Efeito da nicotina sobre a gestação
A gestação e o feto da mãe tabagista sofrem inúmeras agressões ocasionadas pelo tabaco e seus compostos.
O tabaco contém nicotina que é uma droga estimulante do Sistema Nervoso Central (SNC). Durante a tragada, ela atinge rapidamente a circulação e o cérebro da mãe, liberando várias substâncias como a noradrenalina, dopamina e vasopressina. Essas substâncias atuam sobre a circulação da mãe provocando a contração dos vasos sangüíneos, o aumento dos batimentos do coração, culminando com o aumento da pressão arterial. A gravidez quando cursa com pressão alta é considerada de risco, tanto para a mãe quanto para o feto.
Os cigarros interferem dificultando a implantação e o desenvolvimento normal da circulação da placenta. Essas alterações na placenta vão interferir nas trocas gasosas e de nutrientes entre a mãe e o feto, aumentando consideravelmente o risco de descolamento prematuro da placenta.
A cotinina é um subproduto da nicotina. Ela induz a contração do vaso, o seu acúmulo na circulação fetal pode ser a causa do trabalho de parto prematuro e do aborto espontâneo em fumantes.
A nicotina altera os movimentos dos cílios da trompa de Falópio, esses cílios têm a função de ajudar o óvulo a migrar até o útero, onde normalmente se desenvolve a gravidez. Com os movimentos ciliares prejudicados, a ocorrência de gravidez nas trompas aumenta.
Efeitos da nicotina sobre o feto e o bebê
Além da nicotina, o cigarro contém outras 4.720 substâncias sabidamente tóxicas ao organismo, porém algumas, com efeito, ainda desconhecido sobre a gravidez.
O monóxido de carbono e a cianida já foram estudados e seus malefícios para o feto identificados.
A hemoglobina, um dos componentes do sangue, tem como incumbência transportar oxigênio para o feto. O monóxido de carbono compete com o oxigênio, e ganha, por ter 250 vezes mais afinidade pela hemoglobina do que o próprio oxigênio. Portanto, o feto de uma mãe tabagista tem muito mais dificuldade em receber oxigênio quando comparado com o feto de uma mãe não-fumante. No feto, o monóxido de carbono chega a apresentar níveis de concentração no sangue entre 10 a 15%, sendo bem maior do que o encontrado no sangue materno.
A cianida leva à diminuição da concentração de vitamina B12. O feto de uma mãe tabagista tem o seu crescimento e desenvolvimento prejudicado pela baixa dessa vitamina.
O sistema respiratório do feto é afetado, pois há uma redução na fabricação de uma substância que facilita a expansão pulmonar, evitando que ele colabe. Essa substância é conhecida como surfactante.
O bebê tem um risco duplicado de nascer com baixo peso, são em média de 100 a 300 gramas mais leves. Cada cigarro consumido reduz 0,2% ao dia o peso ao nascimento, então, 10 cigarros/dia durante a gestação é capaz de reduzir em 2% o peso ao nascer.
A criança que convive com dois ou mais fumantes em ambiente fechado tem risco aumentado em 50% para as infecções respiratórias, como: pneumonia, sinusite, otite, amigalite, bronquite.
Entre as outras alterações que podem ocorrer com o bebê da mãe tabagista podemos citar: redução da circunferência do crânio, síndrome da morte súbita infantil e asma.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Efeito da nicotina sobre a gestação, sobre o feto e o bebê
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Efeito da nicotina na fertilização
As adolescentes que começam a fumar antes dos 18 anos de idade têm suas chances de engravidar diminuídas em até 50%, ou poderão ter um atraso na primeira gestação. Caso a adolescente fume um maço por dia, essas chances caem mais ainda.
Isso ocorre devido às alterações desencadeadas pelo tabaco nos hormônios femininos. A redução da concentração do hormônio estradiol dificulta a maturação do óvulo e a implantação do mesmo após a fecundação. Quando a implantação do óvulo é bem sucedida, muitas vezes a gravidez é interrompida, bem no início, nem sendo percebida pela mulher como um aborto espontâneo.
Todas essas alterações podem ser revertidas caso a mulher pare de fumar.
Nos homens fumantes há uma redução na concentração dos espermatozóides. Esses podem ter uma alteração na sua estrutura, facilitando a ocorrência de aborto por má-formação no feto, além da diminuição na sua movimentação, dificultando a fecundação do óvulo.
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Efeitos do fumo antes, durante e após a gestação
A gestação de um modo geral é um momento muito especial na vida da mulher. A grávida manifesta uma grande preocupação com a saúde do feto e com a gestação. Nesse período, costuma cuidar mais da sua saúde que está intimamente ligada à do feto, emergindo um sentimento inato de preservação da espécie.
A grávida tabagista não foge à regra em relação a essa preocupação. Esse é um momento de contato muito importante, onde a gestante deve ser motivada a parar de fumar, visto que os ganhos relacionados à sua própria saúde e a do feto são extraordinários.
É muito comum a grávida parar de fumar durante a gestação e retornar ao cigarro durante a amamentação, por desconhecer os riscos de fumar nesse período da vida do bebê.
O feto não é um fumante passivo qualquer, ou seja, aquele que inala a fumaça de cigarro, em um ambiente fechado, no caso o ventre materno. O feto é um ser em formação no ventre de sua mãe, indefeso, completamente dependente e vulnerável.
O percentual de gestantes tabagistas ativas atualmente gira em torno de 20 a 25%.
Nesse artigo veremos os malefícios do cigarro para a mulher antes da fecundação, durante a gestação e no período da amamentação, além dos prejuízos observados durante a fase escolar.
A intenção do artigo é conscientizar e motivar a gestante tabagista a parar de fumar, e orientá-la que, em caso de dificuldade, deve buscar ajuda de um profissional de saúde.
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