Introdução
A maioria das mensagens que vemos diariamente na televisão, em outdoors e em revistas enfatiza a importância da boa aparência. Cabelos brilhantes, dentes brancos e, especialmente, pele limpa são apresentados como modelos para sermos bem sucedidos. Então, você pode imaginar como uma pessoa pode se sentir deslocada se tiver lesões na pele ou uma pela escamosa e avermelhada. Viver com essa doença incurável da pele, conhecida como psoríase, é um desafio, mas não significa que você precise ficar trancado em casa nem tenha que evitar situações sociais.
Nesse artigo, analisaremos as causas e os sintomas da psoríase. Revisaremos os tratamentos médicos tradicionais e as medidas de auto-ajuda. Veremos curas alternativas, como a medicina à base de ervas, que pode proporcionar alívio em alguns casos. Vamos analisar a psoríase inicialmente sob o aspecto científico.
Definição
A psoríase é uma doença crônica e não-contagiosa da pele, que produz manchas secas e arredondadas na pele, de tamanhos variados, cobertas por escamas brancas, cinzas ou branco-acinzentadas.
A psoríase é comum, mas tem certas questões misteriosas. Os médicos não sabem ao certo o que causa a psoríase, embora acreditem que ela tenda a ser hereditária. Por outro lado, pode ser que você tenha psoríase mesmo que não haja histórico da doença na família. Ela geralmente ocorre entre os 20 e os 50 anos, mas pode aparecer em qualquer idade e ser diagnosticada até mesmo em crianças.
O comportamento da psoríase também é misterioso. Às vezes, pode ser moderada, com apenas algumas manchas. Mas no dia seguinte, manchas grandes e escamosas podem cobrir o corpo. O tratamento é difícil, pois o que funciona para uma pessoa pode não fazer efeito em outra e os tratamentos que um dia foram eficazes para alguém geralmente se tornam ineficientes ou vice-versa.
Causa
Apesar de não saberem exatamente o que causa a psoríase, os médicos sabem que ela envolve uma alteração no sistema imunológico. É considerada uma doença auto-imune, pois o sistema imunológico ataca por engano suas próprias células saudáveis. Alguns leucócitos, chamados de células T, são estimulados em excesso e aceleram a descamação das células da pele. Na pele normal e saudável, as novas células levam cerca de um mês para migrarem para a superfície. Na pele de uma pessoa com psoríase, esse processo leva somente de três a quatro dias.
Esse crescimento acelerado das células é o que provoca a formação de manchas escamosas e avermelhadas na pele, chamadas de placas. Além de não terem um bom aspecto, essas placas geralmente causam coceira e desconforto. Embora existam vários outros tipos de psoríase, esse que forma placas, conhecido como psoríase em placa, é o mais comum.
A psoríase também parece envolver um forte fator hereditário, embora somente 1/3 de seus portadores se lembrem de ter um parente com a doença. Há uma relação entre psoríase e artrite que pode se somar ao quadro cutâneo.
Quando a psoríase aparece, o desenvolvimento da doença pode ser provocado de diversas maneiras. Uma lesão na pele, como um corte, pode provocar o aparecimento súbito da doença geralmente entre 8 a 18 dias após o trauma. Mudanças de estação também afetam a psoríase: no inverno costuma haver uma piora da doença. Muitos pacientes também têm problemas maiores em períodos de estresse físico e emocional. As infecções, particularmente as do trato respiratório superior, podem agravar a psoríase.
Sintomas
A psoríase caracteriza-se por manchas salientes e avermelhadas na pele com escamas cinzas chamadas de placas. Essa placas podem aparecer em qualquer lugar do corpo. Entretanto, ocorrem com mais freqüência no couro cabeludo, na região lombar e nos cotovelos, joelhos e articulações dos dedos. Quando a psoríase afeta as unhas, ela causa rugas e nódoas amarronzadas e, às vezes, pode quebrá-las ou descolá-las. As áreas genitais também podem ser afetadas.
As manchas no couro cabeludo formam grandes escamas branco-acinzentadas no contorno do cabelo, que se assemelham à caspa.
As manchas encontradas em áreas úmidas, como as axilas, geralmente não são tão escamosas. Todas as manchas podem coçar.
Geralmente, a psoríase não causa complicações sérias. Às vezes, entretanto, a doença se torna tão grave, que pode causar calafrios, vermelhidão dolorosa da pele, rachadura da pele ao redor das articulações e formação de grandes áreas de pele descamada. A psoríase esfoliativa, pode precisar de internação para terapia intensiva.
Tratamento
Até agora, não há cura conhecida para a psoríase e o tratamento oferece somente alívio temporário dos sintomas. A limpeza normal da pele, ao redor das áreas afetadas, é importante para prevenir infecções. Loções e cremes a base de alcatrão vegetal (e outros componentes designados para remover as escamas) podem limpar a pele irritada e diminuir a coceira.
Foram apresentados recentemente diversos medicamentos como sendo eficazes no alívio dos sintomas da psoríase. A cortisona e os esteróides mais novos (medicamentos à base de hormônios) podem remover as placas em cerca de 50% dos casos quando aplicados diretamente na pele afetada. Muitos médicos recomendam cobrir as áreas tratadas com um plástico fino, além do creme. Isso é chamado de terapia oclusiva.
Alguns medicamentos diminuem a taxa de crescimento das células. Um deles, o metotrexato, reduz os sintomas nos casos graves. Entretanto, em virtude de seus efeitos colaterais serem fortes, ele é prescrito para uso somente sob supervisão médica.
Outros medicamentos usados para a psoríase incluem o calcipotrieno, o tazaroteno, a ciclosporina e os derivados de vitamina A. Todos esses medicamentos devem ser administrados por um médico.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Como tratar a psoríase
Marcadores: Psoríase
Tratando a osteoporose com dieta
Os alimentos que você come, principalmente os ricos em cálcio, podem fazer uma diferença enorme na força dos ossos. Aqui seguem algumas sugestões de como mudar sua dieta para combater a osteoporose.
Ingira a quantidade certa de cálcio
A necessidade de cálcio do ser humano varia ao longo da vida. Uma ingestão adequada, conforme recomendado pelo Institute of Medicine of National Academy of Sciences (Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências), é de 1.300 miligramas (mg) para meninos e meninas entre 9 e 18 anos; 1 g para homens e mulheres entre 19 e 50 anos; 1.200 mg para as pessoas acima de 50 anos (a ingestão deve ser maior para esse grupo, pois com a idade, o corpo naturalmente perde um pouco da capacidade de absorção de minerais). A maioria das pessoas nem chega perto de ingerir a quantidade recomendada.
Como aumentar a ingestão de cálcio
Eis algumas dicas para adicionar cálcio à sua dieta:
use leite para misturar aos cereais, chocolates e sopas quentes;
substitua metade da maionese usada nos temperos por iogurte natural;
acrescente leite desnatado ao café, ao invés de colocar cremes que não são derivados do leite.
use leite para misturar aos cereais, chocolates e sopas quentes;
substitua metade da maionese usada nos temperos por iogurte natural;
acrescente leite desnatado ao café, ao invés de colocar cremes que não são derivados do leite.
Derivados do leite como iogurtes e queijos são grandes fontes de cálcio. Um copo com 250 ml de leite possui entre 290 e 300 miligramas de cálcio, 50 gramas de queijo cheddar têm quase 300 mg e 250 ml de iogurte natural com baixo teor de gordura oferece 400 mg (iogurtes de fruta apresentam quantidades menores). Felizmente, produtos com baixo teor de gordura ou sem gordura oferecem a mesma quantidade de cálcio, e às vezes até mais, que os produtos engordativos. Para aqueles que não consomem derivados do leite em quantidades suficientes para suprir a necessidade de cálcio, existem outras opções de alimentos (veja abaixo).
Não ingira cálcio apenas do leite
Existem muitas outras dietas que incluem cálcio. Para obter o máximo proveito dele, coma alimentos crus (à medida que se cozinha o alimento, o cálcio se solta na água). Aqui estão algumas opções de produtos que não são derivados do leite e que são ricos em cálcio:
suco de laranja: uma fonte rica em cálcio. Contém tanto cálcio quanto o leite;
brócolis: consuma-o, de preferência, cru;
grãos: o feijão encabeça a lista;
soja: escolha tofu, leite de soja e outros produtos de soja enriquecidos com cálcio;
nozes: avelã, castanha de caju e amêndoa estão dentre as melhores opções;
frutas: figos e ameixas são ricos em cálcio;
vegetais: alface, espinafre e repolho são ótimas escolhas;
salmão e sardinha: salmão também é uma boa fonte de vitamina D;
iogurte: a lactose ou açúcar do iogurte já foi retirada, de modo que até as pessoas que apresentam intolerância à lactose podem ingeri-la. Tome iogurte com frutas frescas e coloque-o no lugar do creme de leite nas receitas.
Considere a possibilidade de tomar suplementos de cálcio
É melhor ingerir cálcio através dos alimentos, mas se a sua dieta é deficiente neste mineral, leve em conta a possibilidade de tomar um suplemento. Diferentes compostos são usados como suplementos de cálcio. Os dois mais comuns são o citrato de cálcio e o carbonato de cálcio, que oferecem quantidades diferentes. Assim, embora os dois compostos sejam aceitáveis, verifique o rótulo para saber ao certo a quantidade de cálcio contida no comprimido ou dose de determinado elemento. Nunca ingira mais de 2.500 mg de suplemento de cálcio por dia, exceto se prescrito pelo médico. O excesso de cálcio pode causar cálculo renal. Além disso, consulte um médico ou farmacêutico para ter certeza de que o complemento não vai interferir em nenhuma outra medicação ou outro suplemento que você esteja tomando.
O corpo absorve melhor o cálcio se os suplementos são tomados em pequenas doses ao longo do dia. Enquanto o citrato de cálcio pode ser tomado independente das refeições, o carbonato de cálcio é melhor absorvido quando ingerido junto com alimentos.
Faça a sua própria sopa
Quando for preparar molhos ou caldos, acrescente um pouco de vinagre para "renovar" os ossos.
Certifique-se de que está ingerindo vitamina D suficiente
A vitamina D trabalha junto com o cálcio para manter os ossos saudáveis. Na verdade, o corpo não consegue absorver o cálcio da dieta se não há vitamina D. Sem ela, o corpo começa a expelir o cálcio necessário para manter as funções vitais dos ossos, enfraquecendo a ossatura.
As duas principais maneiras de conseguir vitamina D são através da exposição ao sol e pela dieta. A vitamina D é muitas vezes chamada de vitamina do sol, pois o corpo produz a sua própria vitamina D quando a pele fica exposta à luz solar. Em geral, 15 minutos de exposição das mãos, braços e rosto (sem protetor solar, pois ele bloqueia os raios que acionam a produção de vitamina D) é suficiente para que o corpo produza e armazene a vitamina D necessária. Contudo, alguns indivíduos precisam ficar mais tempo ao sol ou obter mais vitamina dos alimentos e suplementos. São elas: pessoas que vivem em regiões mais ao norte (onde a latitude é maior), especialmente durante os meses escuros do inverno; pessoas acima de 65 anos de pele escura (que precisam de mais luz do sol para produzir a mesma quantidade de vitamina D que as pessoas de pele clara); pessoas acima do peso (a vitamina D fica presa na gordura, logo, pouca vitamina cai na corrente sangüínea); e aquelas que simplesmente não passam muito tempo em espaços abertos e sem protetor solar (como as que correm risco de desenvolver câncer de pele ou as que ficam confinadas em casa).
Quem não consegue produzir vitamina suficiente, pode obtê-la através de alimentos ricos em vitamina D, como peixes gordurosos, gema do ovo, cogumelos e fígado, além de outros produtos enriquecidos com vitamina D, como a maioria dos leites, alguns pães e cereais (verifique os dados na embalagem). Se for necessário, um suplemento de vitamina D pode ajudar a prover a quantidade diária necessária de 400 a 800 UI (unidades internacionais, a medida padrão para vitamina D). Não tome suplemento com mais de 800 UI por dia, a menos que o seu médico tenha prescrito. Ingerir mais de 2 mil UI pode causar danos ao rim e provocar outros efeitos perigosos. É impossível ter uma overdose de vitamina D produzida pelo corpo, pois ele automaticamente regula o processo.
Modere no sal
O sal aumenta a quantidade de cálcio eliminada pela urina. Quanto mais sódio for expelido dessa maneira, mais cálcio é eliminado junto com ele. Da mesma forma, diuréticos usados por algumas pessoas para combater a retenção de líquido, causada pelo excesso de ingestão de sal, ajudam a expelir cálcio do organismo.
Fique esperto em relação à proteína
O consumo excessivo de proteína aumenta a quantidade de cálcio excretada pela urina. Mas, mesmo assim, a proteína é necessária para a manutenção de um componente ósseo chamado colágeno, que é formado por proteínas. Não é uma questão de quanta proteína se come, mas de ingerir cálcio suficiente para equilibrar a quantidade de proteína na dieta. Se você ingere a quantidade de cálcio adequada, não precisa se preocupar com o excesso de proteína. Contudo, se você não obtém muito cálcio, deve evitar exagerar na proteína.
Maneire no álcool
O álcool interfere na capacidade de absorção de cálcio do organismo.
Comece agora a colocar em prática algumas sugestões deste artigo. Seus ossos agradecem.
Marcadores: Osteoporose
Tratando a osteoporose através de mudanças no estilo de vida
A melhor maneira de combater a osteoporose é fortalecendo os ossos, não importa a idade. Eis algumas dicas.
Faça exercícios regularmente
A prática de atividades físicas é um dos fatores mais importantes no combate à osteoporose. Forçar os ossos a carregarem peso ou a trabalharem contra uma força (como a gravidade) estimula o corpo a produzir mais células ósseas, aumentando e fortalecendo a massa óssea. Você pode notar os resultados desse esforço para fortificar os ossos pelo movimento do braço dos jogadores profissionais de tênis. Exercícios aeróbicos como caminhadas, corridas, danças e ginástica aeróbica, em que os ossos trabalham contra a gravidade, são ideais.
É evidente que para algumas pessoas, correr e realizar atividades de alto impacto representam um esforço muito grande para as juntas. Para elas, caminhar é uma boa opção. A caminhada fortalece os ossos sem colocar muita pressão nas juntas. Além disso, é uma atividade que pode ser praticada por quase toda pessoa, em qualquer lugar e sem o uso de equipamentos caros.
Outros exercícios como a natação, onde a água sustenta parte do seu peso e o ciclismo, onde o assento suporta grande parte da carga, são menos eficazes na formação de massa óssea. Contudo, eles fornecem benefícios importantes como o controle de peso e a melhoria da saúde coronariana. Então, se você adora nadar ou pedalar, não se esqueça de alterná-los com uma caminhada ou corrida.
Antes de começar um programa de atividade física, é melhor consultar um médico, principalmente se você sofre de alguma doença crônica ou é sedentário. Comece devagar e aumente a freqüência, a duração e a intensidade dos exercícios de forma gradual. Tenha como meta se exercitar por pelo menos 30 minutos ao dia, de 5 a 7 dias na semana.
Fortaleça-se
Musculação e treinos de força e resistência são atividades em que o fortalecimento dos ossos e músculos ocorre pelo levantamento de peso ou trabalhando contra a resistência (como os exercícios que usam faixas elásticas). Homens e mulheres de todas as idades podem praticá-las. Nem é preciso ir até a academia. Você pode comprar os pesos em lojas de esporte ou outros revendedores e se exercitar em casa.
Por outro lado, se você nunca usou peso antes, é melhor contratar um personal trainer ou se inscrever em alguma academia, para garantir o uso correto dos equipamentos. Assim como em todo programa de exercícios, consulte o seu médico antes de iniciar os exercícios. Comece com pesos leves, de um quilo cada um, e aumente as repetições e a carga de forma gradual. Tente fazer duas sessões de musculação por semana, pelo menos. Além disso, acrescente exercícios aeróbicos na sua rotina para garantir a formação e a proteção óssea dos braços e da parte superior do tronco.
Procure ter um peso saudável
Se você está abaixo do peso (digamos, 10% a menos do que o peso médio para a sua idade e estatura), o risco de sofrer de deficiência de cálcio e outras vitaminas e sais minerais importantes que afetam a saúde óssea é maior. Por outro lado, estar acima do peso também não representa nenhuma garantia de boa saúde dos ossos. Embora os quilos a mais aumentem a pressão sobre os ossos, eles desencorajam a prática regular de exercícios.
Pare de fumar
Os fumantes absorvem menos cálcio dos alimentos. Além disso, as mulheres que fumam produzem menos estrogênio (hormônio que protege os ossos) no sangue e, por isso, tendem a entrar na menopausa mais cedo.
Verifique seus remédios
Uma perda de densidade óssea pode resultar do uso prolongado de certos medicamentos, inclusive vários prescritos para o tratamento de artrite, asma, câncer, doença de Crohn, lúpus e outras enfermidades em pulmões, rins e fígado. Existem outras drogas que podem trazer problemas para os ossos quando usadas por muito tempo ou em grandes quantidades, tais como alguns fármacos anticonvulsivos, barbitúricos, hormônios liberadores de gonadotrofina análogos usados no tratamento de endometriose, antiácidos que contêm alumínio e hormônio da tireóide. Pergunte a um médico ou farmacêutico se algum dos medicamentos que você toma com freqüência descalcifica os ossos e o que você pode fazer para contornar esse efeito.
Consulte seu médico
Existem muitos medicamentos que são usados na prevenção e no tratamento da osteoporose. São eles: alendronato, risedronato de sódio, raloxifeno, teriparatide e calcitonina.
Além da medicação, as terapias de reposição hormonal têm se mostrado eficazes na redução da perda óssea, no aumento de densidade óssea e na redução do risco de fraturas no quadril e na coluna, nas mulheres em fase pós-menopausa. Entretanto, a reposição hormonal aumenta o risco de formação de coágulos, infartos, AVC (derrame), câncer de mama e colecistite, segundo os National Institutes of Health. O médico pode prescrever um tratamento de reposição hormonal se os benefícios da medicação superarem os malefícios mas, antes, tenha a certeza de que os prós e os contras foram discutidos amplamente entre vocês. As mulheres que fazem reposição hormonal tomam o hormônio progesterona juntamente com o estrogênio, já que este sozinho aumenta as chances de desenvolver câncer de endométrio.
Embora essas sugestões representem um passo importante no aumento de densidade óssea, a tarefa mais simples que você pode realizar é mudar seus hábitos alimentares. Na próxima seção, aprenderemos a criar um cardápio que fará com que seus ossos fiquem saudáveis.
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Maneiras de fortalecer os ossos
Fatores de risco
Embora existam várias maneiras de fortalecer os ossos, as pessoas mais propensas à osteoporose devem estar atentas para os comportamentos e fatores que colaboram com a perda óssea. Na prevenção da osteoporose, alguns dos descalcificadores que devem ser evitados para o bem dos seus ossos são:
Álcool: pequenas doses de álcool, de 3 a 6 drinques por semana, podem ajudar o corpo a reter cálcio e prevenir a osteoporose através do aumento do nível de estrogênio. Mas está bem claro que a ingestão de muito álcool acaba enfraquecendo os ossos e prejudicando a saúde como um todo. E ainda há a contrapartida de que o estrogênio associado à ingestão moderada de álcool aumenta os riscos de câncer de mama. Então, se você gosta de beber, vá devagar.
Os fumantes são mais vulneráveis à perda óssea
Fumo: as mulheres fumantes tendem a entrar na menopausa antes daquelas que não fumam e isso pode ser o fator que aumenta o risco de osteoporose. Fumar também estimula a perda óssea de outras formas que ainda estão por ser definidas. Peça para o seu médico lhe ajudar a parar de fumar.
Fatores que diminuem
o risco de perda óssea
Aqui estão listados alguns fatores que reduzem as chances de daparecimento da osteoporose.
Reposição hormonal: depois de entrar na menopausa, as mulheres podem fazer reposição de estrogênio para impedir a perda óssea. A quantidade de estrogênio necessária para evitar a perda óssea e aliviar os sintomas da menopausa é pequena, se não menor do que aquela contida nas pílulas anticoncepcionais. Mesmo assim, os riscos existem e é possível que os efeitos colaterais apareçam. Portanto, converse com o seu médico sobre todos os prós e contras da reposição hormonal.
Estar acima do peso: este é um dos poucos casos em que estar acima do peso oferece de fato alguma proteção. Não se sabe exatamente por quê. Talvez os quilos a mais fortifiquem os ossos ou as mulheres acima do peso produzam mais estrogênio do que as magras. Levando em consideração que o sobrepeso provoca efeitos negativos à saúde, como o aumento do risco de pressão alta e diabetes, não é recomendável que uma pessoa ganhe muito peso ou permaneça obesa para prevenir a osteoporose.
Gravidez: o risco de ter osteoporose é maior se a mulher nunca engravidou. Embora a gravidez atenue o risco de aparecimento da doença, não se sabe se o fato de engravidar muitas vezes realmente diminui o risco ou se, na verdade, só o faz aumentar.
Cafeína: a ingestão excessiva de cafeína, seja por café ou por outras bebidas cafeinadas, pode provocar a perda de cálcio no organismo, ainda que os efeitos não sejam tão drásticos quanto se possa imaginar. Uma xícara de café cancela o cálcio correspondente a uma colher de sopa de leite.
Assim, é aconselhável não tomar mais de 3 xícaras de café ou 4 xícaras de chá por dia. Tenha em mente que outros produtos, como os refrigerantes cafeinados, alguns chocolates e alguns analgésicos também possuem cafeína em suas fórmulas.
Inatividade: é provado que a atividade física é essencial para manter a saúde óssea por toda a vida. Logo, ser sedentário significa que você está perdendo uma forma simples, barata e com poucos riscos de prevenir a lixiviação dos seus ossos. A prática de exercícios talvez seja a maneira mais fácil de manter os ossos saudáveis e fortes. Não adotá-la é como deixar o cálcio escapar pelos dedos.
Proteína: nos Estados Unidos, as pessoas ingerem mais proteína do que o necessário para ter uma boa saúde. Acredita-se que a presença de muita proteína acaba expelindo o cálcio do organismo. Ao longo dos anos, se essa perda de cálcio não for compensada com uma dieta, haverá perda óssea.
Uso prolongado de medicamentos: pessoas que sofrem de asma e artrite reumatóide e que tomam cortisona (um esteróide) por muito tempo podem ficar com os ossos fracos.
Quem corre mais risco?
Algumas pessoas possuem uma predisposição maior a desenvolver a osteoporose. Veja se você está nessa faixa:
mulher - as mulheres são mais propensas a desenvolver osteoporose do que os homens;
raça - as pessoas brancas correm mais risco do que as negras. Um número muito menor de mulheres negras desenvolve osteoporose se comparado com o número de mulheres brancas. Pessoas com descendência asiática também possuem um risco elevado;
estrutura óssea - mulheres pequenas ou delicadas correm mais risco, pois seus ossos são menores;
menopausa precoce - quanto mais cedo a mulher entrar na menopausa, maior o risco. Este também aumenta se a mulher tiver entrado na menopausa por motivos cirúrgicos (tais como: histerectomia, remoção do útero, ooforectomia dupla, remoção de ambos os ovários) e não tiver adotado uma terapia de reposição hormonal. Se apenas o útero foi retirado e os ovários foram mantidos intactos, quando a mulher chegar aos 50 anos, sentirá os sintomas da menopausa normalmente, sem correr nenhum risco adicional;
histórico familiar - muitas mulheres com osteoporose possuem pelo menos um caso da doença na família. Contudo, o fato de não ter ninguém na família com osteoporose não elimina a possibilidade de aparecimento da doença;
A luta contra a osteoporose é para a vida toda, nunca é cedo demais para começar a se cuidar. Na próxima seção, apresentaremos algumas opções de estilo de vida que você pode fazer para prevenir ou adiar a osteoporose.
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Como tratar a osteoporose
Panorama geral
Provavelmente você acredita que os ossos não crescem mais em adultos. Afinal de contas, ninguém fica mais alto depois de certa idade. Mas a verdade é que o corpo continua absorvendo os ossos antigos e repondo novos por toda a vida. O que ocorre é um processo contínuo de remodelamento ósseo em que o tecido substitui células velhas por novas. Durante a infância e a adolescência, predomina a formação óssea. Por volta dos 30 anos, os ossos atingem o pico de massa óssea (quando eles estão na sua fase mais forte e abundante). Depois disso, o jogo se inverte e a reabsorção de ossos vai aos poucos ultrapassando a produção. Para as mulheres, a perda de massa óssea acelera logo depois da menopausa, quando os níveis de hormônio que protegem os ossos - o estrogênio - caem.
Assim é o processo. Contudo, em algumas pessoas, a perda óssea pode se dar de forma tão rápida e/ou a reconstrução ocorre tão devagar que a osteoporose se desenvolve. A osteoporose é uma doença em que os ossos ficam porosos e perdem tanta massa que se tornam frágeis e propensos a fraturas. Ela atinge principalmente as mulheres, em parte porque a massa óssea delas é menos densa que a dos homens; embora estes também sofram da doença. Além disso, é mais provável que a doença afete uma pessoa que nunca alcançou o ponto máximo de formação da massa óssea.
A osteoporose é conhecida como uma doença silenciosa, pois muitas pessoas só descobrem que a tem quando sofrem uma fratura no quadril ou um acidente pequeno, como fechar uma janela emperrada ou abrir uma garrafa, e isso resulta em uma fratura no pulso.
Cerca de 10 milhões de americanos têm osteoporose e outros 34 milhões possuem um alto risco de desenvolvê-la. De acordo com os National Institutes of Health (Institutos Nacionais de Saúde), uma em cada duas mulheres e um em cada quatro homens com mais de 50 anos sofrerão uma fratura relacionada à osteoporose em algum momento.
Neste artigo, abordaremos os fatores que levam à osteoporose. Também discutiremos medidas que podem ser tomadas para minimizar os efeitos da doença, como fazer uma dieta adequada e optar por certos estilos de vida.
Causas
As causas da osteoporose são desconhecidas. Entretanto, as chances de adquiri-la aumentam drasticamente com o envelhecimento, principalmente nas mulheres. Uma teoria que prevalece é a de que a osteoporose resulta da perda do estrogênio, hormônio feminino que afeta o conteúdo de cálcio dos ossos. A menopausa (parada total da menstruação) pode levar à osteoporose, já que a produção de estrogênio diminui bastante nessa época.
Por razões ainda desconhecidas, a osteoporose ocorre mais em mulheres brancas e asiáticas do que em mulheres negras. Além disso, as magras, especialmente as de pele bem clara, correm um risco maior do que as mulheres gordas de pele escura.
A doença também pode ser causada por outros fatores: a remoção cirúrgica de ambos os ovários (glândula sexual feminina que produz estrogênio) e o aparecimento de artrite crônica (inflamação das juntas) podem levar à osteoporose. Pessoas sedentárias, seja por escolha ou por causa de doenças, são mais suscetíveis ao distúrbio.
Uma dieta pobre em nutrientes, principalmente cálcio (que promove o desenvolvimento dos ossos), também pode contribuir para a osteoporose. As pessoas que fazem uso de medicamentos com esteróides (como a prednisona) por um período prolongado para tratar de outras enfermidades estão em uma área de risco significativamente maior. Outros fatores de risco incluem fumo, menopausa precoce e casos de osteoporose na família.
Sintomas
Dependendo da resistência dos ossos, a osteoporose pode não apresentar sintomas e nem dores fortes em sua fase inicial. Se há dor, é mais comum que ocorra na parte inferior da coluna. A doença não representa uma ameaça à vida, mas provoca fraturas, o que, nos idosos, pode resultar em sérias complicações. Em princípio, as dores repentinas na coluna podem ser causadas por fratura nas vértebras (ossos da espinha dorsal).
A dor provocada pelas fraturas pode ser amenizada, mas o desconforto ocasionado pela osteoporose continua. É possível que a dor leve à inatividade no futuro, o que enfraqueceria ainda mais as vértebras. Assim, um círculo vicioso se desenvolve: a dor conduz à inatividade, que instiga a osteoporose, que em troca aumenta a fragilidade dos ossos.
À medida que a doença progride, a coluna pode reduzir-se em comprimento, provocando uma perda de alguns centímetros na estatura, ou curvar-se, ocasionando uma deformação chamada "corcunda de viúva". Essas alterações são o resultado de fraturas sucessivas que ocorrem devido à pressão do peso do corpo sobre a vértebra deteriorada.
Diagnóstico
Geralmente, a osteoporose só é diagnosticada quando a pessoa fratura um osso e faz uma radiografia. Nesse ponto, o médico percebe que as alterações ósseas se tornaram uma doença generalizada. Recomenda-se que as mulheres em fase pós-menopausa e todos aqueles que fazem tratamentos com esteróides façam uma densitometria óssea para verificar a existência de osteoporose.
Tratamento
Os médicos incentivam os pacientes com osteoporose a seguirem um programa de exercícios que auxiliará no fortalecimento dos músculos que sustentam os ossos fracos. Contudo, para proteger os ossos da coluna, deve-se evitar carregar objetos pesados. Nos casos avançados, talvez seja necessário o uso de um colete para ajudar a sustentar o peso do corpo ao sentar-se e levantar-se. Muletas, andadores ou bengalas ajudam na locomoção. Os médicos geralmente receitam medicamentos para reduzir a perda óssea.
Pessoas com tendência a fraturas devem fazer exercícios e seguir uma dieta balanceada para prevenir e controlar a doença. Alimentos ricos em vitaminas e minerais, especialmente cálcio e vitamina D, estimulam a formação óssea. Quando a dieta não conta com esses nutrientes, o médico pode prescrever suplementos de vitaminas e minerais.
Prevenção
A osteoporose não tem cura, logo, a melhor linha de defesa é a prevenção. Se você esperar muito tempo para se preocupar com a doença, talvez seja tarde demais para reverter os danos. Existem alguns passos que podem ser seguidos a fim de prevenir perdas ósseas futuras. A National Osteoporosis Foundation (Fundação Nacional da Osteoporose) recomenda:
seguir uma dieta rica em cálcio e vitamina D;
fazer exercícios físicos regularmente;
ter uma vida saudável, evitando fumar ou abusar de álcool;
realizar uma densitometria óssea e tomar os medicamentos apropriados quando necessário.
As pesquisas mostram que é possível reduzir o ritmo de expansão da osteoporose, como também reverter alguns danos causados por ela. Vários estudos apontam que as mulheres em fase pós-menopausa podem diminuir a perda óssea em mais de 40% se ingerirem quantidades suficientes de cálcio. Pesquisas adicionais indicam que essas mesmas mulheres podem produzir novos ossos se tomarem estrogênio e praticarem atividades físicas junto com a ingestão de cálcio.
Segundo a tabela de ingestão alimentar de referência (Dietary Reference Intake - DRI), a quantidade de cálcio que os adultos entre 19 e 50 anos devem ingerir por dia é de mil miligramas. Depois dos 50, a necessidade diária aumenta para 1.200 miligramas. Durante a adolescência, as exigências de cálcio são maiores, 1.300 miligramas por dia. Para aqueles que não gostam de leite e seus derivados, existem algumas opções de alimentos não derivados do leite que contêm cálcio. Se você está preocupado com as gorduras e calorias, há disponível uma grande variedade de produtos de baixa caloria e sem gordura que oferecem o cálcio necessário.
É claro que a melhor maneira de prevenir a perda óssea é saber o que a causa exatamente. A próxima seção apresenta os diversos fatores que podem desencadear a osteoporose.
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Como funciona a Medicina Tradicional Chinesa
A Medicina Tradicional Chinesa é uma prática antiga ainda usada por milhões de pessoas no mundo todo - mesmo após o desenvolvimento da medicina científica moderna.
A raiz de gengibre geralmente é usada na Medicina Tradicional Chinesa
para tratar sintomas de indigestão, resfriado comum e outras indisposições
Na origem da Medicina Tradicional Chinesa está a crença de que o indivíduo (microcosmo) é visto como parte integrante das forças da natureza (em inglês) que é o macrocosmo. Pela observação cuidadosa da natureza, os sábios taoístas eram capazes de perceber os padrões comuns aos ambientes externo e interno do corpo humano. Durante milhares de anos, as observações cumulativas dos sábios de toda a China levaram a um sistema confuso de diagnóstico e cura.
Essas antigas curas tradicionais chinesas passaram não apenas nos testes do tempo - mas sim nos testes da medicina moderna. Os links no final dessa página são de artigos que explicam as teorias e a prática da Medicina Tradicional Chinesa. Explore a história da Medicina Tradicional Chinesa e aprenda como essas curas antigas - de acupuntura a chás verdes - ainda são praticadas hoje.
O símbolo chinês do
yin, que se acredita
controlar os órgãos, como
pulmões, coração e rins
História da Medicina Tradicional Chinesa
As crenças e práticas antigas da Medicina Tradicional Chinesa têm curado pessoas há milhares de anos. Explore a história e o desenvolvimento da Medicina Tradicional Chinesa.
Como funciona o yin e yang
A Medicina Tradicional Chinesa gira em torno da idéia de um estado constante de mudança, explicado através da teoria do yin e yang. Leia esse artigo para saber como funciona o yin e yang.
Como funciona o Qi
O poder do Qi é fundamental à Medicina Tradicional Chinesa. Descubra como funciona o qi e como essa substância vital e outros elementos básicos compõem o corpo e a mente.
Como funcionam os órgãos yin
Na Medicina Tradicional Chinesa, os cinco órgãos yin incluem os pulmões, o baço, o coração, o fígado e os rins. Saiba como funcionam os órgãos yin e sua relação com o resto do corpo.
Como funcionam os órgãos yang
Os órgãos yang, na Medicina Tradicional Chinesa, são o estômago, os intestinos delgado e grosso, a bexiga urinária, a vesícula biliar e o "triplo aquecedor". Explore nesse artigo as funções dos órgãos yang.
Desarmonia na Medicina Tradicional Chinesa
É surpreendente como a Medicina Tradicional Chinesa consegue descobrir a causa das doenças sem o auxílio da tecnologia moderna. Saiba como certos sintomas são identificados através de padrões da desarmonia.
Causas de doenças segundo a Medicina Tradicional Chinesa
Muitos fatores são considerados na determinação da causa da doença com a Medicina Tradicional Chinesa, incluindo hábitos alimentares e emoções. Descubra como os ambientes e os sentimentos do dia a dia podem causar doenças.
Síndromes dos órgãos internos na Medicina Tradicional Chinesa
A identificação dos órgãos internos que estão afetados pela desarmonia é um passo importante na preparação de um tratamento eficaz da Medicina Tradicional Chinesa. Leia as descrições das síndromes dos pulmões, do coração, do fígado, entre outras.
Diagnóstico na Medicina Tradicional Chinesa
O diagnóstico da Medicina Tradicional Chinesa é simples, porém eficaz - as observações a serem feitas incluem ver, ouvir, cheirar, perguntar e tocar. Aprenda nesse artigo sobre o diagnóstico da Medicina Tradicional Chinesa.
Acupuntura da Medicina Tradicional Chinesa
Embora a acupuntura tenha aberto seu caminho na cultura ocidental atual, ela continua sendo uma prática antiga da Medicina Tradicional Chinesa. Obtenha detalhes sobre a acupuntura e as doenças que respondem a esse tratamento efetivo.
Medicina Tradicional Chinesa fitoterápica
Todos nós tomamos chá quente de ervas quando nos sentimos indispostos. Verifique esse artigo para aprender mais sobre as ervas e os remédios à base de ervas usados na Medicina Tradicional Chinesa.
Tratamentos da Medicina Tradicional Chinesa
Exercícios, massagem e uma dieta adequada são importantes tratamentos da Medicina Tradicional Chinesa. Aprenda nesse artigo sobre a moxibustão, como fazer um exercício qi gong, e muito mais.
Como tratar doenças comuns com a Medicina Tradicional Chinesa (em inglês)
Para tratar dores de cabeça, evite alimentos condimentados e acrescente mais grãos integrais em sua dieta. Para o resfriado comum, tome um pouco de sopa de miso com gengibre fresco. Conheça mais curas da Medicina Tradicional Chinesa para doenças comuns do dia a dia.
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Como tratar a indigestão com a Medicina Tradicional Chinesa
Comer em excesso ou combinar alimentos que são difíceis de digerir leva à indigestão aguda ou a uma condição conhecida como estagnação do alimento. Os sintomas incluem falta de apetite e uma aversão à comida, sensação de estômago cheio e inchado, náusea, vômitos, mau hálito e arrotos ácidos. O princípio do tratamento é movimentar o qi no estômago, estimulando assim a digestão e movimentando o conteúdo do estômago dentro dos intestinos. Nesses casos, pill curing (em inglês) é especialmente eficaz.
O chá de gengibre é usado para tratar certos tipos de
indigestão na Medicina Tradicional Chinesa
Outra causa possível de indigestão aguda é comer sob estresse: o fígado se torna hiperativo e prejudica a função digestiva do baço. O tratamento envolve suavizar o fígado e, ao mesmo tempo, estimular a digestão. Um remédio apropriado é o Shu Gan Wan (em inglês).
A digestão insuficiente crônica geralmente se deve à deficiência de qi ou yang no baço, o principal órgão da digestão na Medicina Tradicional Chinesa. Quando o qi do baço está deficiente, ele é incapaz de realizar suas funções de digestão. Além dos sinais típicos de deficiência do qi (fadiga, e rosto e língua pálidos), os sintomas de digestão insuficiente crônica incluem pouco apetite, perda de peso, sonolência, sensação de estufamento após comer e diarréias.
Um remédio útil para essa condição é o six gentlemen teapills (em inglês), pois ele contém ervas que aliviam a indigestão juntamente com ervas que fortificam o qi do baço. Se o yang do baço também está deficiente, todos os mesmos sintomas estão presentes com os seguintes sintomas adicionais: mãos e pés frios, um desejo por alimentos e bebidas quentes, dor anormal e desconforto após comer alimentos gelados e diarréia.
Neste caso, a fórmula patenteada acima deve ser tomada juntamente com chá forte de gengibre. O chá de gengibre pode ser comprado em saquinhos ou pode ser feito com fatias de raiz de gengibre fervido em água por alguns minutos. A dieta deve consistir primariamente de sopas e alimentos cozidos, mas sem alimentos frios ou crus. O moxabustão para estômago 36 e pontos sobre o abdômen também estimulam o qi e o yang do baço, gradualmente aumentando a força digestiva do corpo.
Casos agudos de indigestão são bem fáceis de tratar, e geralmente respondem a um tratamento de acupuntura ou um tubo de pill curing. Casos crônicos de indigestão devido a uma deficiência de qi de baço subjacente podem levar algumas semanas para ser resolvidos. O ponto clássico para todos os tipos de fraqueza digestiva é o Estômago 36, que responde igualmente bem à moxa ou acupuntura. Se a pessoa não conseguir alterar seus hábitos alimentares, a condição será muito difícil de ser tratada.
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