A infertilidade é definida como um insucesso do casal para conceber uma criança após um ano de relações sexuais freqüentes sem controle de natalidade. Em cerca de 40% de todos os casos de infertilidade, o problema está no homem; em 60% está na mulher ou em ambos os parceiros.
Infertilidade não é esterilidade. O termo infertilidade implica que a condição pode ser tratada e revertida - implica que pode ser um problema temporário. O termo esterilidade é aplicado a uma incapacidade permanente e irreversível de ter uma criança.
Pesquisa recente mostrou que a fertilidade de uma mulher declina gradual e significativamente entre as idades de 31 e 35 anos e continua a declinar daí em diante até a menopausa, quando cessa totalmente. A fertilidade de um homem também declina após os 40 anos, embora os homens possam permanecer férteis até a velhice.
Causas da infertilidade masculina
Uma das principais causas da infertilidade masculina é uma baixa contagem de espermatozóides. Isso é medido pelo número de espermatozóides ativos presentes em um mililitro (há aproximadamente cinco mililitros em uma colher de chá) de sêmen (o fluído eliminado pelo pênis durante a relação sexual). Uma contagem média de espermatozóides é de 90 milhões ou mais de espermatozóides por mililitro. Uma contagem de pelo menos 40 a 60 milhões é considerada necessária para a fertilização; quando a contagem é inferior a 20 milhões, é improvável que o homem possa ser pai de uma criança (embora, considerando que um só esperma é necessário para fertilizar um óvulo, é ainda possível).
Uma contagem baixa de espermatozóides pode ser causada por baixos níveis de testosterona (o hormônio sexual masculino); por exposição a produtos químicos, pesticidas, ou radiação; por relações sexuais muito freqüentes, que esgota o fornecimento de esperma muito rapidamente; e por calor (que desacelera a produção de esperma) gerado pelo uso de roupas íntimas ou calças apertadas, sentar por muito tempo em carros ou caminhões muito quentes, ou trabalhar perto de fornos e fornalhas.
A infertilidade pode acontecer também se o esperma não consegue se movimentar através do trato reprodutivo feminino para atingir o óvulo, ou se o esperma é apresenta alterações de forma (somente espermas com cabeças ovais podem fertilizar um óvulo).
Além dos problemas com os próprios espermatozóides, a infertilidade masculina pode ser causada por alguma obstrução nos dutos deferentes que conduzem o esperma dos testículos (os órgãos sexuais masculinos onde os espermas são produzidos) até o pênis. A infertilidade pode também ser causada pela presença de veias varicosas no escroto (a bolsa que contém os testículos), chamada de varicocele. Uma provável causa é que o fluxo sanguíneo aumentado nas veias varicosas traga calor extra para a área, ou por uma infecção ou lesão local; o problema da infertilidade provavelmente será revertido quando a varicocele for corrigida.
Além disso, a remoção cirúrgica de parte da próstata (um dos órgãos nos quais a maior parte do sêmen é produzido), bem como o uso de certos medicamentos para pressão alta, podem levar à ejaculação retrógrada (um distúrbio no qual o sêmen é levado de volta à bexiga, para sair junto com a urina).
Causas da infertilidade feminina
Uma mulher pode ser infértil por vários problemas. Pode ser que ela não esteja ovulando (liberando um óvulo por mês); isso vale para cerca de 25% de todos os casos de infertilidade feminina. As trompas de falópio (através das quais os óvulos produzidos no ovário alcançam o útero) podem estar obstruídas, freqüentemente como resultado de uma doença inflamatória pélvica (DIP) (pelvic inflammatory disease - PID), que leva à fibrose e deformação das trompas. A DIP pode ser conseqüência de uma infecção ou DST.
A endometriose é a presença de epitélio uterino em outros locais do corpo que não o próprio útero. Ela pode também causar a formação de tecido de cicatrização que bloqueia as trompas de falópio. Um desbalanceamento entre os hormônios feminino estrógeno e progesterona, ou outros hormônios produzidos pelas glândulas hipófise (pituitária) e tireóide, podem interferir no ciclo reprodutivo. Na cérvix (colo do útero) uterina pode-se criar um meio ambiente inadequado que dificulta a sobrevivência do espermatozóide, podendo também ser causa da infertilidade.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Infertilidade: introdução e causas
Marcadores: Infertilidade
Compreendendo a hereditariedade e as doenças hereditárias
Para compreender como algumas doenças podem ser passadas de uma geração a outra, a pessoa deve primeiro compreender o papel que os genes desempenham na determinação da forma e da função de cada célula no corpo.
Os genes são as unidades básicas que determinam as características hereditárias de um organismo. Os genes, que são compostos de moléculas de ácido desoxirribonucleico (DNA), podem ser imaginados como instruções químicas. Cada gene, de acordo com a estrutura específica de sua molécula de DNA, contém o código de uma característica específica que determina o que uma célula é e como ela funciona (como se um programa de computador não apenas dissesse ao computador o que fazer, mas também ajudasse a formá-lo).
Dentro de cada célula, milhares de genes estão conectados em uma ordem específica, como as contas de um colar, para formar estruturas chamadas de cromossomos (que são, basicamente, filamentos contínuos de DNA). Foi estimado que cada célula contém cerca de 1,5 metro de filamentos de DNA enrolados, e que cada filamento é formado de cerca de 100 mil genes.
A composição específica dos genes e sua distribuição nos cromossomos se constituem no projeto genético de cada indivíduo. As células que se desenvolvem no fígado, em vez de serem células sangüíneas ou fibras nervosas, por exemplo, fazem isso porque o seu código genético manda que elas ajam como células do fígado. Assim, as células do corpo são programadas para criar uma pessoa com cor de olhos e cabelo específicos, assim como milhares de outras características que fazem com que cada ser humano seja único.
Células sexuais (gametas)
Cada célula no corpo humano contém 46 cromossomos. As únicas exceções são os gametas (o óvulo e o espermatozóide), já que cada um contém apenas 23 cromossomos. Quando esses gametas se unem na fertilização do óvulo pelo espermatozóide, o resultado é uma célula com 46 cromossomos e genes herdados tanto do pai como da mãe. Já que cada um dos pais contribui com apenas 23 cromossomos (metade do código genético que faz cada um dos pais um indivíduo único), o mapa genético de seu filho é uma mescla de componentes do código genético dos dois.
Características dominantes e recessivas
As características que os genes originam podem ser dominantes ou recessivas. Um gene recessivo produz uma característica específica somente se seus efeitos não forem cancelados pelas características de um gene dominante.
A cor dos olhos nos dá uma ilustração relativamente direta sobre como a hereditariedade de características funciona. O gene para olhos castanhos é dominante, enquanto o gene para olhos azuis é recessivo. O filho de um pai com olhos castanhos e que tem dois genes para olhos castanhos e uma mãe com olhos azuis (obrigatoriamente deve ter dois genes para olhos azuis) terá olhos castanhos, já que o pai de olhos castanhos possui apenas genes dominantes dessa cor para passar ao mapa genético da criança. Contudo, se o pai de olhos castanhos tiver um gene dominante para olhos castanhos e um recessivo para olhos azuis, a criança tem uma chance de 50% de receber um gene para olhos azuis de ambos os pais e, por isso, ter olhos azuis (na verdade, a hereditariedade nem sempre é assim tão simples. Algumas vezes, o filho de pais de olhos castanhos e azuis acaba nascendo com olhos verdes ou castanho-claro).
A união de duas pessoas de olhos azuis, já que envolve apenas genes recessivos para essa cor de olhos, sempre irá produzir filhos com olhos azuis.
O filho de pais com olhos castanhos, mas que têm um gene recessivo para olhos azuis, terá 25% de chance de receber um gene de olhos azuis de ambos os pais e, como resultado, ter olhos azuis (essa última combinação ilustra como os genes recessivos podem estar presentes sem nem mesmo percebermos, permitindo que uma característica apareça inesperadamente depois de pular algumas gerações).
Mutação
Os genes normalmente são transmitidos de uma geração para a outra sem alteração. No entanto, há momentos em que ocorrem mutações, ou seja, a estrutura do gene se altera, talvez devido ao efeito de uma substância tóxica, de uma infecção ou de exposição à radiação. Os filhos que recebem um gene com mutação irão exibir uma característica que não está presente em nenhum dos pais.
O descobrimento da estrutura da molécula de DNA deu início a uma nova era nas pesquisas médicas. Os cientistas do campo da engenharia genética estão explorando maneiras de criar mutações genéticas artificiais para que um dia possamos corrigir os erros do código genético responsáveis por várias doenças.
Aconselhamento genético
Conforme os médicos vêm aprendendo mais sobre doenças hereditárias, tornou-se possível oferecer aconselhamento genético a casais preocupados com a possibilidade de ter uma criança com doenças ou anomalias hereditárias. O aconselhamento genético é fornecido por um especialista em distúrbios genéticos. Ele pode estimar a probabilidade de o filho de um casal ser afetado por um problema devido a uma característica hereditária ou à idade dos pais. Há testes que podem determinar se um ou os dois pais são portadores de alguns desses distúrbios ou detectar se algum problema está presente em um feto.
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Vacinas para alergia
A imunoterapia, também chamada de vacinação antialérgica, terapia de desensibilização e terapia de hiposensibilização, é o único tratamento para alergia que pode diminuir a longo prazo sua sensibilidade aos alérgenos. O conceito baseia-se no mesmo princípio das imunizações para gripe ou poliomielite. Doses pequenas e controladas de um alérgeno ou alérgenos são introduzidas no corpo para que você possa desenvolver tolerância. As injeções levam ao desenvolvimento de uma resposta imune protetora através do aumento das células T supressoras e do aumento de anticorpos protetores ou "bloqueadores". Quanto mais tolerante se tornar o corpo, menos sintomas você terá. A boa notícia é que a imunoterapia proporciona uma melhora significativa em mais de 90% dos pacientes com rinite alérgica periódica e em 70 a 80% daqueles com rinite alérgica perene.
Como são feitos os
soros para alergia
Em termos extremamente simplificados, em um processo de extração de soro, os soros de alergia são coletados e processados de um modo parecido com os alimentos industrializados. O pólen, por exemplo, é colhido de várias maneiras, filtrado, concentrado e processado em um soro. Um soro de pêlo de gato é extraído do pêlo de gato. Um dos processos mais repulsivos envolve os ácaros de poeira. Os ácaros são cultivados em grandes lotes até que morram. Os ácaros mortos (com seus resíduos fecais e tudo mais) são colhidos e processados para produzir um extrato. Se esse pensamento tirou o seu apetite, é melhor não pensar em como eles preparam soro de barata.
Quando considerar a vacinação antialérgica
O seu armário de remédios se parece com uma farmácia? O seu nariz escorrendo interfere nos relacionamentos amorosos? Você se sente cansado todas as horas de todos os dias? Se os medicamentos para alergia não são efetivos o suficiente para controlar seus sintomas, pergunte ao seu médico sobre a imunoterapia ou desensibilização da alergia. As vacinas impedem o desenvolvimento de novas alergias e reduzem a probabilidade de desenvolver asma de 58% para menos de 23% em crianças com rinite alérgica. As vacinas para alergia podem fazer uma grande diferença na sua vida. Combinadas com o controle ambiental, as vacinas podem diminuir seus sintomas e ajudar a ter um melhor controle sobre as alergias.
As vacinas antialérgicas são sugeridas quando:
há uma resposta incompleta aos medicamentos;
os medicamentos causam efeitos colaterais inaceitáveis;
não é possível evitar o alérgeno;
há um desejo de diminuir o uso dos medicamentos a longo prazo, como no caso de crianças ou de uma mulher que deseja engravidar daqui a alguns anos;
elas podem prevenir o desenvolvimento de alergias adicionais ou problemas de saúde relacionados. Em crianças, as vacinas têm diminuído a probabilidade de desenvolver asma.
Por que não existem vacinas
para aplicação em casa
Os alergistas não permitem que seus pacientes auto-administrem as vacinas devido ao risco de choque anafilático, uma reação séria e potencialmente fatal. Além disso, pacientes domiciliares propensos à procrastinação podem não seguir o esquema de tratamento prescrito, resultando em complicações. Mesmo se alguém na sua família é enfermeiro ou médico, eles não terão o equipamento necessário para tratar uma reação fatal em casa.
O primeiro passo na imunoterapia é fazer o teste de alergia, que conta ao médico ao que você é alérgico e o quanto você é sensível. Usando os resultados do teste e o seu histórico, o alergista prepara extratos próprios para você, feitos de um ou mais alérgenos. Como a maioria das pessoas alérgicas reage adversamente a muitos alérgenos, podem ser feitos vários extratos (colocados em frascos individuais). Algumas pessoas precisarão de apenas uma injeção por vez, enquanto outros precisarão mais de uma mistura de extratos e mais do que uma injeção, dependendo de quantos alérgenos precisarem ser cobertos.
A maioria dos extratos é para alérgenos que estão no ar, como os pólens, esporos de fungos, ácaros de poeira e escamações de animais e para alergias a picadas de insetos. A terapia de desensibilização visando as alergias a picadas de insetos é chamada de imunoterapia com veneno. Não há extratos aprovados pelo FDA para alergias alimentares, alergia ao látex e algumas alergias químicas.
Prós e contras
Como com qualquer tratamento médico, a imunoterapia tem vantagens e desvantagens. É melhor examinar ambas antes de tomar uma injeção dessas.
Uso de histamínico
Os locais onde ocorrem picadas de insetos, arranhões de gato e as injeções da vacina geralmente incham e coçam. O tratamento para pequenas reações alérgicas envolve a aplicação de uma compressa fria e o uso de um anti-histamínico oral de venda livre. Quando estiver repondo o estoque de medicamentos de casa e seu kit de primeiros socorros, lembre-se de incluir um anti-histamínico. Mas lembre-se de que os anti-histamínicos de venda livre, causam sedação.
Vantagens da imunoterapia:
a imunoterapia é o único tratamento de alergia que altera as reações do sistema imunológico e pode trazer benefícios duradouros;
as vacinas antialérgicas, aplicadas dentro de um esquema regular, ajudam a aliviar os sintomas, especialmente para quem sofre de alergias transportadas pelo ar e perenes;
a imunoterapia é um tratamento bem estabelecido e efetivo e tem sido usada desde 1900. Está constantemente avançando e melhorando. Por exemplo, há 20 anos os extratos continham pouco ou nenhum alérgeno de ácaro de poeira; atualmente isso mudou;
os extratos alergênicos não causam dependência fisiológica;
muitos pacientes encontram alívio depois de três a seis meses de tratamento;
as vacinas são seguras. Podem ser aplicadas em crianças e mulheres grávidas, embora não devam ser iniciadas durante a gravidez. Após uma injeção, os pacientes são monitorados no consultório médico caso ocorra alguma reação;
Vacinas para alergia
e gestação
Qualquer mulher grávida deve sempre consultar o médico antes de começar ou continuar um programa de tratamento de alergia. Dito isso, muitas mulheres grávidas ficarão felizes em saber que a gravidez e a imunoterapia são geralmente compatíveis se a mulher grávida já iniciou o programa de desensibilização. As injeções contêm os mesmos materiais alergênicos que a mãe respira. Os médicos podem diminuir a dose da mulher grávida para minimizar o risco de reação, mas as futuras mamães são geralmente encorajadas a continuar com a vacinação durante os nove meses. Lembre-se, as vacinas são um meio de diminuir o uso de medicamentos.
a maioria das vacinas são aplicadas com uma agulha fina dentro do tecido adiposo, não sendo dolorosas;
um programa de imunoterapia com 3 a 5 anos de duração pode dar alívio da alergia por 10 a 30 anos.
Desvantagens da imunoterapia:
inconveniência; as vacinas para alergia são geralmente aplicadas toda semana, durante vários meses, depois quinzenalmente e por fim a cada três ou quatro semanas; ter que fazer várias visitas ao consultório médico pode ser uma grande desvantagem para aqueles que têm uma agenda de trabalho agitada e vidas ocupadas; indivíduos que vivem na zona rural podem achar difícil fazer uma longa viagem até o consultório médico com tanta freqüência;
o compromisso com uma obrigação trabalhosa; dependendo da sua sensibilidade, você poderá receber vacinas por três a cinco anos;
as vacinas anti-alérgicas não são a cura para tudo, aliás, nada é. A batalha contra as alergias é multidimensional. Você não pode depender somente das vacinas para aliviar os sintomas. Se não forem tomadas medidas para evitar o alérgeno, as injeções poderão ser ineficazes;
muitas crianças e alguns adultos têm medo de injeções;
o local da injeção pode ficar dolorido e vermelho por várias horas ou dias. As doses de vacina devem ser aplicadas alternadamente em cada braço;
risco de anafilaxia; sintomas: lábios, língua ou orelhas inchados; inquietação ou agitação; face vermelha; urticária; sensações de picadas e coceira na garganta e na pele; palpitações ou zunido nos ouvidos; espirros, tosse ou dificuldade para respirar; náusea ou vômito; tontura; perda de controle da bexiga ou intestino; convulsões; pulso rápido e fraco; pele fria, úmida e pálida; falta de responsividade, que é o efeito colateral mais sério. Contudo, a maioria dos alergistas exige que o paciente permaneça no consultório por 15-30 min após receber uma injeção, uma exigência inconveniente, porém necessária. O risco é maior em pacientes com asma fora de controle;
as vacinas não controlam as alergias alimentares e podem agravar os sintomas de alergia na pele. Mas podem realmente ajudar o eczema.
Depois que você identificar seu problema de alergia, o próximo passo é escolher um tratamento. Apesar de haver muitos tratamentos efetivos, é importante escolher aquele que seja certo para você. Isso pode variar de um simples remédio vendido sem receita médica até um medicamento vendido somente com prescrição. Seu médico, depois que você encontrar um apropriado, deve ser capaz de ajudar.
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Sprays nasais para alergia, tratamentos para pele e olhos
Se suas alergias estão causando irritação em uma parte específica do seu corpo (nariz, pele ou olhos), há tratamentos elaborados especificamente para aliviar esses sintomas. Aqui está o que você precisa saber:
Sprays nasais
Os anti-histamínicos e descongestionantes não são os únicos tipos de medicamentos que podem ser administrados através de sprays nasais.Os corticosteróides são hormônios produzidos pelas glândulas adrenais, mas podem ser fabricados sinteticamente. Os medicamentos para alergia contendo corticosteróides têm a habilidade de interferir na reação alérgica e prevenir os sintomas.
Uso excessivo de
sprays nasais
O uso repetido de alguns sprays nasais pode causar perfuração do septo nasal (a partição de osso e cartilagem que divide as narinas, coberta por uma membrana mucosa). Para ajudar a prevenir problemas ao usar um esteróide em spray nasal, direcione o spray para o lado oposto ao septo ou em direção à parede externa da narina. Se ocorrer sangramento do nariz, pare de usar o medicamento e ligue para o médico. Peça também para seu médico examinar o seu nariz regularmente.
Os corticosteróides em spray são usados para reduzir a inflamação e congestão das vias nasais, enquanto os sprays que contêm cromolin sódico, que não é nem anti-histamínico nem corticosteróide, são usados para inibir a resposta alérgica.
Muitos alergistas prescrevem sprays nasais com corticosteróides, também chamados de sprays nasais com esteróides para dar a seus pacientes liberdade duradoura da congestão ou dos espirros. Embora a melhora possa ser observada com menos de um dia após o início do tratamento, pode levar até sete dias para o efeito atingir seu pico.
Os sprays nasais com corticosteróides não viciam, mas também não são inteiramente livres de efeitos colaterais, que podem incluir irritação e queimação das narinas, dor de garganta e sangramento do nariz. Contudo, a incidência desses efeitos colaterais é baixa. A maioria desses sprays requer apenas uma aplicação diária, fazendo com que sejam uma prescrição tão conveniente quanto os anti-histamínicos.
Irrigação nasal
A irrigação é um modo caseiro, livra o nariz do muco e alivia as membranas irritadas. Ela controla os sintomas de congestão e especialmente a drenagem pós-nasal. Sprays nasais de soro fisiológico vendidos no mercado também ajudam a umedecer o nariz e não causam dependência.
Os corticosteróides também diminuem a coceira nasal, espirros, nariz escorrendo e congestão nasal e são considerados tratamento de primeira linha para alergias. Os anti-histamínicos são tratamentos de "segunda linha".
Tratamentos para alergia de pele e olhos
Apesar de as farmácias estarem cheias de descongestionantes e anti-histamínicos, o alívio para alergias que causam irritação da pele e dos olhos não está tão prontamente disponível. Há alguns poucos produtos que podem ser encontrados e algumas precauções que você deve saber sobre seu uso.
O modo mais efetivo de prevenir a dermatite de contato é evitar tudo o que perturbe a sua pele, seja um sabão, produto de limpeza ou certo material ou metal. Quando se trata de evitar, é mais fácil falar do que fazer, já que a pele entra em contato com centenas de substâncias diariamente.
Você sabia?
Os uso de anti-histamínicos pode afetar os resultados dos testes cutâneos de alergia.
Para dermatite atópica ou eczema, use luvas sem látex para lavar louça e mexer com produtos de limpeza. Mantenha sua pele hidratada usando um creme hidratante ou vaselina, especialmente depois do banho, pois isso retém a umidade. Não use loção com álcool ou água, pois esses ingredientes podem ressecar a pele.
Muitos dermatologistas e alergistas prescrevem corticosteróides tópicos (para serem aplicados na pele), um meio popular de reduzir a inflamação e parar a coceira. Os anti-histamínicos orais também são usados no tratamento de reações alérgicas cutâneas leves e os efeitos de sedação resultantes podem ajudar uma pessoa que esteja com dificuldades de pegar no sono. Quando rachaduras da pele resultam em infecção, podem ser prescritos antibióticos.
Colírios
Olhos lacrimejantes, vermelhos e coçando são sintomas alérgicos comuns e podem levar motoristas alérgicos a se distraírem. Colírios vendidos sem receita médica, a maioria deles descongestionantes que causam constrição dos vasos sangüíneos, podem aliviar temporariamente o sofrimento, mas não devem ser usados regularmente. Siga as instruções da embalagem cuidadosamente. O uso excessivo de colírios de venda livre causa um efeito rebote, parecido com o uso excessivo do spray nasal. Com freqüência, os alergistas prescrevem um clírio anti-histamínico ou antiinflamatório para aqueles que sofrem com a irritação prolongada dos olhos. Esfregar os olhos irritados pode levar a uma infecção do olho, pois bactérias podem ser introduzidas através das mãos. Você pode saber se está com uma conjuntivite alérgica e não uma infecção, pela natureza da secreção. A conjuntivite alérgica geralmente está presente nos dois olhos e a secreção é normalmente viscosa ao invés de purulenta.
Marcadores: Alergias
Escolhendo um medicamento para alergia
Os remédios para alergia podem ser vendidos com ou sem receita médica, ser caros ou ter um preço razoável, ter ação rápida ou ser de liberação lenta. Vêm na forma de comprimidos, cápsulas, líquidos e sprays nasais. Novas drogas parecem chegar às prateleiras quase que mensalmente, enquanto as drogas já estabelecidas são às vezes removidas do mercado depois de descobrirem tardiamente efeitos colaterais perigosos.
Termos de alergia para entender as definições
Histamina: um composto liberado pelas células do sistema imunológico em uma reação alérgica. A histamina liberada provoca, entre outras coisas, coceira, espirros, nariz escorrendo, estimulação de secreções do estômago, dilatação (expansão) dos vasos sangüíneos, aumento da secreção de muco, diminuição da pressão arterial e contração dos músculos das vias aéreas.
Anti-histamínica: uma droga usada para neutralizar a histamina, bloqueando a ligação da histamina com seus receptores.
Anti-histamínicos
Os anti-histamínicos são a linha de defesa primária e inicial contra sintomas de alergia como espirros, nariz escorrendo, coceira nos olhos e na garganta. Eles vêm sendo acompanhados há bastante tempo (mais de 50 anos) e têm se mostrado efetivos no controle dos sintomas alérgicos, particularmente quando usados antes do início dos sintomas.
Os anti-histamínicos funcionam impedindo que a histamina, uma das substâncias químicas principais na resposta alérgica do corpo, se ligue ao seu receptor. Os anti-histamínicos são menos efetivos depois que os sintomas estão presentes, mas ainda podem diminuir temporariamente sua gravidade. Alguns anti-histamínicos funcionam bem mesmo depois que os sintomas apareceram. Contudo, podem perder a efetividade se forem usados diariamente por longos períodos de tempo.
Remédios de venda livre ou prescritos pelo médico?
Aqueles que sofrem de alergia muitas vezes se voltam primeiro para os medicamentos de venda livre. Isso porque estão prontamente disponíveis em qualquer farmácia e não requerem uma consulta médica. Não há nada inerentemente errado em usar um produto de venda livre. Mas há várias considerações importantes a fazer.
Riscos no trabalho
e os anti-histamínicos
Um estudo clínico conduzido pelo Group Health Cooperative of Puget Sound (Grupo de Saúde Corporativa de Puget Sound) afirma que pessoas que usam anti-histamínicos de venda livre que causam sedação têm 50% mais probabilidade de sofrer um acidente de trabalho do que pessoas que usam anti-histamínicos que não causam sedação.
Em primeiro lugar, os anti-histamínicos de venda livre são para uso temporário e jamais devem ser auto-administrados como parte de seu programa de tratamento a longo prazo para alergia. Mesmo o uso limitado pode causar efeitos colaterais. Alguns anti-histamínicos de venda livre são sedativos, o que significa que causam sonolência e lentidão de reflexos, comprometendo sua habilidade de dirigir, operar máquinas pesadas ou participar de qualquer atividade que exija reflexos rápidos. O álcool pode agravar esses efeitos. Outros efeitos colaterais incluem boca seca, seios da face secos, olhos secos e mal estar estomacal.
Em segundo lugar, enquanto os anti-histamínicos funcionam como jogadores de defesa, bloqueando as histaminas que estão tentando fazer um ataque alérgico, os anti-histamínicos de venda livre geralmente vêm com seu próprio árbitro: um descongestionante (identificado como pseudo-efedrina no rótulo). Os descongestionantes ajudam a desobstruir áreas problemáticas, principalmente o nariz, mas trazem seu próprio conjunto de efeito colaterais, incluindo nervosismo, insônia, aumento da pressão arterial, palpitações cardíacas e, nos homens, problemas de próstata. Apesar de alguns acreditarem que esses efeitos colaterais anulam a sonolência causada pelo anti-histamínico, eles podem ser perigosos, particularmente se você tiver uma condição médica pré-existente. A maioria dos médicos recomenda o uso somente de produtos com um único ingrediente. Se você estiver espirrando e coçando, use um anti-histamínico. Se estiver com constipação nasal, use um descongestionante por um ou dois dias. E sempre certifique-se de seguir as instruções da bula.
Como escolher um anti-histamínico de venda livre
É bom chegar na farmácia como um consumidor bem informado para que você possa escolher o melhor anti-histamínico de venda livre.
Interação medicamentosa: alerta!
Tomar comprimidos indiscriminadamente é perigoso. Leia sempre as bulas dos remédios de venda livre e daqueles que foram prescritos para ver se há recomendações quanto à interação de drogas. Quando conversar com um médico, relacione todos os medicamentos e suplementos que você usa: de venda livre, prescritos, fitoterápicos, homeopáticos. Algo que ajuda é fazer uma lista escrita. Caso exista alguma dúvida ou incerteza, pegue o telefone e fale com seu farmacêutico ou médico. Uma rápida verificação pode salvar você de uma experiência fatal.
Quando for escolher e usar um anti-histamínico de venda livre, siga estas orientações:
leia as bulas e siga todas as instruções;
não exceda a dosagem recomendada;
não os use por um período de tempo prolongado;
consulte o farmacêutico e verifique se há interações medicamentosas com o produto que você escolheu;
enfoque os seus sintomas e compre uma droga elaborada para tratar aquele sintoma; drogas que tentam aliviar todos os sintomas podem expor você a riscos e substâncias desnecessárias;
seja especialmente cuidadoso se você tem mais idade. Pessoas idosas são mais suscetíveis aos efeitos colaterais dos anti-histamínicos e podem sofrer embaçamento da visão, tontura, secura da boca, confusão e sonolência;
não tome anti-histamínicos de venda livre se você tiver problemas respiratórios, problemas cardíacos, pressão alta, diabetes, glaucoma, problemas de próstata, dificuldade para urinar, úlcera péptica ou danos no fígado ou rins; mulheres grávidas ou amamentando devem sempre consultar o médico antes de tomar qualquer remédio;
para uma solução rápida para um sofrimento periódico curto, os anti-histamínicos de venda livre ajudam a aliviar os sintomas. Contudo, se eles não amenizarem o suficiente os seus sintomas ou se os efeitos colaterais aumentarem o seu sofrimento, consulte um médico para obter uma solução a longo prazo.
Anti-histamínicos vendidos com prescrição médica
Muitos anti-histamínicos vendidos com prescrição não causam sedação, funcionam por mais tempo e mais rápido e têm efeitos colaterais em menor número e menos observáveis do que seus similares vendidos livremente. Esses benefícios significam que os anti-histamínicos vendidos com prescrição, particularmente aqueles chamados de "anti-histamínicos de segunda geração" são mais seguros e se adequarão melhor ao seu estilo de vida porque você precisará tomá-los somente uma ou duas vezes ao dia.
Os benefícios dos anti-histamínicos vendidos com prescrição têm um custo, já que eles às vezes são mais caros que seus equivalentes de venda livre.
Contudo, alguns anti-histamínicos vendidos com prescrição podem ser encontrados como genéricos mais baratos. Como você precisará de menos comprimidos se estiver tomando um anti-histamínico vendido com prescrição, eles talvez não sejam tão caros como podem parecer à primeira vista.
Há outros tratamentos para alergia além dos medicamentos vendidos com prescrição. Entre eles estão os sprays nasais, tratamentos de pele e colírios. Veremos esses três na próxima seção.
Direção e anti-histamínicos
Não pense que os motoristas embriagados são o único perigo da estrada. Pessoas comuns sofrendo de alergia que tomam anti-histamínicos de venda livre podem ser igualmente perigosas, de acordo com um estudo publicado no Annals of Internal Medicine. O estudo foi custeado por organizações de pesquisa e indústrias farmacêuticas.
O estudo concluiu que tomar a dosagem recomendada dos anti-histamínicos de venda livre (particularmente aqueles contendo difenidramina), pode comprometer a habilidade de dirigir, mais até do que uma pessoa embriagada. Um resultado mais alarmante desse estudo, contudo, foi o fato de que aqueles que tomam anti-histamínicos de venda livre não se sentem sonolentos ou afetados. A auto-avaliação, portanto, não é um indicador de sonolência.
O que isso significa para quem sofre de alergia? Nunca dirija se estiver usando anti-histamínicos de venda livre, mesmo que você se sinta alerta. Você está colocando você e os outros em risco e também pode receber uma multa por dirigir sob o efeito de drogas. As leis diferem em cada lugar, mas muitas leis para direção sob efeito de drogas se aplicam aos motoristas afetados por medicamentos de venda livre usados para tratar alergias e sintomas de resfriado.
para uma solução rápida para um sofrimento periódico curto, os anti-histamínicos de venda livre ajudam a aliviar os sintomas. Contudo, se eles não amenizarem o suficiente os seus sintomas ou se os efeitos colaterais aumentarem o seu sofrimento, consulte um médico para obter uma solução a longo prazo.
Anti-histamínicos vendidos com prescrição médica
Muitos anti-histamínicos vendidos com prescrição não causam sedação, funcionam por mais tempo e mais rápido e têm efeitos colaterais em menor número e menos observáveis do que seus similares vendidos livremente. Esses benefícios significam que os anti-histamínicos vendidos com prescrição, particularmente aqueles chamados de "anti-histamínicos de segunda geração" são mais seguros e se adequarão melhor ao seu estilo de vida porque você precisará tomá-los somente uma ou duas vezes ao dia.
Os benefícios dos anti-histamínicos vendidos com prescrição têm um custo, já que eles às vezes são mais caros que seus equivalentes de venda livre.
Contudo, alguns anti-histamínicos vendidos com prescrição podem ser encontrados como genéricos mais baratos. Como você precisará de menos comprimidos se estiver tomando um anti-histamínico vendido com prescrição, eles talvez não sejam tão caros como podem parecer à primeira vista.
Há outros tratamentos para alergia além dos medicamentos vendidos com prescrição. Entre eles estão os sprays nasais, tratamentos de pele e colírios. Veremos esses três na próxima seção.
Direção e anti-histamínicos
Não pense que os motoristas embriagados são o único perigo da estrada. Pessoas comuns sofrendo de alergia que tomam anti-histamínicos de venda livre podem ser igualmente perigosas, de acordo com um estudo publicado no Annals of Internal Medicine. O estudo foi custeado por organizações de pesquisa e indústrias farmacêuticas.
O estudo concluiu que tomar a dosagem recomendada dos anti-histamínicos de venda livre (particularmente aqueles contendo difenidramina), pode comprometer a habilidade de dirigir, mais até do que uma pessoa embriagada. Um resultado mais alarmante desse estudo, contudo, foi o fato de que aqueles que tomam anti-histamínicos de venda livre não se sentem sonolentos ou afetados. A auto-avaliação, portanto, não é um indicador de sonolência.
O que isso significa para quem sofre de alergia? Nunca dirija se estiver usando anti-histamínicos de venda livre, mesmo que você se sinta alerta. Você está colocando você e os outros em risco e também pode receber uma multa por dirigir sob o efeito de drogas. As leis diferem em cada lugar, mas muitas leis para direção sob efeito de drogas se aplicam aos motoristas afetados por medicamentos de venda livre usados para tratar alergias e sintomas de resfriado.
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Guia para os testes de alergia
Há vários tipos de testes de alergia, os mais comuns são os cutâneos e de sangue. Se seu médico quiser fazer testes cutâneos, você provavelmente terá de marcar outra consulta com ele, já que leva algum tempo para fazer a aplicação e leitura do teste. Você também pode precisar marcar outra consulta caso tenha tomado um anti-histamínico ou outro medicamento recentemente, já que esses podem interferir nos resultados.
Esta seção explica os vários tipos de testes de alergia e o que eles podem dizer a você e ao seu médico.
Testes por escarificação ou puntura
Esses testes cutâneos envolvem aplicar na pele pequenas gotas diluídas do alérgeno suspeito e então esfregar ou beliscar a pele para que o alérgeno seja absorvido. São testados vários alérgenos de cada vez e a maioria dos alergistas usa combinações baseadas nos alérgenos encontrados na sua convivência. O braço é usado para um número menor de testes; as costas são usadas para testes mais extensos. Se você é alérgico a um alérgeno em particular, terá uma reação a ele na forma de vermelhidão e/ou bolha em menos de 20 minutos. O médico ou um assistente inspecionará as áreas onde foi feita a aplicação e escreverá um número correspondente ao tamanho e extensão da reação. Os testes cutâneos não são dolorosos, mas podem coçar. Ocasionalmente, o braço fica inchado.
Testes intradérmicos
Outro tipo de teste cutâneo, o teste intradérmico, envolve injetar uma minúscula quantidade do alérgeno irritante sob a pele. Os testes intradérmicos são mais sensíveis e podem identificar melhor as substâncias que você tem alergia fraca. A maioria dos alergistas certificados faz os testes por escarificação primeiro e depois faz o acompanhamento com um teste intradérmico. As pessoas geralmente têm medo desse tipo de teste por causa da agulha, mas ela é pequena e só escorrega de leve por baixo da pele.
Cada tipo de teste cutâneo tem suas vantagens e desvantagens. Os testes por escarificação/puntura permitem que o médico teste um grande número de alérgenos de uma vez. Os testes intradérmicos proporcionam mais precisão na determinação de certos alérgenos. Os dois tipos de testes são usados para determinar alergias comuns, como a pêlos de gato, esporos de fungos e plantas. Eles nem sempre são válidos para alergias a alimentos ou produtos químicos.
Se você fizer um teste por escarificação ou intradérmico, não poderá sair do consultório logo em seguida. Pedirão para você esperar pelo menos 30 minutos para o caso de você desenvolver uma reação mais forte.
Testes de contato
Os testes de contato são geralmente usados para determinar a fonte da dermatite de contato. O médico aplicará nas suas costas adesivos quadrados, cada um contendo possíveis alérgenos. Os pacientes geralmente usam esses adesivos por cerca de 48 horas porque as reações a eles podem se desenvolver lentamente. Você não pode tomar banho enquanto estiver com os adesivos. Como nos testes por escarificação e puntura, a área exposta ao alérgeno ficará inchada e vermelha se você for alérgico. Poderá coçar um pouco.
Testes sangüíneos
Os testes de sangue são geralmente feitos em pessoas com reações alérgicas fatais ou que têm erupções de pele extensas ou problemas na pele que tornam o teste cutâneo impraticável. Se você tem alergia alimentar, os testes de sangue podem revelar os alérgenos específicos. Chamado de RAST (ou teste radioalergosorbente), o teste de sangue mede a quantidade de anticorpos IgE que seu corpo produziu como resultado da exposição a um certo alérgeno. Nenhum teste é perfeito e o RAST pode tanto fazer um diagnóstico exagerado quanto deixar passar certas alergias.
Além disso, é mais caro que o teste cutâneo. Os testes RAST variam de laboratório para laboratório. Dados recentes sugerem que o CAP RAST é a forma mais confiável desse teste.
Desencadeamento alimentar controlado duplo-cego
Outra maneira de detectar alergia a alimentos é com o desencadeamento alimentar controlado. As proteínas encontradas na comida são escondidas em cápsulas de gel e o paciente recebe essas cápsulas assim como cápsulas de placebo. As reações às várias cápsulas são anotadas. Esse teste elimina conclusões subjetivas por parte do paciente ou do médico, porque nenhum deles sabe quais cápsulas contêm as proteínas alimentares antes que o paciente as tome (por isso é chamado de "duplo-cego"). Contudo, o teste consome tempo, é complicado, caro e o médico pode não observar as reações tardias.
Um método menos invasivo, embora consuma mais tempo e esteja sujeito à subjetividade e erro do paciente, é o método de tentativa e eliminação. Uma seleção limitada de alimentos é eliminada da dieta durante um período de três dias a três semanas. Cada alimento então é gradualmente recolocado à dieta e qualquer reação que ocorra é anotada.
Todos os testes de alergia, apesar de serem efetivos, podem dar resultados enganosos. Os resultados precisam sempre ser interpretados no contexto do histórico do paciente. É por isso que seu histórico e seu trabalho de investigação são tão cruciais para o diagnóstico apropriado.
Contudo, há testes que você deve evitar por terem efetividade questionável.
Testes de alergia a serem evitados
Alguns testes de alergia continuam sendo questionáveis aos olhos dos profissionais médicos (e das suas pesquisas). Muitos são baseados em tratamentos cuja segurança e efetividade não são comprovadas. Esta seção cobrirá alguns testes de alergia considerados questionáveis. Antes de iniciar qualquer tratamento, é melhor consultar seu médico.
Teste citotóxico
Nesse teste para alergia alimentar, as células brancas do paciente são misturadas com o antígeno alimentar. As células são examinadas em busca de alterações, o que determina se há uma alergia alimentar. Problemas: o teste pode mostrar um resultado negativo se o alimento não foi comido recentemente. A habilidade do técnico que lê os resultados pode afetar a precisão do teste. E por último, é caro.
Cinesiologia aplicada
O alérgeno é colocado na mão do paciente e o examinador empurra o outro braço para determinar a resposta muscular. Se a pessoa for alérgica ao alérgeno, o examinador será capaz em empurrar o braço para baixo com pouca resistência. Se a pessoa não for alérgica, o examinador terá grande dificuldade para empurrar o braço para baixo.
Teste do pulso
Nesse teste, a freqüência cardíaca é medida após a exposição a um alérgeno em particular.
Teste de provocação-neutralização, também conhecido como Técnica de Provocação Intradérmica ou Provocação Sublingual e Neutralização.
A parte da provocação: doses cada vez mais fortes de um alérgeno são dadas por injeção (intradérmica) ou sob a língua (sublingual) até que os sintomas apareçam. A parte da neutralização: as doses são diminuídas até que os sintomas desapareçam.
Teste RAST IgG
Os que defendem esse teste alegam que essa é outra resposta alérgica, mas isso não foi comprovado. Na verdade, as respostas da IgG são geralmente protetoras. Esse é um dos testes usados para medir a efetividade da imunoterapia com veneno de animais. O significado do teste é, na melhor das hipóteses, questionável e sujeito a má interpretação.
Se o labirinto de testes para alergia já é difícil de percorrer, pode também ser uma árdua tarefa escolher um remédio para alergia. A próxima seção dará a você as informações necessárias para escolher o medicamento apropriado.
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Como escolher um alergista
Escolhendo um médico
Pode ser difícil escolher um médico para tratar suas alergias. Ele deve ser seu clínico geral ou especialista em doenças internas? Ou deve ser um alergista, um médico que se especializou no tratamento de alergias? Esta seção ajudará você a escolher o médico certo.
Encontrando o médico certo
Você pode começar sua jornada de tratamento da alergia visitando seu clínico geral. Afinal, vocês já estabeleceram um relacionamento e ele está familiarizado com seu histórico médico - ou pelo menos tem o seu registro. Isso vale também para o pediatra, se for o seu filho quem tem alergias. Seu clínico geral pode ajudar a determinar se os sintomas são resultado de uma reação do sistema imunológico (ou seja, uma alergia) ou um problema não imunológico, como uma infecção, intolerância ou doença específica.
Muitos clínicos gerais têm bons conhecimentos de alergias e asma e são plenamente capazes de tratar esses problemas. Contudo, às vezes o clínico geral pode recomendar que você consulte um alergista, que é um médico especializado no diagnóstico e tratamento de asma e alergias. Depois de se formar em medicina e fazer três anos de residência em medicina interna ou pediatria, os alergistas fazem mais dois anos de estudos em alergia e imunologia. Um alergista credenciado é um médico que, depois de passar por tudo isso, foi aprovado em um exame minucioso na sua especialidade. Você também pode decidir buscar os conhecimentos de um alergista se o seu clínico geral não estiver conseguindo controlar ou tratar adequadamente os seus sintomas.
Quando procurar um médico
Se você estiver passando por qualquer um dos problemas a seguir, marque logo uma consulta com um médico:
se precisou recentemente receber tratamento de emergência para anafilaxia, uma reação alérgica grave e potencialmente fatal caracterizada por edema da garganta e constrição da vias aéreas;
se está tendo os sinais da asma, como dificuldade para recuperar o fôlego, chiado e tosse, especialmente à noite e após exercícios físicos; falta de ar; sensação de aperto no peito (esses sintomas exigem atenção médica imediata);
se seus problemas nasais estão causando sintomas secundários, como infecções crônicas ou recorrentes nos seios da face, congestão nasal ou dificuldade para respirar;
se você tem rinite alérgica sazonal ou outros sintomas alérgicos durante vários meses do ano;
anti-histamínicos e outros medicamentos obtidos sem receita médica não controlam seus sintomas alérgicos ou criam efeitos colaterais inaceitáveis, como sonolência;
se os sintomas estão interferindo na sua habilidade de desempenhar atividades cotidianas;
se os sintomas diminuem sua qualidade de vida.
Você também pode considerar a possibilidade de consultar um especialista:
para receber um aconselhamento específico sobre controle ambiental;
se você acha que pode ser um candidato para a imunoterapia (vacinas).
Agora que você sabe que tipo de médico escolher e quando marcar uma consulta, é importante saber como conversar com o seu médico. A próxima seção se concentra em perguntas que você deve fazer a você mesmo antes de marcar a primeira consulta.
Como escolher um alergista
Começar o tratamento com um médico novo pode ser intimidador. Estas dicas ajudarão você a escolher o alergologista certo para você:
peça uma recomendação ao seu clínico geral;
peça a amigos e parentes a indicação de um médico;
pergunte para qual problema ele foi consultado, o método de tratamento e como o médico respondeu às preocupações e dúvidas. Descubra se o médico tem convênio com seu plano de assistência médica.
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