Continuaremos nossa análise dos métodos de controle de natalidade com o dispositivo intra-uterino (DIU), além de outros.
Dispositivo intra-uterino (DIU)
O dispositivo intra-uterino (DIU) é um pequeno dispositivo plástico inserido pelo médico no útero da mulher. O DIU possui um fio que fica pendurado no colo do útero, de modo que a mulher possa verificar se ele ainda está no lugar. A maioria dos pesquisadores acredita que o DIU evita a gravidez porque provoca mudanças no revestimento uterino que atrapalham o ambiente normal de um óvulo. Para a mulher que pode usar um DIU, as vantagens são grandes, pois ela não precisa se preocupar com a contracepção todo dia. A taxa de eficácia é alta, com menos de 1% de chance de engravidar.
Entretanto, existem várias desvantagens em se usar um DIU. Cólicas menstruais fortes e fluxo menstrual elevado podem ocorrer com a introdução de um DIU. Às vezes, esses efeitos colaterais diminuem após um mês ou dois. Em outros casos, as cólicas fortes e o sangramento prolongado continuam, e o médico pode recomendar a retirada do DIU. Acredita-se também que o DIU aumenta a probabilidade de infecções pélvicas nos primeiros meses seguindo a colocação.
Esterilização
Uma mulher pode ser esterilizada por uma operação que bloqueia as trompas de falópio (estruturas pelas quais os óvulos passam dos ovários ao útero). Um homem pode ser esterilizado por um procedimento chamado de vasectomia, em que cada canal deferente (um dos dois ductos pelos quais o esperma passa dos testículos à uretra) é cortado. Esses procedimentos podem ser revertidos, mas somente através de cirurgia, que nem sempre é bem sucedida. Por isso, os médicos recomendam a esterilização apenas quando o casal tiver realmente decidido, incondicionalmente, que não deseja ter mais filhos.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Mais métodos de controle de natalidade
Marcadores: Controle de natalidade
Controle de natalidade
O controle de natalidade, também chamado de contracepção, é a prevenção voluntária da gravidez. Existe uma série de métodos disponíveis. Os casais que não usam nenhum método contraceptivo têm uma chance de 80 a 90% de ter um filho em um período de 12 meses, desde que não tenham problema de fertilidade.
Nesse artigo, trataremos de todas as principais formas de controle de natalidade.
Preservativo
Preservativo é um revestimento sintético ou de látex fino que o homem coloca no pênis ereto antes da relação sexual. Apenas o uso de preservativo tem de 70 a 90% de eficiência, dependendo do cuidado com que é utilizado.
Entretanto, podem ocorrer vários problemas com o uso do preservativo. Pode haver furos ou rasgos minúsculos, causando vazamento de esperma. Além disso, quando o pênis é retirado da vagina após a relação, o preservativo, às vezes, rasga ou se desenrola parcialmente ainda dentro dela, liberando esperma.
No entanto, um preservativo de látex usado com freqüência com espermicida é aproximadamente 95% eficaz em prevenir a gravidez. A grande vantagem dos preservativos é que existem à disposição em qualquer farmácia sem necessidade de prescrição médica. Os preservativos de látex também ajudam a evitar a transmissão de muitos tipos de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), como a Aids (síndrome de imunodeficiência adquirida).
Diafragma
O diafragma é um protetor de borracha moldado que a mulher coloca dentro da vagina para tampar o colo do útero. Ele impede que o esperma entre no útero. Deve ser colocado antes da relação sexual e deixado por seis horas depois. Os diafragmas estão disponíveis em diferentes tamanhos e devem ser colocados pelo ginecologista. Quando usados com espermicidas, são bastante eficazes, com apenas 3% de chance de engravidar.
Capuz cervical
O capuz cervical é feito de borracha moldada que se encaixa no lado de fora do colo do útero. Enquanto o diafragma cobre o colo e a parte de trás da vagina, o capuz cervical encaixa-se apenas sobre o colo. Como um diafragma, ele impede que o esperma entre no útero. Deve ser colocado para cada relação sexual e deixado por seis a oito horas depois. O capuz cervical existe em diferentes tamanhos e deve ser orientado pelo ginecologista. Sua eficácia é semelhante à do diafragma. O capuz contém espermicida.
Espermicida
O espermicida é uma espuma química, creme, supositório ou gel aplicado na vagina da mulher para matar o esperma. Deve-se usar o espermicida em conjunto com um preservativo ou diafragma; sozinho, tem apenas de 75 a 85% de eficácia. Como desvantagens, o espermicida deve ser aplicado antes de cada relação sexual, possui odores químicos e pode causar irritação na vagina. A grande vantagem dos espermicidas é que existem à disposição em qualquer farmácia sem necessidade de prescrição médica.
Esponja contraceptiva
É um dispositivo semelhante a uma esponja, descartável, saturada de espermicida. É introduzida na vagina contra o colo do útero, onde o dispositivo funciona liberando continuamente espermicida por até 24 horas. Não há necessidade de se aplicar mais espermicida, mesmo para várias relações. Existem outras vantagens: é vendida sem prescrição médica; ao contrário do diafragma, não precisa ser encaixada; e pode ser introduzida antes da hora, permitindo mais naturalidade no sexo. A esponja possui cerca de 85% de eficácia.
Alguns efeitos colaterais estão associados ao uso da esponja. Foram relatados casos de irritação local ou reação alérgica; entretanto, esses efeitos foram leves e raros. Também existe uma preocupação de que a esponja pudesse propiciar infecção, especialmente se usada incorretamente. Você deve consultar um médico sobre o uso apropriado da esponja contraceptiva antes de experimentá-la.
Marcadores: Controle de natalidade