A fibrilação atrial é um termo que define o local e a natureza de um tipo específico de arritmia. A alteração do ritmo origina-se nos átrios. Na fibrilação atrial, o ritmo cardíaco é desorganizado e o ritmo nos átrios aumenta para 300 a 600 batimentos por minuto, equivalendo a seis vezes mais que a freqüência cardíaca normal.
Se não for tratada, o batimento rápido e desorganizado da fibrilação atrial pode enfraquecer o músculo cardíaco. Ao longo do tempo, o coração se dilata, fica com as paredes mais finas e apresenta maior dificuldade de contração e bombeamento adequados do sangue.
Esta condição, conhecida como insuficiência cardíaca, é uma causa potencial de morte. As pessoas com fibrilação atrial também apresentam maior risco de derrame. Como as câmaras do coração não são esvaziadas eficientemente, o sangue pode se acumular e, às vezes, coagular-se. Se um coágulo nos átrios se rompe, ele pode percorrer as artérias até o cérebro, causando um derrame. Em torno de 15% dos 700 mil derrames que ocorrem nos Estados Unidos a cada ano, aproximadamente 105 mil, ocorrem em pessoas com fibrilação atrial.
A fibrilação atrial está associada à hipertensão arterial, aterosclerose, insuficiência cardíaca, doença coronariana e outros tipos de doenças cardíacas, como doença das válvulas, pericardite (inflamação do pericárdio, membrana que envolve o coração), defeitos congênitos do coração e as doenças pulmonares crônicas. Ela também pode ser causada por fatores não relacionados ao coração, como diabetes e hipertireoidismo, medicamentos, dieta, estresse e toxinas ambientais. Apesar de muitos fatores de risco da fibrilação atrial poderem ser controlados por mudanças no estilo de vida, a idade chega para todos, apesar dos esforços para adiar seus efeitos. Se tiver 50 anos ou menos, seu risco de ter fibrilação atrial é um em cada 100 pessoas, mas aos 80 anos, esse risco aumenta em 10 vezes para uma em cada cem pessoas.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Derrame, doença cardíaca e fibrilação atrial
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Arritmia: uma alteração do ritmo cardíaco normal
O coração é uma máquina que bombeia o sangue para os pulmões e, assim que o sangue é oxigenado, para os órgãos do corpo. Mas o coração também é uma máquina rítmica com circuitos elétricos extremamente harmoniosos. É este sistema elétrico que inicia e mantém o bombeamento de sangue.
As quatro câmaras do coração
O circuito elétrico do coração inicia no átrio direito, uma das duas câmaras superiores do coração, com um sinal originando-se em um grupo de células especializadas denominadas de nó sinoatrial ou nó SA. O nó SA é também chamado de marca-passo natural do coração, pois ele define o ritmo no qual o coração bate.
O sistema elétrico do coração
O sinal elétrico se dissemina a partir do átrio direito para o átrio esquerdo e segue para os ventrículos, que são as duas câmaras inferiores do coração. Em resposta ao sinal elétrico, as células musculares dos ventrículos se contraem e bombeiam sangue para as artérias. Para obter mais informações, consulte Como funciona o coração.
Quando o coração estiver saudável, ele terá uma freqüência entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm), considerada normal. Quando o ritmo cardíaco estiver mais lento ou mais acelerado que o normal, chama-se de arritmia. As arritmias podem ocorrer como conseqüência de alterações do sistema de condução elétrica do coração.
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Como tratar a fibrilação atrial
Fibrilação atrial é um termo que define tanto o local como a natureza de um tipo específico de arritmia (anomalia na freqüência cardíaca). O artigo "Como funciona a fibrilação atrial" explica o que ela é e como se forma.
Se você foi diagnosticado com fibrilação atrial (FA), há uma variedade grande de tratamentos disponíveis para aliviar os sintomas e impedir complicações sérias.
Quando você é diagnosticado com fibrilação atrial, o médico pode recomendar que tentem converter a fibrilação atrial ao ritmo normal do coração, um processo chamado de cardioversão. Pode ser necessário tomar anticoagulantes do sangue antes de passar por uma cardioversão, especialmente se houver preocupações quanto a coágulos sangüíneos no coração. Depois de cuidar deles, o seu médico pode tentar a cardioversão através de medicamentos da eletricidade.
Gráfico de um eletrocardiograma normal comparado a um eletrocardiograma de alguém com fibrilação atrial
Algumas vezes, medicamentos são eficazes em trazer o ritmo do coração de volta ao normal. As drogas normalmente usadas para isso são amiodarona, dofetilida, disopiramida, flecainida, propafenona e ibutilida. Muitas dessas drogas possuem efeitos colaterais que limitam seu uso em pacientes com insuficiência cardíaca e outros problemas.
Se os medicamentos falharem, o médico pode utilizar energia elétrica para "sacudir" o coração e fazer o ritmo cardíaco voltar ao normal. Nesse procedimento, tipos de pás são colocadas sobre seu peito ou sobre seu peito e suas costas. Um choque elétrico de alta energia é enviado entre as pás, percorrendo o corpo em direção ao seu coração. A energia dá um choque no coração, cessando a fibrilação atrial e voltando ao ritmo normal.
Foto cedida por Uniformed Services University of the Health Sciences
O aparelho de cardioversão pronto para ser usado
O sucesso da cardioversão, seja por drogas ou eletricidade, ou uma combinação dos dois, depende de quanto tempo a fibrilação vem ocorrendo, se há outras anomalias e outros dados relevantes. Se uma cardioversão não funcionar, ou se o coração não ficar no ritmo normal, podem ser usados medicamentos para controlar os sintomas e prevenir complicações derivadas da fibrilação atrial.
Muitos dos sintomas da fibrilação atrial provém do coração bater muito forte. Três diferentes tipos de medicamentos podem ser usados para reduzir essa freqüência para que o coração não tenha que trabalhar tanto e não apareçam sintomas desconfortáveis. Eles incluem a digoxina, os beta-bloqueadores e os bloqueadores dos canais de cálcio. Há ainda um quarto grupo de medicamentos, os agentes antiarrítmicos, que podem ser usados para auxiliar a manutenção do coração no ritmo normal, caso a cardioversão seja bem-sucedida.
A digoxina diminui a freqüência cardíaca através da junção entre as câmaras superiores e inferiores do coração, impedindo que todas as batidas rápidas e irregulares geradas nos átrios (câmaras superiores) atinjam os ventrículos (câmaras inferiores). Isso resulta em uma freqüência cardíaca mais lenta, o que significa que o coração tem que trabalhar menos e você sente menos sintomas.
Os beta-bloqueadores (carvedilol, propranolol e muitos outros) não apenas diminuem a freqüência cardíaca como diminuem diretamente a carga de esforço sobre o coração, trazendo benefícios semelhantes aos trazidos pela digoxina.
Os bloqueadores dos canais de cálcio (como o diltiazem ou o verapamil) também são eficazes redutores da freqüência cardíaca.
Agentes antiarrítmicos (como a amiodarona, dofetilida e sotalol) podem ser usados para manter o ritmo cardíaco normal e controlar a freqüência cardíaca após a cardioversão.
As complicações mais sérias derivadas da fibrilação atrial podem ocorrer quando coágulos sangüíneos se formam no coração, rompem-se e percorrem a outras partes do corpo. Quando esses coágulos se alojam em pequenas artérias, acabam bloqueando o fornecimento de sangue. Se eles se alojarem em pequenas artérias do cérebro, o resultado pode ser um derrame. Para impedir que esses coágulos se formem em primeiro lugar, a maioria dos pacientes com fibrilação atrial crônica são tratados com algum tipo de anticoagulante, tais como a aspirina, uma varfarina ou uma heparina. É importante tomar esses medicamentos exatamente como prescritos e fazer os exames de sangue recomendados pelo médico.
Dois tipos de aparelhos implantáveis, os marcapassos e os desfibriladores implantáveis, também podem ser recomendados para auxiliar pessoas com fibrilação atrial. Esses aparelhos funcionam à bateria, têm mais ou menos o tamanho de um relógio de bolso e são implantados no peito por meio de cirurgias. Enquanto os marcapassos e desfibriladores implantáveis são úteis para uma variedade de alterações na freqüência cardíaca, somente dispositivos que contêm programas de computador específicos para fibrilação atrial podem ser usados em pessoas com esse distúrbio de freqüência cardíaca em particular.
Para alguns pacientes, o cateterismo cardíaco terapêutico oferece a chance de cura para a fibrilação atrial. Esse procedimento remove ou destrói as minúsculas áreas de tecido cardíaco que estão gerando a arritmia. Um cateter é inserido dentro do coração. Lá, ele localiza a lesão e destrói o local de modo que quando o miocárdio cicatrizar não gere nova arritmia. As principais fontes de energia utilizadas para destruir a lesão são: criotermia (lesão pelo frio), radiofreqüência, microondas, ultra-som ou raios-laser.
A cirurgia é a última opção e somente é recomendada quando todos os outros tratamentos não surtiram efeito ou quando a cirurgia cardíaca já está sendo feita para corrigir outros problemas.
Como você pôde ver, há muitas opções de tratamento para a fibrilação atrial. Uma dessas abordagens com certeza aliviará os sintomas, melhorará a qualidade de vida e garantirá que não haja complicações sérias.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Remédios caseiros para diverticulose
Outras terapias alternativas
Se estiver procurando outros remédios para a diverticulose, experimente uma das opções abaixo.
Acupuntura - pressão em pontos específicos pode ser usada para aliviar dores.
O banho de assento é uma opção de hidroterapia para a diverticulose
Terapia de desentoxicação e jejum - o jejum pode ser benéfico quando o cólon está irritado ou inflamado. Entretanto, não se recomenda o jejúm para o tratamento da diverticulose fora das crises.
Hidroterapia - o tratamento pode incluir banho de assento morno, compressas geladas no abdome.
Fitoterapia - entre as ervas usadas com mais freqüência encontra-se a camomila.
Se for diagnosticado que você tem diverticulose, acrescentar mais fibras, gradualmente, a sua dieta diária pode ajudar a diminuir os sintomas dolorosos. Os tratamentos alternativos mencionados nesse artigo também podem ser levados em consideração na sua busca por alívio.
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prevenir os sintomas da diverticulose e o desenvolvimento da diverticulite
Tratamentos dietéticos
Uma dieta rica em fibras, com pouca gordura e açúcar, pode prevenir os sintomas da diverticulose e o desenvolvimento da diverticulite.
Antigamente, a dieta recomendada para os portadores de diverticulose tinha baixo teor de fibras. Pensava-se que as "fibras" pudessem irritar as bolsas diverticulares e causar inflamação. Hoje, entretanto, sabemos que essa idéia é absolutamente errônea. As pessoas que fazem uma dieta pobre em fibras, com poucos grãos integrais, frutas e verduras têm mais probabilidade de desenvolver a diverticulose do que as que fazem uma dieta rica em fibras.
Acrescentar mais frutas e verduras a sua
dieta diária pode prevenir a diverticulose
Para ajudar a prevenir a doença ou mantê-la sob controle, você deve adicionar gradualmente fibras a sua dieta e beber muito líquido. Recomenda-se fazer refeições regulares, ser fisicamente ativo, descansar e controlar o estresse.
Uma dieta rica em fibras é recomendada para diminuir a constipação e a pressão correspondente necessária para eliminar o material dos intestinos. O objetivo é encontrar a quantidade de fibras que permita que você tenha evacuações fáceis e regulares; provavelmente, na variação de 20 a 35 gramas de fibras, diariamente. Se você não tem o hábito de comer muita fibra, aumente seu consumo gradualmente. Se você for extremamente zeloso, pode piorar as coisas - comer uma grande quantidade de fibra muito rápido pode provocar gases e distensão abdominal (sensação de barriga estufada).
O conselho para as pessoas com diverticulose era evitar todo tipo de nozes, sementes e cascas. Hoje, recomenda-se que sejam evitados somente alimentos picantes, duros ou grandes o suficiente para irritarem ou ficarem presos nos divertículos. Eles incluem nozes, cascas de milho e sementes de gergelim, cominho, abóbora e girassol.
Outros alimentos com sementes pequenas e macias geralmente não são problema; incluem as sementes de tomate, abobrinha, pepino, morango, framboesa e papoula. Se seu intestino funciona fácil e regularmente, provavelmente você poderá comer a maioria dos alimentos. Se acha que certo alimento o incomoda, o melhor é evitá-lo.
Para saber o tipo de alimento rico em fibras que você deve acrescentar na sua dieta gradualmente, veja a tabela abaixo.
EXCELENTES FONTES DE FIBRAS PARA SUA DIETA
Frutas Porção Quantidade de fibras
Maçã crua e com casca 1 média 4 gramas
Pêssego cru 1 média 2 gramas
Pêra crua 1 média 4 gramas
Tangerina crua 1 média 2 gramas
Verduras Porção Quantidade de fibras
Aspargo fresco e cozido 4 brotos 1 grama
Feijão cozido, enlatado e liso 1/2 xícara 6,5 gramas
Feijão fresco e cozido 1/2 xícara 8 gramas
Feijão-de-lima fresco e cozido 1/2 xícara 6,5 gramas
Brócolis fresco e cozido 1/2 xícara 2,5 gramas
Couve-de-bruxelas cozida 1/2 xícara 2 gramas
Repolho cru cortado 1 xícara 2 gramas
Cenoura fresca e cozida 1/2 xícara 2,5 gramas
Couve-flor fresca e cozida 1/2 xícara 1,5 gramas
Alface romana 1 xícara 1 grama
Batata cozida com casca 1 média 5 gramas
Batata fresca e cozida 1 média 3 gramas
Espinafre fresco e cozido 1/2 xícara 2 gramas
Abobrinha cozida 1 xícara 3 gramas
Abóbora vermelha cozida 1 xícara 6 gramas
Tomate cru 1 1 grama
Grãos Porção Quantidade de fibras
Pão integral 1 fatia 2 gramas
Farelo de cereais, 100% 1/2 xícara 8 a 15 gramas
Farelo de cereais em flocos 3/4 xícara 5 gramas
Aveia cozida 3/4 xícara 3 gramas
Arroz integral cozido 1 xícara 2,5 gramas
Arroz branco cozido 1 xícara 1 grama
Opções vegetarianas
Alguns pesquisadores afirmam que os vegetarianos têm um baixo índice de diverticulose. Estudos mostraram que os vegetarianos (que não comem carne bovina, ave ou frutos do mar) seguem uma dieta mais rica em fibras e mais pobre em gordura do que a dieta feita pela população em geral, além de terem índices menores de diverticulose e câncer do cólon.
Para uma pessoa com diverticulose, talvez uma dieta vegetariana seja uma boa idéia. Seguem algumas dicas de escolha de alimentos:
coma uma variedade de grãos integrais, feijões e verduras, sendo que todos possuem proteína;
não sobrecarregue suas refeições com ovos e produtos derivados do leite, pois isso resultará em uma dieta rica em gordura e colesterol;
cozinhe as verduras, se cruas elas causarem irritação.
Se estiver procurando mais remédios além da dieta, pode considerar os tratamentos alternativos, como acupuntura, hidroterapia ou fitoterapia. Verifique a última seção para obter mais detalhes sobre as curas alternativas.
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Como tratar a diverticulose
Introdução
Para algumas pessoas com diverticulose, a dor pode parecer insuportável. As cólicas abdominais, a sensação de distensão abdominal (estufamento) e os ataques alternados de diarréia e constipação podem ser extremamente desconfortáveis. Mas não deixe que esse problema limite suas atividades do dia-a-dia. Existem opções de tratamento disponíveis para prevenir essa doença ou mantê-la sob controle.
Nesse artigo, discutiremos as causas e os sintomas da diverticulose. Também veremos os vários tratamentos existentes, da medicina tradicional a curas alternativas. Vamos dar início revisando os princípios básicos dessa doença.
Definição
A diverticulose geralmente afeta com mais freqüência o cólon. Há dois estágios:
diverticulose - presença anormal de minúsculas bolsas, os divertículos, que se projetam para fora da parede do cólon;
diverticulite - em que as impurezas e as bactérias do corpo ficam presas nas bolsas, inflamando-as e, às vezes, perfurando-as.
Muitas pessoas que têm o primeiro estágio nunca progridem para o segundo.
Para a diverticulose, formam-se pequenas bolsas, ou divertículos, quando o revestimento interno do intestino grosso é forçado, sob pressão, através de pontos enfraquecidos na camada externa muscular do cólon. A diverticulose aumenta com mais freqüência com a idade. Cerca de 10% dos norte-americanos acima dos 40 anos têm diverticulose e aproximadamente metade desses tem mais de 60 anos.
A diverticulite ocorre quando as pequenas bolsas ficam inflamadas ou infeccionadas, o que pode provocar constipação ou diarréia, gases, dores abdominais, febre, além de muco e sangue nas fezes. A diverticulite ocorre em 10 a 25% das pessoas que têm diverticulose.
Causas
Embora não haja uma explicação definitiva para o desenvolvimento, muitos especialistas acreditam que os divertículos se formam como conseqüência da pressão elevada necessária para eliminar as fezes pequenas e duras, característica de uma dieta com poucas fibras. O movimento anormal do cólon (possivelmente, devido a pouca quantidade de massa na dieta) produz pressão intensa, que força o revestimento intestinal através de pontos fracos na camada muscular.
A maioria das pessoas com diverticulose simples não apresenta sintomas perceptíveis. Ocasionalmente, entretanto, uma bolsa próxima a um vaso sangüíneo pode ulcerar, fazendo-a sangrar. Se o vaso for uma artéria, pode haver sangramento grave, visível, como um sangramento do ânus. Se não for feito o atendimento médico imediatamente, a doença pode levar a choque e até à morte.
A diverticulite é a inflamação dos divertículos
Estima-se que cerca de 1/5 a 1/4 dos portadores de diverticulose sofrerão de diverticulite. A diverticulite se desenvolve quando uma massa de fezes endurecidas (fecalito) se forma em uma bolsa e diminui o fornecimento de sangue às paredes finas da bolsa (por meio da pressão contra a parede), tornando-as mais suscetíveis à infecção pelas bactérias do cólon. A inflamação que ocorre pode levar à perfuração, formação de um abscesso (um saco fechado de pus ao redor da perfuração), ou à peritonite (infecção do revestimento da cavidade abdominal).
Freqüentemente, a parte inflamada do intestino fica presa na bexiga urinária ou vagina, projetando-se para fora do cólon para criar uma fístula (comunicação anormal), que vaza material infeccioso no outro órgão.
A ocorrência repetida de inflamações pode causar espessamento da parede do cólon. Esse espessamento estreita o cólon que, por sua vez, pode levar à obstrução parcial ou total do cólon.
Sintomas
Os sintomas da diverticulite incluem dores abdominais com cólicas intermitentes e sensibilidade geralmente no lado inferior esquerdo do abdome. A dor também pode ocorrer em outras partes do abdome, às vezes, assemelhando-se à apendicite. A dor que piora durante a micção pode indicar que o cólon inflamado se prendeu à bexiga. A existência de fezes ou ar na urina pode indicar uma fístula colo-vesical. É comum haver constipação ou constipação alternada de diarréia. A febre normalmente ocorre junto com a infeccção nas crises agudas.
Diagnóstico
Geralmente se faz o diagnóstico da diverticulite se há um histórico de dor no lado inferior esquerdo do abdome acompanhada de febre e mudança dos hábitos intestinais. O exame físico pode revelar a existência de uma massa nessa região, além de dor à palpação.
Após o episódio agudo ter diminuído, o médico pode inserir um retossigmoidoscópio (um instrumento em forma de de tubo com iluminação) no ânus e na parte inferior do cólon para ver se há alguma evidência de câncer que possa estar causando os sintomas. Os exames de raio X com contraste são pouco utilizados atualmente, principalmente pelo uso da colonoscopia e da retossigmoidoscopia. A colonoscopia é feita com um aparelho semelhante ao retossigmoidoscópio só que muito mais flexível.
Tratamento
Se a diverticulose progride para diverticulite, geralmente, são prescritos repouso, analgésicos e antibióticos para a infecção. A dor pode surgir repentinamente e se assemelhar-se a dor de apendicite, embora a dor de diverticulite normalmente ocorra no lado esquerdo e possa aumentar lentamente durante dias. Se houver suspeitas de que a diverticulose progrediu para diverticulite, deve-se procurar um médico e fazer uma dieta à base de líquidos ou com baixo teor de fibras.
O real perigo da diverticulite é que as bolsas podem se romper e espalhar o conteúdo do intestino na cavidade pélvica. Isso pode causar uma infecção grave no corpo todo. Entretanto, o que ocorre com mais freqüência é a inflamação das bolsas, sem haver rompimento, e impedirem o funcionamento normal do intestino.
Ocasionalmente, a diverticulite leva à obstrução, à hemorragia, a abscesso ou a vazamento pela parede do cólon. Esses problemas são sérios e exigem tratamento médico (e, às vezes, cirúrgico) imediato. Se foi diagnosticado que você tem diverticulose, veja com seu médico o que fazer em caso de uma crise de dor repentino e quais os sintomas que indicam a necessidade de atenção médica imediata.
O tratamento da diverticulite grave começa com repouso em um hospital e alimentação intravenosa. Nenhum alimento é dado pela boca, para que o intestino não trabalhe. Se houver evidência de infecção, são administrados antibióticos. Os casos menos graves podem ser tratados em casa - com repouso, líquidos e antibióticos.
Se ocorrer a peritonite (quando a infeccção sai do intestino e vai para a cavidade abdominal) a conduta é cirúrgica com fechamento do intestino e lavagem da cavidade abdominal. A parte inflamada do cólon pode simplesmente ser removida, e as duas extremidades do cólon que sobraram são religadas. Muitas vezes pode ser necessário fazer uma colostomia temporária (uma abertura criada cirurgicamente na parede abdominal, que permite que o cólon esvazie para fora do corpo). Depois, quando já não houver mais inflamação e infecção, a porção que corresponde à boca da colostomia é unida novamente à porção remanescente do cólon ou ao reto.
Prevenção
Fazer uma dieta com uma grande quantidade de fibras pode ajudar a prevenir a diverticulose. As pessoas com diverticulose devem fazer uma dieta relativamente rica em fibras. Os suplementos alimentares, como o psílio, que servem para aumentar a massa fecal, podem ser recomendados para facilitar a evacuação, impedindo a formação dos divertículos.
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Dicas de cuidado com a pele para tratar qualquer tipo de dermatite
Tratamentos alternativos
Consultar o seu médico é um passo fundamental para tratar qualquer tipo de dermatite. Porém, algumas pessoas procuram algo mais que os tratamentos tradicionais. Há algumas alternativas que podem ser consideradas, como mostramos abaixo.
Terapia nutricional - as pessoas com dermatite podem ser beneficiadas pela adição de ácidos graxos essenciais na dieta, que melhoram a saúde da pele. Em um estudo, um grupo de pesquisadores italianos tratou crianças de dois a quatro anos com dermatite atópica com doses diárias de óleo de prímula, rico em ácidos graxos essenciais. Depois de quatro semanas, os sintomas das crianças melhoraram bastante. Após vinte semanas, eles continuavam com os mesmos resultados sem nenhum efeito colateral. Além disso, a suplementação com vitamina A, vitamina E e zinco também pode ser útil em alguns casos de dermatite atópica.
Dicas de cuidado com a pele
Se você precisa acalmar a pele inflamada, siga o conselho a seguir:
Coloque um saquinho de chá de camomila em água morna. Segure o saquinho sobre a lesão por alguns minutos. Reaqueça na água e reaplique se necessário.
Nos casos onde a dermatite cobre uma grande área, um creme de extrato de camomila pode ser mais fácil de usar do que a erva em saquinhos.
Fitoterapia - praticantes da fitoterapia acreditam que algumas partes do corpo, como o fígado e o sistema nervoso, podem precisar de reforço e sintonia para curar um caso de dermatite. Várias ervas podem ajudar a livrar o corpo das toxinas.
A bardana, por exemplo, é um tônico hepático e quando o fígado funciona bem para filtrar as toxinas do sangue, geralmente a pele é mais saudável. Da mesma maneira, o trevo-dos-prados é um purificador muito eficiente. Outras ervas como o alcaçuz, flores da calêndula (cravo- de-defunto) e especialmente o gingko biloba têm efeitos anti-inflamatórios potentes se usados topicamente.
Meditação - a meditação, quando feita regularmente, é útil para reduzir o estresse e aprofundar a respiração, duas coisas importantes em um tratamento amplo da dermatite.
Medicina tradicional chinesa - o cardápio de tratamentos inclui fitoterapia, acupuntura ou recomendações de dieta. Os médicos seguidores da medicina tradicional chinesa ajustam a terapia de acordo com as necessidades de cada tipo de dermatite. Duas pessoas com o mesmo problema, por exemplo, não vão tomar necessariamente as mesmas ervas ou seguir a mesma rotina de exercícios.
O tratamento da dermatite pode precisar de um chá de ervas diário, feito com afervura de ervas secas por uma hora e meia. Como os remédios da medicina tradicional chinesa são individualizados, é preciso consultar um especialista qualificado para ter uma prescrição específica para o seu problema.
Não importa que tipo de dermatite está fazendo a sua pele coçar, há várias opções para aliviar o problema. A chave é tentar não coçar e procurar um médico para que ele indique a medicação certa para resolver o problema. Esperamos que este artigo tenha dado alguma sugestão útil para melhorar o seu problema de pele antes que a coceira fique insuportável.
Publications International, Ltd.
As seguintes pessoas contribuíram para este artigo:
Timothy Gower é escritor e editor freelance cujos trabalhos já apareceram em várias publicações, incluindo Reader's Digest, Prevention, Men's Health, Better Homes and Gardens, The New York Timese The Los Angeles Times. Autor de quatro livros, Gower também contribui com a revista Health.
Alice Lesch Kelly é escritora de artigos sobre saúde. Seu trabalho já foi publicado em revistas como a Shape, Fit Pregnancy, Woman's Day, Reader's Digest, Eating Well e Health. Ela é co-autora de três livros sobre a saúde da mulher.
Ivan Oransky, M.D., é editor assistente da The Scientist. Ele é
autor e co-autor de quatro livros, incluindo The Common Symptom Answer Guide (McGraw-Hill, 2004) e já escreveu para jornais como o Boston Globe, The Lance e USA Today. Ele também atende pacientes como professor clínico assistente de medicina e trabalha como professor adjunto na Universidade de Nova York.
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