédios para diabetes: sulfoniluréias e biguanidas

Há muitos tipos de remédios para diabetes, incluindo sulfoniluréias, biguanidas, inibidores de alfa-glicosidase, glitazonas e glinidas. Nas próximas duas seções, apresentaremos você a cada um deles.

Sulfoniluréias

As sulfoniluréias são as pílulas originais para a diabetes; elas foram os primeiros antidiabéticos disponíveis. Antes de sua introdução, a insulina era o único tratamento para níveis elevados de glicose. Por volta da Segunda Guerra Mundial, foi notado que agentes antibacterianos chamados de fármacos sulfamida também pareciam diminuir a glicose do sangue. Mas foi apenas nos anos 50 que esta descoberta levou à introdução nos Estados Unidos de drogas similares à sulfamida, as sulfoniluréias, para o tratamento da diabetes.

Elas funcionam estimulando o pâncreas a liberar mais insulina. O primeiro medicamento disponível nesta categoria era chamado de Orinase, conhecido genericamente como tolbutamida; foi seguido pouco depois pelo Diabinese (clorpropamida) e pelo Tolinase (tolazamida). Estes medicamentos freqüentemente são chamados de "sulfoniluréias de primeira geração", já que foram as primeiras pílulas lançadas nesta categoria.

Desde os anos 50, foram lançadas sulfoniluréias mais novas e mais fortes, incluindo a "segunda geração": Diabeta, Micronase, Glynase (todos nomes de marca para gliburida), Glucotrol e Glucotrol XL (ambos nomes de marca para glizipida), assim como a "terceira geração de sulfoniluréias" introduzida mais recentemente como Amaryl (glimepirida). No Brasil, a sulfoniluréia de segunda geração mais utilizada é a glibenclamida (Daonil). Todas as sulfoniluréias funcionam de acordo com o mesmo mecanismo, elas atuam nas células beta, forçando-as a produzir mais insulina para baixar o nível de glicose. Devido a sua resistência à insulina, os diabéticos precisam muito mais desta substância do que uma pessoa normal para fazer a mesma quantidade de glicose entrar dentro das células. Em outras palavras, é preciso mais insulina para manter normais os seus níveis de glicose, como se precisasse de mais gasolina no tanque do seu carro para percorrer a mesma distância.

Estes remédios ajudam a baixar os níveis de glicose no sangue mas, como trabalham continuamente no pâncreas, eles fazem com que a insulina seja liberada mesmo quando ela talvez não seja necessária. Este é o maior inconveniente e o maior efeito colateral de todos os fármacos sulfoniluréia: eles causam hipoglicemia ou seja, baixa glicose no sangue. Outros efeitos colaterais, embora incomuns, incluem erupções cutâneas, urina escurecida, problemas estomacais e aumento da sensibilidade ao sol. O Diabinese, uma sulfoniluréia de primeira geração, age no corpo durante mais tempo do que as novas medicações. Com sua duração prolongada, vem um risco maior de hipoglicemia grave e prolongada, em certas condições.

O Diabinese também causa outros efeitos colaterais, incluindo hiponatremia (pouco sódio no sangue) e rubor da pele quando há ingestão de álcool. As sulfoniluréias são tomadas na mesma hora todos os dias, geralmente cerca de meia hora antes da refeição. Se prescritas para apenas uma vez ao dia, geralmente são tomadas com a primeira refeição diária.

Como estes medicamentos são assimilados pelo fígado e geralmente deixam o corpo através da urina (via rins), eles devem ser usados com cuidado se você tiver doenças renais ou hepáticas. Nestas doenças, a rota pela qual a medicação é assimilada ou eliminada pode estar bloqueada, o que pode fazer com que o remédio se acumule no corpo e cause hipoglicemia muito prolongada. A sulfoniluréia está funcionando adequadamente se as suas taxas de açúcar sangüíneo permanecerem num valor saudável e você não sofrer com episódios de hipoglicemia.

Examine sua glicose freqüentemente, tanto antes como após as refeições, principalmente se um novo medicamento tiver sido prescrito ou se a sua dose foi alterada recentemente. Preste atenção especial às leituras glicêmicas antes das refeições do meio-dia e da noite.

Outra pista de que o remédio está funcionando é se a sua HbA1c (hemoglobina glicosilada) estiver abaixo de 7% e os seus níveis de glicose estiverem saudáveis a maior parte do tempo, ou revise seus modelos de atividade e de alimentação, pense se não está esquecendo de tomar alguma dose e veja se há algum padrão para os seus níveis de glicose altos ou baixos. Se os números permanecerem muito altos ou muito baixos, o seu médico pode precisar alterar a sua dose ou até mudar a sua medicação.

Biguanidas

As biguanidas são o segundo tipo de medicamento para diabetes. Atualmente, a única biguanida disponível nos Estados Unidos é o Glucophage, também conhecido por seu nome genérico metformina.

Nos anos 60, um precursor da metformina, o DBI-TD (também conhecido como fenformina), foi introduzido como medicação para ser tomada 2 vezes ao dia para o controle dos níveis de glicose. Era um medicamento bastante eficiente, mas foi retirado do mercado por causa de uma complicação rara mas fatal chamada acidose láctica. A acidose láctica é o acúmulo de ácido láctico na corrente sangüínea; é fatal em 50% dos casos. Este efeito colateral devastador levou os pesquisadores a desenvolverem a metformina, uma versão segura do DBI-TD. Foi introduzida na Europa há cerca de 40 anos, mas até 1995 não estava disponível nos Estados Unidos.

Ainda não foi compreendido inteiramente como funciona o Glucophage. Sua ação mais importante é fazer com que o fígado produza menos glicose. Já que o Glucophage não afeta diretamente os níveis de insulina e provavelmente não afeta a absorção de glicose pelos músculos, ele não é muito eficiente para controlar os níveis de glicose após as refeições. Seu maior benefício parece estar na diminuição da produção de glicose pelo fígado em períodos em que você está jejuando, como entre as refeições ou à noite. Basicamente, ele age interrompendo uma reação normal do fígado.

Em uma pessoa sem diabetes, os níveis tanto de insulina como de glicose geralmente são mais baixos quando a última refeição foi feita há mais de quatro horas. Como resultado, o fígado normalmente intensifica a sua própria produção de glicose para manter o cérebro alimentado durante este período de jejum. Quando uma refeição é feita, os níveis de glicose e de insulina sangüíneas sobem e o fígado, sentindo o aumento na insulina, reduz a sua própria produção de glicose.

Em uma pessoa resistente à insulina, no entanto, o fígado parece não perceber a insulina, mesmo quando há bastante na corrente sangüínea, como após uma refeição, então ele não diminui sua produção e age erroneamente como se a sua glicose estivesse baixa o tempo todo. Ele continua a produzir e liberar glicose na sua corrente sangüínea, muito embora, na condição de diabético, os seus níveis de glicose já estejam muito altos.

O Glucophage interrompe esse excesso de produção de glicose pelo fígado. Já que o maior período de jejum para a maioria das pessoas acontece à noite, o fígado tende a estar muito ocupado durante esse tempo; em conseqüência, os níveis de glicose da manhã tendem a ser os mais altos do dia. O Glucophage funciona bem para prevenir estas altas matutinas, diminuindo a produção de glicose enquanto você dorme. Como benefício agregado, ele parece causar menos ganho de peso do que a maioria dos outros medicamentos para diabetes e não causa hipoglicemia.

Com todos esses pontos positivos, não é surpresa que o Glucophage seja o medicamento antidiabético mais prescrito nos Estados Unidos, atualmente. Louvores à parte, os efeitos colaterais do Glucophage de fato desgastam sua reputação brilhante de alguma maneira. Cerca de 30% das pessoas que tomam este remédio desenvolvem problemas estomacais ou diarréia; cerca de 3% delas julgam estes efeitos colaterais tão intoleráveis que não conseguem prosseguir com a medicação. No entanto, se você começar com uma dose baixa que seja aumentada lentamente ao longo do tempo e se tomar o remédio junto ou imediatamente após as refeições, estes efeitos colaterais gastrointestinais podem ser minimizados ou eliminados.

Às vezes, reduzir a dose total ou apenas tomar o medicamento com a refeição noturna pode eliminar esses efeitos colaterais. Se, após experimentar tais ajustes, você ainda tiver diarréia, fezes moles ou cólicas intestinais freqüentes ou incontroláveis, fale com o seu médico. Obviamente, estes efeitos colaterais podem diminuir a sua qualidade de vida e você não precisa tolerá-los, já que há outros medicamentos disponíveis para ajudar você a controlar a glicose.

Uma versão mais nova do Glucophage, o Glucophage XR, já está disponível e tem menos efeitos colaterais gastrointestinais. No entanto, se você tomar Glucophage XR, monitore os seus níveis de triglicerídios, já que este medicamento pode fazer com que eles aumentem. Como seu antecessor, o Glucophage pode causar acidose láctica, mas é extremamente raro; por ano, afeta apenas cerca de 30 a cada 1 milhão de pessoas que tomam a droga.

Os sinais e sintomas de acidose láctica são dor muscular incomum, respiração rápida e pouco profunda, batimentos cardíacos lentos ou irregulares, vômitos ou infecção grave com desidratação e febre. Para evitar estes efeitos potencialmente perigosos, certas pessoas não deveriam tomar este medicamento.

O Glucophage nunca deveria ser usado por alguém que bebe muito ou que seja dado a bebedeiras não moderadas. Considera-se o consumo excessivo quando superior a 2 ou 3 doses por dia (uma dose são 420 ml de cerveja, 175 ml de vinho ou 50 ml de destilado).


Não deve ser tomado por quem tenha doenças do fígado, como hepatite. Um exame que mede uma enzima do fígado chamada alanina transaminase (ALT) deve ser feito; níveis elevados podem indicar que o fígado está irritado ou doente.


Não deve ser tomado por quem tenha doenças renais. O nível de creatinina no sangue é uma mensuração da função renal. Para as mulheres, este nível deve ser menor que 1,4 mg/dl e para os homens, menor que 1,5 mg/dl.


Geralmente, o Glucophage não é prescrito para pessoas com mais de 80 anos de idade, a menos que suas funções renais e hepáticas sejam testadas, monitoradas com freqüência e estejam normais. Depois dos 80 anos, a nossa função renal diminui naturalmente. Nesta idade, os níveis de creatinina no sangue não são mais o melhor indicador da função renal; ela é melhor avaliada através da mensuração durante 24 horas da eliminação de creatinina, o que exige a coleta de urina durante 24 horas seguidas para que o funcionamento dos rins possa ser examinado.


Não deve ser tomado por quem tenha doenças que acarretem má circulação, como insuficiência cardíaca congestiva ou baixos níveis de oxigênio, como asma severa ou doença pulmonar grave.


Deve-se também tomar cuidado se algum tipo de exame que utilize contraste for necessário. Durante este tipo de exame, a excreção de ácido láctico pelos rins é retardada, o que pode fazer com que ele se acumule no sangue. Se você precisar fazer tal exame, deve parar de tomar o Glucophage antes do teste e não recomeçar a tomá-lo antes de 2 ou 3 dias. Você também vai precisar reexaminar sua função renal antes de reiniciar a medicação. No entanto, não pare de tomá-la a menos e até que o seu médico o tenha instruído.
O Glucophage é apresentado em comprimidos de 500, 850 e 1000 mg. Geralmente é tomado duas vezes ao dia, de manhã e à noite. Ocasionalmente, para minimizar os efeitos colaterais, é tomado apenas uma vez ao dia, à noite ou em doses menores antes de cada refeição, três vezes ao dia. A dose inicial costuma ser de 500 mg com a refeição noturna. Depois é aumentada em 500 mg a cada semana até que se atinja a dose máxima usual de 2000 mg por dia. Em geral, toma-se 1000 mg duas vezes ao dia. Acima de 2000 mg por dia parece acrescentar poucos benefícios e outros efeitos colaterais são prováveis.

Se por qualquer motivo o diabético precisar parar de tomar o Glucophage por mais de 3 dias, pode achar que precisa recomeçar com a dose de 500 mg para evitar efeitos colaterais. A maioria das pessoas que precisa interromper a medicação por apenas 3 dias para fazer exames que utilizem contraste, no entanto, podem retomar a medicação em sua dose usual sem efeitos colaterais significativos.

Como controlar a diabetes

Criando um plano diário para controlar a diabetes
A abordagem mais recente do tratamento da diabetes coloca você no comando. Você vira o chefe da sua equipe de cuidados, escolhendo o pessoal que atenda melhor as suas necessidades, seguindo o seu progresso e mantendo os olhos no objetivo final: a sua saúde e o seu bem-estar.

Controlar a diabetes é uma tarefa desencorajadora, mas este artigo pode ajudar você a começar. As próximas seções explicam os detalhes da montagem de um plano e de uma equipe que dará os meios para a escolha do tratamento apropriado. O artigo também fornece informações sobre o monitoramento da glicose e sobre a administração dos remédios antidiabéticos.

O primeiro passo, contudo, é formular um plano sólido para o cuidado da diabetes. Conseguir o melhor tratamento não é só uma questão de manter as consultas com o médico e tomar os remédios. A diabetes afeta muitos aspectos da vida. Já que ninguém sabe melhor da sua vida do que você mesmo, assuma o papel de "general" da sua equipe de cuidados a fim de atingir as necessidades do tratamento.

Na condição de general, você vai querer se cercar de conselheiros competentes, confiáveis, peritos, enfim, uma equipe de cuidados que possa ajudá-lo a conseguir as informações, os conselhos, os tratamentos e o apoio de que você precisa para controlar a sua diabetes de modo eficiente. Esta equipe pode incluir médico, educador sobre diabetes, nutricionista, farmacêutico e dentista. Também pode haver um profissional de saúde mental, um oftalmologista, um podiatra (especialista em cuidado com os pés) e um cardiologista.

Enquanto estiver ocupado montando a sua equipe, lembre-se de que estas pessoas trabalham para você. Eles estão sendo contratados para ajudá-lo a aprender sobre a diabetes, a entender como ele o afeta especificamente e para lhe dar as ferramentas que permitam que você esteja bem informado para tomar as suas próprias decisões sobre o cuidado da saúde.

A sua primeira tarefa é encontrar um médico. Não são necessárias somente competência e experiência no diagnóstico e no tratamento da doença, é preciso um profissional que o apóie. Juntos, você e seu médico precisam desenvolver um bom relacionamento de trabalho, em que haja mútua compreensão, respeito e confiança. Você precisa sentir-se confortável para conversar e fazer perguntas a ele. Se tal nível de relacionamento não for alcançado, procure outro médico.

Há muitos especialistas em diabetes e é possível ligar para a sociedade médica da sua cidade e pedir uma lista dos médicos "certificados pelo conselho" em endocrinologia (a especialidade que se dedica às doenças hormonais, como a diabetes), medicina interna ou clínica geral. Se não conseguir encontrar um especialista perto de você, escolha um médico clínico geral, que irá trabalhar com você e não hesitará em encaminhá-lo para um especialista quando for necessário.

A educação é uma ferramenta fundamental no cuidado da diabetes. Trata-se de aprender como cuidar de você e da sua diabetes e de fazê-lo participar do processo de tomada de decisão para a sua própria saúde. Portanto, depois de encontrar um médico, será preciso acrescentar um educador a sua equipe. Ele vai dar a você informações e aconselhamento particular.

Assim como com o médico, o educador escolhido deve ser alguém com quem você se sinta confortável para conversar e esclarecer questões sobre os detalhes práticos do cuidado da diabetes


No lugar de um educador pode estar um enfermeiro, nutricionista ou farmacêutico experiente. Se possível, escolha um educador certificado (CDE). Um CDE é um profissional de saúde treinado e certificado pelo Conselho Nacional de Certificação de Educadores para a Diabetes para ensinar aos diabéticos como controlar a doença. Os CDEs devem ter no mínimo 2 anos e mil horas de experiência em orientação, estar atualmente empregado especificamente como orientador por um mínimo de 4 horas por semana e ter completado com sucesso um exame detalhado sobre a diabetes.

Com a ajuda do médico e do educador, tente conseguir recomendações adicionais para um dentista, um oftalmologista, um podiatra e um cardiologista, se necessário. Se você já tiver um relacionamento estabelecido com um dentista ou oftalmologista, certifique-se de discutir o seu diagnóstico de diabetes com eles e, quem sabe, ponha-os em contato com os outros membros da equipe para que possam colaborar no seu cuidado.

Como criar um mapa do cuidado da diabetes

Tratando-se do cuidado da diabetes, mapear o seu próprio curso não é apenas uma figura de linguagem. Desta maneira, você pode ter todas as informações sobre a sua doença em um só lugar e pode levá-las com você toda vez que tiver uma consulta com um dos membros da sua equipe

O seu mapa de cuidados para administrar a diabetes deve conter o seguinte:
uma lista dos seus medicamentos; suas concentrações; como, quando e por que tomá-los; além de quem os prescreveu;
um registro dos seus problemas de saúde e as datas de seus diagnósticos; alergias a medicamentos; os eventos médicos e as cirurgias mais importantes;
anotações com os nomes de todos os seus médicos e profissionais de saúde com seus respectivos números de telefone do consultório e de emergência;
resultados de exames laboratoriais, documentos, folhetos explicativos e instruções dadas a você por sua equipe de cuidado da diabetes;
as perguntas que você tem a fazer ao médico ou a outros profissionais.


É muito importante que o seu mapa contenha uma lista completa, precisa e atualizada de todos os seus medicamentos, a dose e a posologia de cada um.

Certifique-se de incluir todos os remédios, vitaminas, sais minerais e produtos naturais prescritos ou não que você tome. Existe a possibilidade de você precisar consultar com mais de um médico e é importante que cada um deles saiba o que os outros prescreveram e quais produtos sem receita médica você usa, para evitar interações perigosas.

Também é importante saber o que está tomando, porque e quais efeitos colaterais ou sinais de alerta podem ocorrer. Afinal, trata-se do seu corpo e não se deve ingerir medicamentos sem saber porquê.

Anote em seu diário quaisquer efeitos colaterais ou sintomas incomuns que você suspeite que tenham relação com os medicamentos. Desta forma será possível perguntar sobre eles da próxima vez que falar com o seu médico.

É muito útil manter uma lista das suas dúvidas sobre a diabetes para que possa discuti-las com sua equipe. Anote-as à medida que elas surgirem. Geralmente, com a pressão do limite de tempo ou do nervosismo durante a consulta, você pode esquecer facilmente questões que pareciam muito claras no dia anterior.

Estabeleça prioridades para suas perguntas para que as mais importantes sejam respondidas antes. Se não for possível fazê-las todas durante a consulta, informe ao seu médico e agende um outro horário para esclarecer as dúvidas que não foram esclarecidas.

Reserve um tempo para se preparar para cada consulta na noite anterior ao compromisso. Certifique-se de levar o seu diário e o seu medidor de glicose, além de outros cadernos de notas ou registros.

Lembre-se, você é encarregado do seu tratamento. Certifique-se de possuir o pessoal, o foco e os recursos à mão para cumprir a sua missão. Cuidar da sua diabetes e de você mesmo, realmente é uma questão de vida ou morte.

Plano diário do diabético
Quanto mais informações puder coletar sobre a sua diabetes, mais você será capaz de fazer ajustes imediatos na ingestão de alimentos, nas atividades e nos medicamentos para melhorar o controle da doença. Estes dados detalhados também podem ajudar você e a sua equipe a avaliar e a tomar decisões importantes sobre o seu tratamento.


O formulário de planejamento abaixo pode ajudá-lo a coletar e a organizar justamente este tipo de informações detalhadas. Com tempo e esforço mínimos, este manual se transformará em um tesouro valioso com informações individualizadas para controle da diabetes.
O formulário está dividido em uma semana com dias não datados. Imprima uma cópia para cada semana. Para cada dia, há um espaço para a hora e o resultado de cada exame de glicose que você fizer.

Você também vai encontrar um espaço para rastrear outros fatores que afetam a glicose no sangue, como os horários de: doses de medicação; refeições e lanches, a quantidade de carboidratos e atividade física. Anote ainda o seu estado emocional, já que o estresse pode afetar os níveis de glicose no sangue, também.
Clique aqui (em inglês) para baixar o formulário de planejamento diário do diabético.



Agora que você já tem informações gerais suficientes para formar a sua equipe de cuidado da diabetes, passaremos às específicas, como o monitoramento da glicose. É isto que você vai encontrar na próxima seção.

Atitude é tudo
Ser diagnosticado com diabetes e ouvir que é preciso alterar a vida pode provocar emoções bastante intensas. É natural sentir-se estressado, com medo, triste ou até com raiva diante da notícia que você tem a doença. Embora essas reações possam ser normais, elas podem ser prejudiciais se você não trabalhá-las e redirecionar a sua energia para o cuidado de si próprio e da sua diabetes.

Para algumas pessoas, o estresse de um diagnóstico de diabetes pode se transformar em negação. Testar regularmente o seu nível de glicose sangüínea se transforma em um lembrete constante de que você tem diabetes. Assim, você pula o teste num esforço para fingir que não tem a doença. Para aumentar a negação, você atribui os sintomas dos altos níveis de glicose, como sede e cansaço excessivos, à alguma outra causa, como o calor ou trabalhar demais.

Talvez você cancele ou simplesmente não apareça nas consultas médicas. Ignorar o fato de que você tem diabetes não fará com que a doença desapareça. As pessoas que vivem negando sua diabetes morrem mais cedo.

O medo também é a uma reação comum ao estresse de lidar com a diabetes. Talvez você conheça ou tenha ouvido falar de alguém que esteja sofrendo com as várias e debilitantes complicações da doença ou até tenha morrido por causa delas. Embora faça sentido temer as complicações da diabetes, não deixe que o medo o paralise. Em vez disso, use-o como motivação para aprender tudo que puder sobre a sua doença e para se esforçar bastante para conseguir o melhor controle possível dos seus níveis de glicose.

Sentir-se triste e melancólico é outra reação comum ao diagnóstico da diabetes ou como resposta ao estresse de lidar com a doença. Quando esse sentimento de tristeza permanece por semanas ou começa realmente a interferir na sua vida cotidiana ou no cuidado da sua diabetes, pode ser depressão. A depressão é uma doença bioquímica. Não é um defeito de caráter. O seu humor e modo de agir vão melhorar quando a doença for tratada com terapia ou medicamentos.

Se suspeitar que esteja sofrendo de depressão, discuta isto com o seu médico. Ele pode escolher entre vários medicamentos disponíveis e/ou encaminhá-lo a um psicoterapeuta, psicólogo ou psiquiatra.

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