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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Inseminação artificial

A inseminação artificial é a introdução do sêmen (o fluído que contém os espermatozóides) dentro da vagina ou do útero de uma mulher por outros meios que não a relação sexual (normalmente com uma seringa especial) no momento ou antes da ovulação, com o intuito de realizar a fertilização. O sêmen pode ser do parceiro da mulher, ou de um doador.

A inseminação artificial usando o sêmen do parceiro algumas vezes é feita quando ele tem baixa contagem de espermatozóides - ou seja, quando não há espermatozóides suficientes por unidade de fluído para uma provável fertilização do óvulo. Para obter um número suficiente de espermatozóides, várias coletas podem ser feitas durante um período de dias ou semanas; o esperma obtido é congelado, com posterior junção das várias amostras e inseminado na mulher.

A inseminação artificial usando sêmen de um doador pode ser uma alternativa à adoção quando um homem não pode ser pai de uma criança, ou por causa de baixa contagem de espermatozóides, por ausência de esperma, por baixa qualidade do esperma, por deficiências de movimentação dos espermatozóides, ou por incapacidade para o desempenho do intercurso sexual. Isso pode também ser considerado quando o homem é portador de defeito genético e não quer transmitir à criança.

Vimos os principais aspectos da infertilidade feminina e masculina, ambos assuntos muito complexos.

Infertilidade: diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de infertilidade normalmente começará com uma avaliação clínica e os históricos médico e sexual de ambos os parceiros.

Uma amostra recente do sêmen do homem será examinada no microscópio para determinar a quantidade e a qualidade do esperma. Os resultados do exame fornecerão uma contagem do número de espermatozóides e também indicará se o esperma está adequadamente móvel e se suas cabeças são ovais, ambas características necessárias à concepção.

Para determinar se a ovulação está acontecendo na mulher, a temperatura basal do corpo (temperatura do corpo ao acordar, antes de comer ou beber alguma coisa) será medida todas as manhãs por alguns meses. Se a temperatura subir (para) 0,6oC é um sinal da ovulação.

Infertilidade: introdução e causas

A infertilidade é definida como um insucesso do casal para conceber uma criança após um ano de relações sexuais freqüentes sem controle de natalidade. Em cerca de 40% de todos os casos de infertilidade, o problema está no homem; em 60% está na mulher ou em ambos os parceiros.

Infertilidade não é esterilidade. O termo infertilidade implica que a condição pode ser tratada e revertida - implica que pode ser um problema temporário. O termo esterilidade é aplicado a uma incapacidade permanente e irreversível de ter uma criança.

Pesquisa recente mostrou que a fertilidade de uma mulher declina gradual e significativamente entre as idades de 31 e 35 anos e continua a declinar daí em diante até a menopausa, quando cessa totalmente. A fertilidade de um homem também declina após os 40 anos, embora os homens possam permanecer férteis até a velhice.

Causas da infertilidade masculina

Uma das principais causas da infertilidade masculina é uma baixa contagem de espermatozóides. Isso é medido pelo número de espermatozóides ativos presentes em um mililitro (há aproximadamente cinco mililitros em uma colher de chá) de sêmen (o fluído eliminado pelo pênis durante a relação sexual). Uma contagem média de espermatozóides é de 90 milhões ou mais de espermatozóides por mililitro. Uma contagem de pelo menos 40 a 60 milhões é considerada necessária para a fertilização; quando a contagem é inferior a 20 milhões, é improvável que o homem possa ser pai de uma criança (embora, considerando que um só esperma é necessário para fertilizar um óvulo, é ainda possível).

Uma contagem baixa de espermatozóides pode ser causada por baixos níveis de testosterona (o hormônio sexual masculino); por exposição a produtos químicos, pesticidas, ou radiação; por relações sexuais muito freqüentes, que esgota o fornecimento de esperma muito rapidamente; e por calor (que desacelera a produção de esperma) gerado pelo uso de roupas íntimas ou calças apertadas, sentar por muito tempo em carros ou caminhões muito quentes, ou trabalhar perto de fornos e fornalhas.

A infertilidade pode acontecer também se o esperma não consegue se movimentar através do trato reprodutivo feminino para atingir o óvulo, ou se o esperma é apresenta alterações de forma (somente espermas com cabeças ovais podem fertilizar um óvulo).

Além dos problemas com os próprios espermatozóides, a infertilidade masculina pode ser causada por alguma obstrução nos dutos deferentes que conduzem o esperma dos testículos (os órgãos sexuais masculinos onde os espermas são produzidos) até o pênis. A infertilidade pode também ser causada pela presença de veias varicosas no escroto (a bolsa que contém os testículos), chamada de varicocele. Uma provável causa é que o fluxo sanguíneo aumentado nas veias varicosas traga calor extra para a área, ou por uma infecção ou lesão local; o problema da infertilidade provavelmente será revertido quando a varicocele for corrigida.

Além disso, a remoção cirúrgica de parte da próstata (um dos órgãos nos quais a maior parte do sêmen é produzido), bem como o uso de certos medicamentos para pressão alta, podem levar à ejaculação retrógrada (um distúrbio no qual o sêmen é levado de volta à bexiga, para sair junto com a urina).

Causas da infertilidade feminina

Uma mulher pode ser infértil por vários problemas. Pode ser que ela não esteja ovulando (liberando um óvulo por mês); isso vale para cerca de 25% de todos os casos de infertilidade feminina. As trompas de falópio (através das quais os óvulos produzidos no ovário alcançam o útero) podem estar obstruídas, freqüentemente como resultado de uma doença inflamatória pélvica (DIP) (pelvic inflammatory disease - PID), que leva à fibrose e deformação das trompas. A DIP pode ser conseqüência de uma infecção ou DST.

A endometriose é a presença de epitélio uterino em outros locais do corpo que não o próprio útero. Ela pode também causar a formação de tecido de cicatrização que bloqueia as trompas de falópio. Um desbalanceamento entre os hormônios feminino estrógeno e progesterona, ou outros hormônios produzidos pelas glândulas hipófise (pituitária) e tireóide, podem interferir no ciclo reprodutivo. Na cérvix (colo do útero) uterina pode-se criar um meio ambiente inadequado que dificulta a sobrevivência do espermatozóide, podendo também ser causa da infertilidade.

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